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05/03/2010
CPI das Crianças e Adolescentes Desaparecidos

Nota à imprensa

Na semana passada, o governo lançou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, numa tentativa de dar respostas à sociedade que clama por ações efetivas nessa área.

Paralelamente, a CPI do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes, que há seis meses investiga causas, responsabilidades e destinos dos desaparecidos no país, vem buscando através das autoridades federais e estaduais formas que solucionem os casos de desaparecimentos, considerando, principalmente, as diversas realidades brasileiras.

O Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, elaborado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em conjunto com o Ministério da Justiça, é uma ferramenta arcaica, nada mais que uma maquiagem sobre um Cadastro que já existia há mais de 10 anos, e que registrou, em 2009, apenas 117 crianças e adolescentes desaparecidos no país inteiro, enquanto as Organizações Sociais que lidam solitariamente com o problema já falavam em 40 mil desaparecimentos POR ANO!

Falar que o Cadastro foi criado para se tornar uma Rede Nacional de Investigação é uma falácia. Que ferramentas ele apresenta para auxiliar nas investigações? Nenhuma. O Cadastro será alimentado pelo Sistema de Informação das Secretarias de Segurança Pública dos Estados – INFOSEG- que dizem que funciona on-line, num país em que muitas delegacias não possuem sequer computadores, onde os boletins são feitos ainda em máquinas de escrever da década de 70.

Que credibilidade tem um Cadastro, cujas principais fontes de informação – as Secretarias de Segurança Pública – não são obrigadas a repassarem as informações dos desaparecimentos e das apurações nos estados? O repasse é apenas opcional, assim como o tratamento que muitas delegacias dão aos registros de sumiços de pessoas.

Que rede de investigação é esta, se o Cadastro servirá apenas de cartaz “on line” de exposição das carinhas dos que foram subtraídos dos seus lares?

O tratamento que o tema “pessoas desaparecidas” tem recebido nesse país é vergonhoso. A polícia está despreparada para lidar com o assunto, não há capacitação profissional, não há delegacias especializadas, não há estratégia de busca. Não há nada. É um assunto de terceira ou quarta categoria, num país em que até um cadastro de veículos roubados funciona mais efetivamente que o de seres humanos. A única exceção é o Estado do Paraná, que conta com um serviço muito eficiente, denominado SiCRIDE (Serviço de Investigação de crianças Desaparecidas ).

Nesses meses todos em que a CPI está investigando o assunto, chegamos a diversas conclusões. Uma delas é de que o cadastro de pessoas desaparecidas não pode misturar crianças e adultos. São duas realidades diferentes. O adulto desaparece, na maioria das vezes, por vontade própria. A criança, não. Em sua inocência, ela é subtraída, retirada, roubada, levada contra sua vontade ou enganada por alguém.

No encontro com o atual Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, ele teve a sensibilidade de pedir para que a CPI, com todo o conhecimento que acumulou nesses meses de investigação, auxilie no aperfeiçoamento do Cadastro Nacional de Desaparecidos. Algo que seu antecessor não fez, desperdiçando tempo e dinheiro na criação de uma ferramenta inútil. Tempo que significou novas perdas, mais desaparecimentos.

Quem sabe agora, as autoridades federais possam entender que o problema do desaparecimento no país não é uma questão matemática apenas. É um assunto que exige um conjunto de ações governamentais efetivas e eficientes.

Deputada Andréia Zito (PSDB-RJ)

Relatora da CPI da Criança e da Adolescente Desaparecidos

Fonte: http://www.cpicriancasdesaparecidas.com.br/noticia_box_01/nota-a-imprensa/

15/12/2009
CPI de crianças desaparecidas discute segurança do Rio

O Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, e o chefe de Polícia Civil carioca, Allan Turnowski, prestarão esclarecimentos, nesta terça-feira (15), sobre a Segurança Pública no Rio à CPI do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes da Câmara dos Deputados. Para a relatora da CPI, deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), saber como anda a segurança pública no Rio é passo importante da Comissão.

"O Rio de Janeiro vem sofrendo com o desaparecimento de crianças e adolescentes há muito tempo. Mães relatam descaso ao procurar as delegacias, inclusive investigando sozinhas os desaparecimentos. Também vai ser importante ouvir os depoentes para questionar sobre as causas dos desaparecimentos e o paradeiro destas crianças, além de, é claro, identificar o que a polícia está fazendo para combater o desaparecimento de menores", explica a relatora.

A parlamentar esclarece ainda que os depoimentos na CPI mostram uma regionalização nos fatores que levam ao desaparecimento, bem como na ligação que eles têm com o crime organizado. "Com os depoimentos, no Rio, já conseguimos fechar um panorama que liga o desaparecimento de crianças e adolescentes ao tráfico de drogas e à exploração sexual. Agora,  vamos entender como a polícia reage já que lidam com denúncias deste tipo há muito tempo no Estado", afirma Andreia Zito.

Fonte: http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=15200

07/12/2009
Assembleia Legislativa apura adoção de crianças desaparecidas na Grande SP

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo está investigando o suposto desaparecimento de cinco crianças de Itaquaquecetuba (Grande SP) e adoções sob suspeita que teriam afastado mais de 100 meninos e meninas de zero a 12 anos, da mesma cidade, do convívio com os pais entre 2004 e 2007. Deputados devem instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) ainda este mês para apurar as denúncias.

Segundo o deputado Raul Marcelo (PSOL), da Comissão de Direitos Humanos da Casa, pelo menos 18 famílias já procuraram a Assembleia para denunciar um total de 58 adoções sob suspeita. "Há casos em que uma única mãe teve cinco, seis filhos tirados de casa por conselheiros tutelares", diz o parlamentar. Procurada, a atual presidente do Conselho Tutelar de Itaquaquecetuba, Mailde Ferreira de Holanda, disse que não comentaria o assunto porque não fazia parte da entidade na época das denúncias.

A dona de casa Rosa Lillipuziano, 68 anos, suspeita que seu neto tenha sido levado para adoção --sem o consentimento dela ou da mãe da criança, que é deficiente mental-- logo após o parto, ocorrido em junho de 2006 no Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba. "O ultrassom deu que ela estava grávida de gêmeos, mas só nasceu uma criança", diz.

A Secretaria de Estado da Saúde diz que a segunda criança não existiu e que o ultrassom feito na filha de Rosa deu "espelhamento" --quando aparenta haver duas crianças no lugar de uma. Isso que ocorre, entre outros motivos, em caso de a grávida estar bem acima do peso, segundo a pasta.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso, mas ele arquivado no ano passado por falta de provas. Já o Ministério Público Estadual informou que as adoções feitas na cidade entre 2004 e 2007 ocorreram com ações judiciais em que foi garantida a defesa dos pais biológicos das crianças.

Fonte: http://www.jusbrasil.com.br/noticias

05/12/2009
Deputada Andreia Zito dá visibilidade a causa da criança desaparecida no Rio

Ontem ainda não saiu o veredito do julgamento do suspeito do sequestro de Larissa, que terá nova audiência no dia 25 de janeiro de 2010. Apesar do desgaste que cada audiência representa as Mães do Brasil estão satisfeitas com os procedimentos que estão sendo tomados. Percebem que tudo está sendo tratado pelo Judiciário e pelo Ministério Público com a mesma seriedade e respeito com que são tratados todos os casos que chegam ao Portal Kids. As Mães do Brasil finalmente estão encontrando o respeito que merecem.

Como prometeu, a deputada Andreia Zito acompanhou todo o julgamento como autoridade e relatora da CPI da Criança Desaparecida. E estará presente na próxima audiência. Não é preciso dizer o quanto foi importante para a causa das crianças desaparecidas a presença da relatora da CPI no tribunal. A deputada Andreia Zito vai poder levar para a CPI tudo aquilo que viu e ouviu já que este é o primeiro caso de julgamento de sequestro sem pedido de resgate de criança no Rio de Janeiro. A prática é muito comum na cidade, mas pouco reconhecida pelas autoridades. Com a iniciativa de comparecer ao julgamento a deputada Andreia deu a visibilidade necessária para o enfrentamento do problema na cidade.

"Acredito que a deputada Andreia também ficou satisfeita com o desenrolar do julgamento e considerou importante tudo o que viu e ouviu. Ter uma autoridade respeitável como ela acompanhando o julgamento reforçou o respeito que a causa precisava. A deputada Andreia colocou uma espécie de selo de qualidade em nossa luta pelas crianças desaparecidas", acredita Wal Ferrão, presidente do Portal Kids que junto com a coordenadora do movimento Mães do Brasil, Elisabete Barros, Raquel Gonçalves, tia e tutora de Larissa e outras mães, também estiveram no tribunal.
Fonte: http://blogdasmaesdobrasil.blogspot.com/2009/12/deputada-andreia-zito-da-visibilidade.html

20/11/2009
Senado aprova projeto de cadastro de crianças desaparecidas

Brasília - A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado aprovou, nesta quarta-feira, projeto que regulamenta o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos. O cadastro terá a finalidade de reunir informações sobre crianças e adolescentes cujo desaparecimento tenha sido registrado em órgão de segurança pública federal ou estadual. As informações são da Agência Senado.

Atualmente, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ligada à Presidência da Republica, mantém um cadastro semelhante na internet. Ainda sem a abrangência que seu sucessor poderá alcançar, esse cadastro tanto pode ser alimentado com informações de delegacias quanto por entidades associadas do setor civil. São apenas 45 agências executoras cadastradas, em sua maioria delegacias.

Pelo texto apresentado pela deputada Bel Mesquita (PMDB-PA), o novo cadastro deverá conter as características físicas e dados pessoas das crianças e adolescentes desaparecidos. A proposta estabelece ainda que os recursos para o desenvolvimento, instalação e manutenção da base de dados sairão do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

A proposta foi aprovada em decisão terminativa no Senado e agora será encaminhada à sanção presidencial.
Fonte: --> clique aqui

19/11/2009
Mães lançam campanha para prevenir o sequestro e o desaparecimento de crianças

Rio - O lançamento do Projeto Sou da Vez, do Movimento Helaiz, formado por mães em luta pela prevenção ao sequestro e ao desaparecimento de crianças acontecerá nesta quarta-feira, entre 14h e 17h, no auditório do Centro de Artes Calouste Gulbekian, na Rua Benedito Hipólito, 125, Praça Onze, Centro do Rio.

Haverá teatro com as crianças da Casa das Artes - Mangueira, debate com autoridades de Direitos Humanos e de Infância e Juventude, lanche e o lançamento oficial do projeto, com uma apresentação das mães do Helaiz, que fundaram o movimento depois de ter as suas filhas sequestradas.

O projeto envolve, em uma primeira etapa, a realização de uma campanha para tentar sensibilizar a população sobre a necessidade de se manter as crianças sob permanente cuidado de adultos. A Fiocruz doou os primeiros mil cartazes que serão distribuídos em comunidades, escolas, postos de saúde, bares, entre outros espaços de circulação de adultos. A arte do cartaz, assinada por Diego Novaes, será apresentada no ato de lançamento do projeto.

Enquanto cobra do Estado políticas públicas de proteção à vida das crianças e adolescentes, o Movimento Helaiz também acredita na importância de promover, por meio do Projeto Sou da Vez, o resgate da solidariedade comunitária no cuidado das crianças, para que nenhuma fique sozinha na rua ou em casa, sem a observação de um responsável.

O sequestro de crianças e adolescentes ocorre no Rio, principalmente, com meninas, de 9 a 14 anos, moradoras de favelas ou comunidades pobres. Elas são levadas por estranhos quando ficam em casa ou na rua porque os pais saem para trabalhar e não têm dinheiro para pagar babás, sem a alternativa de creches para essa faixa etária. Há notícia de que tenham ocorrido pelo menos quatro sequestros de meninas neste ano no Rio.

Fonte ---> clique aqui

04/11/2009
Sérgio Cabral sanciona lei e cria programa para localizar idosos desaparecidos
Agora é lei: o estado criará o programa SOS Idosos, que reunirá ações voltadas à localização de idosos desaparecidos no estado. É o que determina a Lei 5.569/09, de autoria do deputado Marcelino D’Almeida (PMDB), que foi sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo desta terça-feira (03/11). Segundo o parlamentar, na terceira idade é comum as pessoas apresentarem dificuldades com relação à memorização e enfrentarem a solidão e o abandono. “São condições que, unidas, fazem aumentar o número de desaparecidos nessa faixa etária. Com a campanha, teremos no estado um mecanismo de solução destes casos”, aposta o deputado.

O programa terá como principais objetivos a formação de um grupo de trabalho para localizar pessoas idosas desaparecidas e a criação de uma campanha para divulgação de fotos, além da formatação de um sistema de comunicação integrada com banco de dados, para agilizar a localização dos desaparecidos. Serão confeccionados cartazes com fotos dos idosos desaparecidos, nome e telefones do órgão coordenador do programa para serem distribuídos e colados em locais públicos – especialmente estações de transportes, repartições públicas, hospitais, postos de saúde e similares. O programa também contará com a participação da Delegacia Especial de Atendimento e Proteção ao Idoso, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para a criação do sistema de comunicação e atuação integrada.

Fonte: http://www.alerj.rj.gov.br/escolha_legenda.asp?codigo=32748

30/09/2009
ONG Mães da Sé lança revista para ajudar na busca por desaparecidos
A Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD), conhecida como Mães da Sé, lançou hoje (29), na capital paulista, a revista de bolso Nossa Ação Social, cujo objetivo é divulgar o trabalho da organização não governamental (ONG), fotografias de pessoas desaparecidas e dicas de prevenção para evitar o desaparecimento de crianças e adolescentes. Inicialmente, a revista, que virá acompanhada de um cupom para que o comprador concorra a prêmios pela loteria federal, será vendida nas lotéricas do estado de São Paulo ao preço de R$ 3. Os recursos obtidos com a venda da revista serão revertidos para a manutenção da ONG.

Segundo a presidente da Mães da Sé, Ivanise Esperidião da Silva Santos, todos têm a obrigação de prevenir o desaparecimento de um filho e fazer isso é muito simples. Ela disse que, na maioria dos casos, as crianças desaparecem em situações nas quais estão desprotegidas, além dos casos de fuga, sequestro, adoção ilegal e aliciamento para fins criminosos.

?Se seu filho tiver noção do perigo que corre e se você ensinar coisas simples, que ele precisa saber desde cedo, ele não desaparece. Coisas como o nome dos pai, telefone, endereço. Se ele tem algum probleminha, alguma necessidade especial coloque uma pulseira de identificação. Se ele se perde, é fácil de devolver para a família.?

Ivanise recomendou ainda que os pais só deixem seus filhos saírem acompanhados de um adulto de sua confiança. ?Procure ser, acima de tudo, amigo de seu filho, porque muitas vezes a criança está passando por um tipo de problema, sendo ameaçada, passando por algum tipo de violência e não conta para os pais porque não tem uma relação de amizade.? Segundo ela, algumas crianças fogem por medo ou vergonha da situação à qual está exposta.

A presidente da Mães da Sé explicou que não há no Brasil estatísticas confiáveis sobre o número de crianças e adolescentes desaparecidos. Entretanto, há estimativas de que, anualmente, 200 mil pessoas desapareçam - 70% desse total é de crianças e adolescentes. Cerca de 15% dessas pessoas nunca mais retornam às suas casas.

?São Paulo é o estado que tem o maior número de pessoas desaparecidas, com nove a 10 mil crianças e adolescentes desaparecidos por ano, o que soma 43% do total de pessoas que desaparecem no estado. É um número alto e que poderia ser evitado. Se você pode evitar você tem a obrigação de fazer isso.?

A ONG Mães da Sé nasceu há 13 anos quando a filha de Ivanise desapareceu. Atualmente, a organização conta com mais de 7 mil associados de todo o Brasil e já foi a responsável por localizar 2.036 pessoas desaparecidas.

A entidade presta atendimento às famílias que tiveram um parente desaparecido, assessoria jurídica quando necessário, apoio psicológico e ainda faz o encaminhadmento das pessoas para a Delegacia de Pessoas Desaparecidas, com quem tem parceria. ?Nossa ferramenta de trabalho é a divulgação. Quanto maior a divulgação maior a possibilidade de encontrar uma pessoa desaparecida. Nós contamos com a colaboração das pessoas e pedimos que observem aqueles rostos e nos procurem caso tenham informações.?

Para entrar e contato com a ONG Mães da Sé basta visitar o site "www.maesdase.org.br" ou telefonar para (11) 3337-3331.
Fonte: http://www.maiscomunidade.com/conteudo/2008-05-19/brasil/26804/ONG-MAES-DA-SE-LANCA-REVISTA-PARA-AJUDAR-NA-BUSCA-POR-DESAPARECIDOS-.pnhtml


Infância perdida: o drama das crianças desaparecidas
Luciana Abade , Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Fuga por conflitos familiares, sequestros para exploração sexual ou para tráfico internacional de pessoas e órgão. São inúmeras as causas do desaparecimento de 50 mil crianças e adolescentes todos os anos no Brasil. Destas, cerca de 15% nunca voltam para casa. O número é uma estimativa da Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABDC) ou Mães da Sé e é subestimado porque não existe no Brasil um cadastro nacional de pessoas desaparecidas. A última pesquisa nacional nesse sentido foi realizada há dez anos quando se constatou o desaparecimento anual de 204 mil pessoas. Para tentar preencher essa lacuna e descobrir a razão de tantos casos insolúveis, a Câmara dos Deputados acaba de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar casos de crianças e adolescentes desaparecidos entre 2005 até os dias atuais.

Presidente da CPI, a deputada Andreia Zito (PSDB-RJ) afirma que essa é uma demanda antiga da sociedade.

– Quando eu era deputada estadual, fui muito procurada por pessoas da Baixada Fluminense que tinham parentes desaparecidos – conta a parlamentar. – A subnotificação dos casos existe porque muitos responsáveis não fazem os registros e pela falta de vontade política que havia em resolver a situação.

Andreia ressalta que os números de desaparecimentos crescem a cada ano e que é preciso um esforço conjunto de governos e sociedade para resolver a questão. Poucos estados contam com delegacias especializadas em investigar o desaparecimento de pessoas. Apenas Minas Gerais e Paraná possuem unidades destinadas a investigar especificamente o desaparecimento de menores.

Para o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Siro Darlan, a subnotificação de casos é resultado da omissão política e da falta de investimentos. Darlan, que será convidado para participar de uma audiência pública na CPI nos próximos dias, acredita não ser necessário instalar em cada unidade da federação. Mais importante, segundo ele, é instrumentalizar unidades que têm demandas. No Rio de Janeiro, os casos de desaparecimento de menores são tratados na Delegacia de Crianças Vítimas de Violência.

Fugas reincidentes

A cidade de São Paulo conta com uma Delegacia de Desaparecidos e Identificação de Cadáveres. Desde que assumiu o órgão, há três meses, a delegada titular Flávia Maria Rocha Rollo tem procurado dar uma atenção especial as crianças e adolescentes encontrados depois de terem fugido de casa.

– Tenho caso de adolescente que fugiu 18 vezes de casa – conta a delegada. – Aqui na capital, mesmo o menor sendo encontrado, só dou baixa no processo depois que converso com ele e com os pais. E, quando necessário, encaminho a família para um psicólogo.

Flávia lamenta não haver procedimento semelhante nas delegacias do interior por falta de estrutura. Por ser especializada, é para a unidade da capital que são encaminhados todos os casos do estado. A delegacia tem recebido uma média de 200 e-mail por dias com queixas de desaparecimento. Só no mês de julho foram registrados o sumiço de 53 crianças e 148 adolescentes na capital paulista. Enquanto no interior do estado foram registrados 66 crianças e 375 adolescentes desaparecidos.

Segundo Flávia, é mais comum do que se imagina casos de crianças que vão brincar longe de casa, pegam um ônibus e acabam se perdendo. Muitas dessas crianças que trabalham nos sinais de trânsito lavando vidros ou vendendo balas estão perdidas de suas famílias. O adulto que geralmente se encontra perto dela pode ser alguém que a abrigou e a usa para o trabalho. Não sendo, necessariamente, um parente.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) espera finalizar até o final de outubro um cadastro nacional de pessoas desaparecidas. O banco de dados será construído a partir do Infoseg – sistema do Ministério da Justiça de compartilhamento de informações entre as delegacias – e os vários SOS Crianças espalhados pelo país. A comissão que prepara o cadastro é formada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Conselhos Tutelares. Já no Senado aguarda votação o Projeto de Lei 1842/2007 que cria um cadastro nacional de crianças e adolescentes desaparecidos.

– Torcemos para que o projeto do Senado seja aprovado – afirmou o secretário executivo do Conanda, Benedito dos Santos. – É importante transformar políticas públicas em leis. Mas não adianta apenas fazer o cadastro. É preciso capacitar os profissionais.

18:59 - 29/08/2009
Fonte: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/08/29/e290826471.asp

CPI sobre crianças desaparecidas será instalada hoje
Será instalada hoje a comissão parlamentar de inquérito (  CPI ) criada para investigar as causas, as consequências e os responsáveis pelos desaparecimentos de crianças e adolescentes no Brasil no período de 2005 a 2007.

A criação da comissão foi proposta pela deputada Andreia Zito (PSDB-RJ). Segundo ela, 50 mil crianças e adolescentes desaparecem de suas casas por ano no Brasil.

Depois da instalação, serão eleitos o presidente e os três vice-presidentes da comissão. O presidente designará o relator.
fonte: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1720483/cpi-sobre-criancas-desaparecidas-sera-instalada-hoje
Desaparecimento de estudante intriga polícia do RJ
Com a foto do dia em que a estudante de Direito Érica Maroquio, 32 anos, passou na seleção para um estágio, o casal Suzane e Graciano tenta encontrar uma explicação para o sumiço da universitária. Há cinco meses, a moça desapareceu em Niterói, sem deixar rastros. O mistério que envolve o caso virou alvo de investigação da 76ª DP (Niterói), que ainda não tem pistas de seu paradeiro nem de como ela sumiu.

"A última vez em que fez contato foi através de um e-mail muito estranho. Ela pedia para não a procurarmos mais, que não queria mais contato com a família. Ninguém entendeu nada, já que ela sempre foi muito carinhosa com todos", disse o pai, que desde então espalha cartazes pela cidade para tentar localizar a moça.

Depois da mensagem, a família tentou fazer contato com Érica, mas não a encontrava nem em casa nem no trabalho. "Dia 15 de janeiro, aniversário dela, fiquei quatro horas na porta da casa, esperando ela aparecer. Achei que ela quisesse ficar só com o marido, já que eles tinham reatado o casamento há pouco tempo. Mas não sabia que não veria mais minha filha¿, explica Suzana.

No Dia das Mães, a jovem também não ligou para casa. Preocupados, os pais procuraram o marido de Érica, um policial rodoviário federal. Ele disse que não via a mulher desde fevereiro, quando retornou de uma viagem. Os pais trancaram a matrícula dela na faculdade e registraram o desaparecimento no dia 12 de maio. "Soubemos que nem no estágio ela aparecia. Nem chegou a renovar a matrícula para este ano letivo. É estranho porque ela já estava quase concluindo o curso", explicou a mãe.

De acordo com o delegado Luiz Antônio Pinto Businaro, o marido de Érica prestou depoimento na delegacia. "Ele contou que eles tinham um relacionamento conturbado e que estavam se separando. Ele disse que a moça sabia que ele teria que viajar e que, ao retornar, ela tinha sumido com todos os seus pertences", contou o delegado. "O marido disse que tinha pedido para ela deixar o apartamento. Ele não a procurou porque achou que ela tivesse acatado o pedido", disse Businaro.

Em buscas de explicações para o sumiço da jovem, o pai dela criou um site para divulgar a história. "Também criamos uma página no site de relacionamentos Orkut, mandamos e-mails para conhecidos e espalhamos fotos dela em todos os lugares. Quero qualquer informação que me ajude a encontrar minha filha", desabafou Graciano.

O casal mantém o quarto da filha intacto, com todas as roupas, livros da faculdade e objetos pessoais. Érica chegou a morar com eles seis meses, antes de reatar o casamento, ano passado. Além da faculdade de Direito, a jovem é formada em Letras, fala três idiomas e estudava para ser promotora. "Como alguém com tantos planos, tão bem-sucedida, pode sumir sem deixar rastro?", indaga a mãe.

Ainda de acordo com o delegado, não há indícios que liguem o desaparecimento de Érica a uma crise conjugal. Ele informou também que há dez registros em nome da jovem, tanto na DP quanto na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). "Ela registrou casos de ameaça e difamação contra várias pessoas. No entanto, ainda não podemos dizer se isso tem a ver com o caso", disse Businaro, que afirma não ter ainda uma linha de investigação para o sumiço.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3823289-EI5030,00.html
Descaso dificulta busca por crianças desaparecidas, denuncia associação Mães da Sé
Para a maior entidade do País na busca por desaparecidos, grande problema é a falta de um cadastro nacional; 200 mil desaparecem por ano no Brasil, 20% dos quais são crianças

“O Governo trata a questão das crianças desaparecidas com descaso total. É uma vergonha”. A denúncia vem de Ivanise Esperidião da Silva, presidente da Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD), popularmente conhecida como Mães da Sé. Com sede em São Paulo, capital, a entidade fundada em 1996 é a maior do País na busca de pessoas desaparecidas. A ABCD conta com um cadastro de mais de 7,3 mil casos, tendo auxiliado no encontro de 2.022 pessoas (aproximadamente 25% do total de ocorrências).

Para Ivanise, que foi ouvida nesta quarta-feira (27) pela reportagem de O Diário, o maior problema é a falta de um cadastro nacional de pessoas desaparecidas. A Secretaria dos Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, dispõe de um site listando ocorrências, mas a presidente da ABCD diz que a página, além de não estar completa, é desatualizada.

Ivanise destaca a alteração de valores. “Se uma pessoa tem um carro roubado, ele vai parar num cadastro nacional. Por que com uma criança não é assim?”. Os dados sobre crianças desaparecidas no Brasil são imprecisos. O único estudo numérico vem de pesquisa realizada há 10 anos, conduzida pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos, com apoio do Ministério da Justiça.

De acordo com esse levantamento, aproximadamente 200 mil pessoas desaparecem por ano no Brasil, e 20% desse contingente é formado por crianças. De lá para cá, nenhum estudo abrangendo todo o País foi realizado. “Cada Estado tem seus próprios dados, que muitas vezes são desorganizados”, diz Ivanise. “Uma organização centralizada é uma coisa básica, que facilitaria muito na resolução de casos”.

Lentidão
A lentidão das investigações policiais também é um problema na visão da presidente da ABCD. Segundo ela, muitas vezes a investigação oficial de um caso está atrás da efetuada por entidades civis, que contam com muito menos recursos.

Perguntada pela reportagem se a busca das crianças desaparecidas feita pelo governo é deficiente, Ivanise responde com ironia amarga: “Se é que alguma busca é feita”.

E dá seu próprio caso como exemplo. Ela conta que só recentemente, quando recebeu um telefonema informando do suposto paradeiro da sua filha Fabiana, desaparecida desde 1996, e comunicou a informação à polícia, é que descobriu que o caso já havia sido arquivado, à sua revelia. “É um completo desprezo”. Posteriormente, descobriu que a ligação era um trote.

Essas chamadas mal-intencionadas são outro fator problemático e constante enfrentado por quem busca desaparecidos. Ivanise informa que, nos 13 anos em que procura por sua filha, já sofreu com isso diversas vezes. “Há duas semanas mesmo me ligaram dizendo que ela estava em Florianópolis”. A presidente da ABCD não consegue compreender a diversão de pessoas em explorar a dor alheia. “Espero que essas pessoas não sofram um dia o que eu sofro nos últimos 13 anos”.

Ivanise conta que seu relativo alívio vem de cada caso que sua entidade ajuda a solucionar. “É uma vitória. Ontem mesmo, por meio da divulgação de foto em um programa de TV, encontramos um garoto que estava desaparecido há 18 dias em Guarulhos”.

Enquanto auxilia outras famílias, Ivanise não perde a esperança de ter seu caso solucionado. “Casos como esse vão me fortalecendo e me dão a esperança de que um dia vai chegar a minha vez”. A ABCD oferece, além do auxílio na resolução de casos, ajuda psicológica e jurídica para as famílias que buscam desaparecidos.

Fonte: http://www.odiariomaringa.com.br/noticia/218139
Portugal: 24 crianças voltaram para casa
Raquel de 15 anos e Sandra de 13 (nomes fictícios) são portuguesas e fazem parte das estatísticas dos casos de sucesso na recuperação de menores desaparecidos. Não se conhecem mas partilham uma história muito semelhante. Certo dia saíram de suas casas para cair nas mãos de predadores sexuais, deixando as respectivas famílias em estado de choque e desespero. Foram encontradas um mês e meio depois com a ajuda da Policia Judiciária. Mas durante o período de ausência foram abusadas física e psicologicamente.

Raquel foi aliciada pela Internet. Filha de uma família de poucos recursos do Norte do país deixou-se levar pela conversa de um homem de 34 anos, que  a foi buscar ao porto e que antes até lhe mandou um telemóvel para comunicarem discretamente. Foi encontrada um mês e meio depois  a mais de 300 quilómetros de casa na companhia de um abusador sexual, alcoólatra. A Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD) recolheu-a, ajudou-a a mudar de escola e a regressar à família. Raquel recupera do trauma, enquanto o seu abusador aguarda julgamento. Sandra foi “seduzida” por um familiar através de conversas  na Internet e pessoalmente. A PJ recorreu à cooperação internacional e um mês depois do seu desaparecimento encontraram-na em França.

Segundo a Vice-presidente da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, Patricia Cipriano, os principais motivos para o desaparecimento de crianças em Portugal são a fuga ou o rapto parental. Desaparecimentos devidos a raptos criminosos, como a prostituição infantil, ainda representam uma percentagem pequena quando comparada cm outros países europeus. Embora, explica Patricia, esses dados estatísticos ainda sejam insuficientes.

“As crianças ainda não são uma prioridade para os políticos”, afirmou, justificando assim o facto de, dos 27 países membros da União Europeia, apenas 10, entre eles Portugal, terem o numero 116000 em funcionamento. Por isso não há um numero exacto de crianças desaparecidas a nível europeu.

Os números fornecidos pela Federação Europeia para as crianças desaparecidas e sexualmente abusadas são avulsos. Mas dão uma ideia deste flagelo mundial. Por exemplo, no Reino Unido são reportados 140 mil casos de desaparecimento de crianças por ano.   No Estados Unidos, 621 dos casos acabam em assassinato.

Desde Janeiro deste ano foram registados 24 casos de crianças desaparecidas

Em Portugal, segundo dados da PJ, desde Janeiro deste ano foram dadas como desaparecidas 24 crianças com idade até aos  12 anos. Até agora foram todas encontradas.  Dos 148 casos registados  em 2008, apenas dois estão por resolver.

Menos sorte tiveram os familiares de Sara Santos, Tatiana Nunes, Sofia Oliveira,  Pamela Santos, João  Teles, Claudia Alexandra, Jorge Sepúlveda, Rui Pedro e Madeleine  Mccann. Os dois últimos foram dos casos  mais mediáticos e desapareceram sem deixar rasto.

Hoje  é o Dia Mundial das Crianças Desaparecidas e Portugal assinala a data com uma campanha de divulgação do novo número de emergência europeu.  O número já está em funcionamento, mas a partir de hoje o seu horário será alargado e passará a estar disponível 24horas, todos os dias da semana.  A iniciativa, marcada para as 9h30, na Fundação Calouste Gulbenkian, é promovida pelo  Instituto de Apoio à Criança, dirigida por Manuela Eanes. Os Secretários de Estados da Administração Interna, José Magalhães, e da Justiça, Conde Rodrigues, marcam presença.

MAIS DADOS

SEXO FEMININO

Dos jovens desaparecidos em Portugal em 2008, 70 por cento foram do sexo feminino, revelam dados da Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD).

75 POR CENTO NO NORTE

Ainda segundo dados da associação, na distribuição geográfica, 75 por cento dos desaparecimentos em 2008 ocorreu no Norte, enquanto a segunda maior incidência de casos diz respeito à Grande Lisboa com cerca de 25 por cento.

APCD DÁ FORMAÇÃO

A APCD pretende dar formação aos jornalistas para que estes saibam como podem ajudar na divulgação do desaparecimento de uma criança. Nem sempre a sua publicitação ajuda, ou seja, pode até levar a uma morte precipitada.

PORMENORES

20 ANOS

O Parlamento aprovou a proposta que impõe que os crimes de abuso, exploração sexual de crianças e de violência doméstica fiquem vinte anos no registo criminal.

DEZ PAÍSES

A partir de hoje, em dez estados-membros da UE, será mais fácil pedir ajuda. Portugal, Bélgica, Eslováquia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Polónia, Roménia aderiram ao 116000.

Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010&contentid=366E3C48-5EB1-4C15-B0F1-1BE04CCD7AF1
Pai de menino desaparecido quer que polícia do Amapá reveja o caso
O professor Bosco, pai do bebê Jonhy Breno, desaparecido no Amapá há quatro anos, quer que a polícia do Estado reabra o caso que chocou a opinião pública e foi encerrado. Por não concordar com as conclusões tiradas pela polícia dando seu filho como morto, conforme laudos e exames de DNA feitos em restos mortais, supostamente de Jonhy Breno, encontrados na época as proximidades da casa da família em Macapá, Bosco está apelando pela reabertura do caso e denuncia rede de tráfico de crianças entre Amapá e Guiana Francesa.

Ainda transtornado, o professor nos contou que teve que suportar críticas ferrenhas da imprensa que o acusou de ter deixado o caso de lado, o que não concorda. “Minha ausência se deu por que fui atrás de pistas do meu filho inclusive na guiana francesa”, revela. Bosco justifica que o caso estando na mão da polícia, sua presença não se fazia assim tão necessária, mas considera que houve descaso e incompetência para que a sociedade fosse devidamente esclarecida.

Rede

Bosco diz não confiar nos laudos apresentados e resultados de exames de DNA e levanta suspeita sobre uma rede de tráfico de bebês entre o Amapá e a guiana francesa. Ele vai apresentar a denúncia na Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Amapá para que seja reaberto o caso e que venha a elucidar o que considera ainda um mistério para a sociedade.

Bosco disse ainda que em conseqüência de tanta busca e sofrimento sem obter as respostas de que necessitava para ficar em paz, sua esposa contraiu um câncer de mama e veio a óbito recentemente, daí sua aparente falta de interesse pela suposta morte de filho, mas que agora reiniciará sua caminhada atrás da verdade. Ainda segundo Bosco, nem os restos mortais, supostamente de seu filho, lhe foram devolvidos. É um caso extremamente doloroso.

Escrito por Chico Terra
15-May-2009
Fonte: http://chicoterra.com/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=5732&Itemid=55

Araçatuba - A menina Bruna Cristina da Silva Moço foi vista pela última vez há oito anos, descalça e vestida com uniforme escolar, um short azul e camiseta branca da Emef (Escola Municipal de Educação Infantil) Dirce Spínola, de Birigui. Isso foi no dia 19 de setembro do ano 2000. Ela tinha seis anos quando saiu de casa, por volta das 16h, para comprar ovos a pedido da mãe, e nunca mais foi vista. A garota morava no bairro Toselar e até hoje está na lista das dezenas de milhares de crianças desaparecidas no País.

O Conselho Tutelar de Birigui informou, nesta sexta-feira, que ainda mantém a ficha de Bruna em primeiro plano nas ações de trabalho, mas é remota a chance de ela ainda estar na região.

Mas o drama da mãe da Bruna, Leandra Leite da Silva, está longe de terminar. Hoje ela mora em Bauru e espera diariamente que a criança seja encontrada.

A polícia da região enviou, na época, comunicado para as centrais de todo o País, mas não existe no Brasil uma lista oficial que possa ser consultada pela polícia com agilidade. Se Bruna for encontrada em outro Estado, o contato com sua família pode ser prejudicado.

Mas um projeto de lei, que está em tramitação no Congresso Nacional, pode ajudar na localização de Bruna e outras crianças desaparecidas.

O Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos (Projeto de Lei 1.842 de 2007), apresentado pela deputada Bel Mesquita, do PMDB do Pará, já foi aprovado pelos deputados. Espera, agora, aprovação no Senado. Não há prazo para que o projeto seja apreciado.

A proposta tem por objetivo facilitar o acesso a informações que permitam a identificação desses desaparecidos, agilizando o trabalho da polícia na busca e localização e evitando que as crianças e adolescentes sejam submetidos a abusos. O cadastro deverá conter características físicas e os dados pessoais dos menores cujo desaparecimento tenha sido registrado.

A delegada titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Araçatuba, Luciana Pistori Frascino, diz que o cadastro por ajudar muito o trabalho da polícia. 'Se a gente tiver acesso a essa lista, por meio do computador, podemos trocar informações com maior agilidade e as chances de êxito são muito maiores', afirma Luciana.

ÁREA DE BUSCA
Ela explica que, quanto mais rápido forem iniciadas as buscas em uma região geográfica maior, as chances de encontrar um menor raptado, por exemplo, é proporcionalmente superior.

A base de dados do cadastro vai ser mantida com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. A União deverá firmar convênio com estados e com o Distrito Federal para definir a forma de acesso às informações e o processo de atualização dos dados.

A deputada Bel Mesquita defendeu, no texto de justificativa do projeto, que o cadastro, com consulta pública, vai permitir que uma criança desaparecida em um estado seja mais facilmente localizada em outra parte do País. Segundo a autora do projeto, já existem cadastros em diversos estados, mas não há uma integração entre eles.

Para delegada, cuidados precisam ser redobrados
A delegada titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Araçatuba, Luciana Pistori Frascino, diz que em casos em que a criança não é encontrada na vizinhança ou casa de amigos, a polícia tem de ser acionada imediatamente. Os pais ou responsáveis podem ligar para o 190 ou 197. 'Todo cuidado é pouco quando se trata de uma criança. Não se deve descuidar em nenhum momento', afirma.

Luciana diz que a maioria dos casos de desaparecimento ocorre no portão ou nas proximidades da casa. Ela enfatiza que os crimes são cometidos, geralmente, por pessoas do círculo de convivência da criança, pois quando é registrado um rapto, por exemplo, os pais e vizinhos não ouvem gritos. "Às vezes os pais deixam a criança ter contato com muita gente e até com estranhos em bares, por exemplo. O raptor pode aproveitar para ficar sempre próximo e um dia aproveita a distração dos responsáveis para levar a criança", explica a delegada.

Ela ensina que os pais devem fazer a criança decorar o endereço em que mora e um telefone em que parentes possam ser encontrados, para que possa pedir ajuda caso esteja perdida.

O desaparecimento de Bruna Cristina da Silva Moço, de seis anos, em setembro de 2000, é o único em andamento na região. Os demais, explica a delegada, foram casos em que os menores chegaram até a ir para outros Estados depois de um desentendimento em casa, mas foram encontrados.

ESTATÍSTICA
Segundo a ABDC (Associação Brasileira de Busca e Defesa das Crianças Desaparecidas), cerca de 40 mil crianças e adolescentes desaparecem por ano no Brasil, por motivos variados, que vão de brigas em casa a sequestros. J.O.

Fonte: http://www.folhadaregiao.com.br/noticia?115341

Banco de DNA ajudará a identificar crianças desaparecidas

Os brasileiros que procuram filhos ou descendentes desaparecidos passam a contar, a partir desta semana, com um banco de DNA que irá ajudar a identificar crianças perdidas. O Projeto Caminho de Volta, lançado pelo Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), montou um laboratório com um seqüenciador automático de DNA (Ácido Desoxiribonucleico), que reúne os elementos genéticos que identificam cada ser humano.

Avaliado em R$ 1 milhão, o equipamento permitirá analisar duas mil amostras de material genético por semana. Ele será primordialmente usado para análise genética de jovens que vivem em abrigos públicos ou foram encontrados pela polícia.

Gilka Figaro Gattás, professora da FMUSP e coordenadora do trabalho, explica que a localização das crianças normalmente acontece quando alguém da população as identifica por fotos. “Só que, muitas vezes, essas crianças envelhecem, mudam de fisionomia ou estão desaparecidas há mais de dez anos e o reconhecimento fica muito difícil”, diz. A genotipagem otimizará o atual sistema de busca, registro de dados e troca de informações.

A coordenadora explica o novo processo: “A análise do DNA extraído gera um perfil que é inserido em um banco de dados. O perfil dos pais é arquivado em um banco e o dos filhos em outro. Toda vez que uma criança sem filiação é encontrada, essas informações genéticas são cruzadas. Se não for encontrada nenhuma compatibilidade, o DNA fica arquivado no banco de dados. Sempre que entra no sistema um pai, ou uma criança, automaticamente os bancos são cruzados”.

Gilka acredita que o material genético é um instrumento de busca eficaz, porque é imutável. “O perfil de DNA fica para o resto da vida”, diz. Para ela, isso se torna útil, por exemplo, para evitar o constrangimento das famílias, que precisam identificar diversas crianças ao longo de todo o processo. “Imagine uma mãe que está procurando um filho há anos. Ela é constantemente chamada para reconhecer se a criança encontrada é seu filho ou não, muitas vezes em outros estados. Precisa passar por essa situação quinze, vinte vezes. Com o DNA isso não precisa acontecer. É só cruzar a informação biológica e ver se é compatível, se existe ligação ou não”.

Um dos grandes diferenciais do projeto é aliar biologia molecular, psicologia, informática e telemedicina. Além da coleta do DNA e do cruzamento das informações, o grupo irá fornecer atendimento psicológico às famílias – desde o início do processo de busca, com a realização do boletim de ocorrência, até a criança ser encontrada e reintegrada à família. Também irá capacitar os integrantes de outros estados e das delegacias conveniadas pelo ensino à distância, criará uma rede para o compartilhamento das informações entre todas as instituições participantes e fará um levantamento dos fatores de risco do desaparecimento das crianças.

Cerca de 8 mil crianças desaparecem por ano no Estado de São Paulo, segundo dados da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, ligada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Acredita-se que, na maioria dos casos, a causa do desaparecimento esteja ligada à negligência, violência doméstica, abuso sexual ou miséria. “Esse levantamento nunca foi feito, por isso não podemos afirmar nada. Pretendemos avaliar essas famílias do ponto de vista emocional, estrutural e sócio-econômico para, no futuro, podermos estabelecer medidas de prevenção”, conta Gilka. O Projeto Caminho de Volta montou uma sala dentro do DHPP, para atender imediatamente às famílias que forem fazer queixa de desaparecimento na delegacia. Elas entram automaticamente no projeto.

O seqüenciador foi pago pela iniciativa privada. Os materiais necessários para realizar o exame e os custos do processo serão bancados pelo governo do Estado de São Paulo. A coordenadora acredita que em breve o sistema será adotado em outros estados do país.

Texto da Agência Brasil

http://www.triangulomineiro.com/noticia.aspx?catNot=59&id=5986&nomeCatNot=Ci%C3%AAncia%20e%20Tecnologia

Câmara dos Deputados aprova Cadastro Nacional de Crianças Desaparecidas

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quinta-feira (26), em caráter conclusivo, a proposta de criação do Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos. O Projeto de Lei 1842/07, da deputada Bel Mesquita (PMDB-PA), recebeu parecer favorável do relator, deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). A matéria segue agora para análise do Senado.

A proposta já havia sido aprovada nas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Seguridade Social e Família. Nesta última, houve a inclusão dos adolescentes no cadastro originalmente sugerido para incluir apenas as crianças.

O cadastro deverá conter as características físicas e os dados pessoais das crianças e adolescentes cujo desaparecimento tenha sido registrado em órgão de segurança pública federal ou estadual.

A base de dados será mantida com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, e a União firmará convênio com estados e com o Distrito Federal para definir a forma de acesso às informações e o processo de atualização e validação dos dados.

Localização

A proposta tem por objetivo facilitar o acesso a informações que permitam a identificação desses desaparecidos, agilizando o trabalho da polícia na busca e localização e evitando que as crianças e adolescentes sejam submetidos a abusos.

Para a deputada Bel Mesquita, o cadastro, com consulta pública, vai permitir que uma criança desaparecida em um estado seja mais facilmente localizada em outra parte do País. Segundo a autora do projeto, já existem cadastros em diversos estados, mas não há uma integração entre eles. "Muitas vezes, fica difícil para os pais localizar os seus filhos; e aqueles que estão com as crianças, como os conselhos tutelares, não sabem onde estão os pais", observa.

Segundo dados da Associação Brasileira de Busca e Defesa das Crianças Desaparecidas (ABCD), desaparecem cerca de 40 mil crianças e adolescentes por ano no Brasil. Desse total, de 10% a 15% jamais retornam para seus lares. Segundo a instituição, contudo, os números não são confiáveis, porque muitas famílias não registram o desaparecimento.

Entre as causas para os desaparecimentos estão os conflitos familiares, o desacordo entre mães e pais separados, a negligência dos responsáveis, o sequestro e o tráfico para exploração sexual.

Agência Câmara
http://www.clicabrasilia.com.br/portal/noticia.php?IdNoticia=93199

Principal suspeito da morte de Dudu está foragido
Jacqueline Lopes

Apontado como principal suspeito de ter assassinado o menino Dudu, como era chamado Luis Eduardo Gonçalves, 10, desaparecido em 22 de dezembro de 2007, o ex-padrasto José Aparecido Bispo da Silva, 51, é apontado como mentor do crime. Seo Cido estaria numa cidade do interior, segundo informações apuradas pelo Midiamax. Os parentes dele não sabem do paradeiro. Ele não teria aceito o fim do relacionamento com a mãe do Dudu, Eliane, e inclusive, teria ameaçado-a de vingança.

Três adolescentes que cresceram junto com Dudu no bairro Jardim das Hortênsia teriam sido as peças-chave para que a polícia se aproximasse de mais uma pista sobre o misterioso desaparecimento. Uma ossada de criança foi encontrada há uma semana na região, que seria a do Museu José Antonio Pereira.

O pai de Dudu, Roberto Gonçalves, 60, acompanhou o Midiamax até o lugar suspeito. Segundo ele, em 2007 ainda, logo após o desaparecimento do filho já havia a informação de que bem ali o menino estava enterrado. “A policial Maria Campos estava ajudando a gente, mas depois ela foi proibida de investigar. Ela já tinha falado que podia estar por aqui”, lamenta.

Somente um ano depois, em dezembro de 2008 que a investigação teria sido priorizada e a responsabilidade dada para a Deaij (Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e Juventude).

Neste momento, os pais de Dudu sentiram o apoio policial. Eles souberam que dois irmãos, usuários de drogas, conhecidos da família tinham sido apreendidos por conta de assalto. Os adolescentes foram levados para a Unei Dom Bosco, na BR-262. Em seguida, outro menino, vizinho da casa de Dudu, foi levado pela polícia por tentar assaltar ônibus do transporte coletivo.

Peça-chave

Os irmãos encontram na Unei o outro menino do bairro. Lá, teriam o ameaçado de morte e ele acabado por ser transferido para a Unidade Educacional de Internação no Bairro Los Angeles.

Teria sido a partir daí que informações parte de dentro das Uneis que levam a nova frente de investigação até a ossada. Hoje, os resquícios humanos passam por exame de DNA no Instituto de Criminalística.

As informações sobre o caso não são confirmadas pela Deaij. A delegada Maria de Lourdes Cano apenas confirmou que o crime está muito perto de ser desvendado.

“Nós confiamos muito nessa delegada e sabemos que agora o Cido (ex-padrasto) será preso”, diz Seo Roberto. “Esses meninos que fizeram isso com meu filho eram daqui de casa, comiam salgado aqui com a gente”, lamenta a mãe.

Amigos, Seo Roberto e dona Eliane tiram forças para viver dos outros dois filhos adolescentes e também do apoio que recebem da população. Sobre os meninos conhecidos da família e também a respeito de Cido, o pai não esconde a dor da revolta. “Depois que for feita a prisão eu não quero olhar pra eles porque dá vontade de fazer uma besteira. Eu sou pai, eu não posso perder a cabeça”, diz o pai.

Familiares dos três adolescentes suspeitos de envolvimento na morte de Dudu estariam já acompanhando o caso. Os dois irmãos que estariam na Unei Dom Bosco têm irmãs e o pai seria taxista. O outro, vizinho, a mãe já teria dito para dona Eliane que o filho nada teria a ver com o caso.

No bairro, os adolescentes não eram vistos com o padrasto de Dudu. Há informações extraoficiais de que os meninos eram recrutados para cometerem assaltos e sustentar assim, a dependência das drogas. "Depois que o Dudu sumiu um deles passou debochando dizendo: Seo Roberto me arruma R$ 1 que eu mostro onde o Dudu está", diz com revolta o pai.

Saudade

Alessandra Carvalho
Seo Roberto percorre área onde ossada teria sido enterrada; lembrança do filho dá forças aos pais

Enquanto o caso não está elucidado, Seo Roberto e dona Eliane já admitem o pior e sentem a presença do filho no dia-a-dia. “O Dudu era meu companheiro, dormia junto de mim. Tinha o pé de caju ali e ele apanhava caju para todo mundo que pedisse. Se ele tivesse com pacote de bolacha nas mãos, bala, ele gostava muito de doce, o neném dividia um por um que estivesse aqui”, diz saudoso o pai.

No pátio da casa há dois cachorrinhos com sarna que a família cuida. “É por causa do Dudu. Ele não podia ver cachorrinho na rua que trazia pra casa pra cuidar”, relembra a mãe.

Fonte: http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=476302

Buscas intensificadas

Casca: Brigada Militar de Passo Fundo apoia operação para tentar encontrar adolescente de 16 anos que desapareceu durante o carnaval

A adolescente Terezinha Camargo de Morais, 16 anos, desapareceu no município de Casca na noite desse domingo. Segundo informações, o fato teria ocorrido durante uma festa de carnaval. De acordo com as informações, a jovem teria passado boa parte da noite trabalhando em um restaurante e em nenhuma noite teria saído para ir a bailes de carnaval. Testemunhas garantem que Terezinha foi até a avenida principal da cidade, que estava fechada para a realização do carnaval de rua. A última notícia da jovem foi um telefonema para uma amiga, instantes antes de deixar o trabalho. A mãe de Terezinha afirmou à polícia não conhecer nenhum motivo para a filha sair de casa.


Buscas
Desde que o desaparecimento foi registrado na Polícia Civil, buscas estão sendo realizadas. A Brigada Militar de Casca vistoriou casas de parentes e amigos da adolescente, mas sem êxito. Ontem, o tenente-coronel João Darci Gonçalves da Rosa, comandante do 3º Regimento de Polícia Montada de Passo Fundo, enviou reforço policial para o município a fim de intensificar as buscas.


Por volta do meio-dia, um telefonema para o 190 informou que a jovem poderia estar morta em uma casa abandonada no interior do município. Apesar do trabalho intenso, o comandante Gonçalves afirmou ter dificuldades nas buscas. "O município é grande e a informação de que ela poderia estar em uma casa abandonada é muito vaga. Temos que fazer buscas em vários locais. Não existe nenhum local específico apontado na denúncia", afirmou. O comandante afirmou ainda que até o meio da tarde a notícia não havia sido confirmada e que buscas continuavam sendo feitas no interior.


Terezinha Camargo de Morais tem pele clara, cabelos castanhos e quando desapareceu estava usando bermuda jeans, blusa branca, boné e óculos. Quem tiver alguma informação que possa colaborar com as investigações pode ligar para o 190.

Fonte: http://www.onacional.com.br/printversion.asp?ID=23098

(Foto: Divulgação)
Terezinha Camargo de Morais

Pais podem garantir a segurança dos filhos com dicas importantes
Além de se preocuparem com rematrícula, uniforme e material escolar na volta às aulas, os pais também priorizam, cada dia mais, a segurança dos filhos durante o ano letivo, enquanto permanecem fora de casa.

Segundo o Ministério da Educação, somente na cidade de São Paulo, há cerca de 350 mil estudantes, considerando os ensinos fundamental e médio. Estas crianças e adolescentes que circulam no perímetro escolar, local de grande movimentação, são alvos fáceis e acabam se tornando constantes vítimas de assaltos e sequestros.

No Brasil, não existem dados oficiais que determinem a quantidade de crianças e adolescentes que desaparecem todos os anos. Contudo, segundo estimativas da Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos - Redesap, aproximadamente 40 mil crianças e adolescentes desaparecem por ano no País e, deste total, cerca de 10% a 15% permanecem com paradeiro desconhecido por muito tempo ou nem são encontrados.

Atualmente, a maioria das escolas particulares investe na segurança privada para controlar a entrada e saída de alunos na portaria e até na vigilância especializada, com sistemas eletrônicos de monitoramento perimetral. Em certos casos, alguns pais contratam serviços de vigilância patrimonial para assegurar que os filhos estejam protegidos na ida e volta do colégio. No caso das escolas estaduais e municipais, o cenário pode ser considerado trágico, pois a maioria dos estudantes não dispõe de recursos para contratar estes serviços.

Para auxiliar os alunos e, principalmente, seus responsáveis nestes aspectos, o GRUPO GR, uma das maiores empresas de soluções de segurança e serviços do Brasil, oferece dicas especiais para proteção das crianças e adolescentes na volta às aulas:

Antes de sair de casa

Principalmente no caso dos pais que levam as crianças ao colégio no período da manhã, observar se não há ninguém suspeito nas proximidades da residência, pois os criminosos aproveitam o momento de distração para praticar os assaltos;

Evite mexer em bolsas ou carteiras para entregar dinheiro às crianças, seja na saída de casa, no trânsito ou nas proximidades da escola, pois os assaltantes estão sempre esperando uma oportunidade. Opte por entregar o dinheiro para a criança antes de sair de casa;

Oriente seus filhos a utilizarem com discrição celulares, notebooks e demais equipamentos eletrônicos (MP3, MP4, câmeras digitais etc.), pois as crianças são vítimas potenciais dos bandidos, principalmente por não oferecerem maior resistência;

Ensine a criança para que ela aprenda o próprio endereço, telefone, nome dos pais, nome dos responsáveis, e que procure um policial caso se sinta perdida, assustada ou ameaçada;

A criança também deve ser orientada a evitar contato com pessoas estranhas, aceitar caronas, alimentos ou presentes, pois podem ser sequestradas;

Caso a criança vá sozinha a pé para a escola, deve optar por andar em grupo no trajeto das escolas ou em longas caminhadas. Se possível, combine com vizinhos ou colegas de classe que façam o mesmo caminho para irem juntos à escola;

A criança precisa também ser orientada para se afastar de situações perigosas, tais como: acidentes, aglomerações e discussões;

Os adultos também devem orientar seus filhos a não comentarem com outras pessoas sobre suas vidas, bens que possuem, horários, profissão dos pais etc;

Quando utilizar ônibus

É recomendável sentar-se sempre próximo ao motorista ou cobrador;

O transporte escolar é um item de grande relevância e merece toda a atenção dos pais, que além de exigir a apresentação do alvará de circulação, devem avaliar as condições de conservação e segurança do veículo, pedir referências e orientar as crianças para prestarem atenção à conduta do motorista no trânsito. Além disso, é imprescindível ler com cuidado cada item do contrato e das condições de pagamento;

Ao dirigir com as crianças no carro

Durante o trajeto para a escola, o pai ou a mãe deve estar atendo aos arredores, pois os criminosos se aproveitam da algazarra das crianças para furtar bolsas, celulares, relógios e outros pertences do motorista;

A criança deve ter alguns cuidados básicos ao atravessar as ruas:

Não atravessar por trás de árvores, carros, ônibus e bancas de jornais, pois pode não ser vista por um carro que está em alta velocidade;

Procurar ser visto ao atravessar as ruas;

Atravessar sempre na faixa de pedestres;

Sobre o GRUPO GR

Fundado em 1992, o GRUPO GR consolidou sua posição de liderança por sua qualidade e seriedade no desenvolvimento, na implantação e na execução de soluções de segurança e serviços para diversos tipos de clientes. O Grupo oferece prestação de serviços altamente qualificada e com valor agregado nas áreas de segurança e vigilância patrimonial, segurança Vip, portaria, recepção, limpeza, segurança eletrônica, manutenção e atividades afins, por meio de colaboradores bem preparados e treinados. O principal objetivo do GRUPO GR é a customização de soluções integradas que otimizem a produtividade, os custos e, ainda, atinjam as expectativas de seus contratantes. Com centenas de clientes no Brasil, a empresa oferece atendimento personalizado, tecnologia de ponta, equipamentos de última geração e uma equipe de profissionais altamente treinados e qualificados. Atualmente, a organização conta com mais de 7.000 colaboradores e diversos escritórios pelo Brasil.

Fonte: http://www.jornaldevinhedo.com.br/interna.php?idc=8,8,1686
Rui Pedro: advogado garante que as «diligências continuam»
13/03/2009
Rui Pedro desapareceu há 11 anos, a quatro de Março de 1998 em Lousada. O advogado da família, Ricardo Sá Fernandes, garante que as «diligências continuam em curso em Portugal e no estrangeiro» e que o «Ministério Público não desistiu» do inquérito.

Sá Fernandes afirma que neste momento existem duas cartas rogatórias, uma mais antiga e outra mais recente que «foi enviada para um país da União Europeia». O advogado não pode revelar o destino da carta rogatória, porque poderá condicionar a investigação.

Quanto à possibilidade do caso ser arquivado, Ricardo Sá Fernandes explica que «é um risco, mas que não é essa a realidade», porque a investigação continua. A família de Rui Pedro «mantém a esperança» de encontrar o filho desaparecido. Hoje Rui Pedro terá 22 anos.

História do desaparecimento

A última vez que a mãe viu o menor foi a quatro de Março de 1998, pelas 14 horas, no seu escritório, perto de casa. De acordo com o site RuiPedro, o jovem pediu autorização para sair de automóvel com um «amigo» chamado Afonso de 22 anos. A mãe não aceitou o pedido e disse a Rui Pedro para ir andar de bicicleta num terreno baldio atrás do escritório. No final da tarde, o explicador do menor, que o aguardava desde as 17h, estranhou a falta e avisou os pais do sucedido que imediatamente começaram a procura-lo.

Nas buscas descobriram que um vizinho tinha encontrado a bicicleta de Rui Pedro por volta das 15h, escondida no terreno onde Pedro tinha sido visto a andar de bicicleta. Por causa do encontro marcado, foi perguntado a Afonso se tinha visto Rui Pedro, ao que respondeu que «não». Mas, mais tarde, segundo o site RuiPedro, descobriu-se que Afonso foi visto no terreno a conversar com o menor num Fiat Punto preto. O mesmo site diz ainda que quando Afonso foi confrontado com o primo de Rui Pedro, que contou a conversa que o desaparecido teve com Afonso, foi ameaçado. Ainda assim, o primo revelou que Afonso os tinha convidado para irem no seu carro «às prostitutas» e que foi combinado encontrarem-se na Quinta da Costilha. O primo de Rui Pedro disse ainda que faltou ao encontro porque a mãe o tinha proibido de sair de casa.

De acordo com o que o PortugalDiário avançou, Afonso foi o último adulto a ver Rui Pedro. O suspeito foi constituído arguido em 1998, avançou fonte da Polícia Judiciária. A mesma fonte garante que Afonso nega o envolvimento no caso e mantém a mesma versão dos factos, que o convidou para sair e que este foi pedir autorização à mãe regressando mais tarde a dizer que não podia, porque a mãe não autorizava.

Recorde-se que a família de Rui Pedro lançou um site em Maio de 2007, no Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, com a história do rapto, com vídeos e fotos do jovem. Apesar de já terem passados 11 anos, a família «mantém a esperança» de encontrar o filho desaparecido.

Fonte http://diario.iol.pt/sociedade/rui-pedro-desaparecido-sa-fernandes-lousada-pj-ultimas-noticias/1047082-4071.html

Mães da Sé protestam em SP; desaparecidos são 200 mil por ano
03/03/2009
A Associação Brasileira de Busca e Defesa das Crianças Desaparecidas (ABCD), também conhecida como Mães da Sé, realizou na tarde desta segunda-feira um protesto nas escadarias da Catedral Metropolitana de São Paulo, na Praça da Sé, região central da cidade. Durante cerca de duas horas elas seguraram, em silêncio, fotos de seus filhos e parentes desaparecidos.

Segundo a associação, a cada ano são registrados 200 mil novos desaparecimentos no País. Desses, cerca de 40 mil são de crianças. Aproximadamente 15% das pessoas que desaparecem no Brasil nunca mais retornam às suas casas.

Em entrevista no domingo, a presidente da ABCD, Ivanise Santos, disse que o perfil mais comum nos registros é o de menores de origem pobre, pele clara e muito bem afeiçoados, mas sem uma faixa etária definida. As circunstâncias em que ocorre o desaparecimento, segundo ela, são similares na maioria dos casos e demandam atenção por parte dos responsáveis. Crianças e adolescentes geralmente desaparecem enquanto brincam na porta de casa, quando fazem o percurso de ida ou de volta da escola ou quando saem para fazer compras em estabelecimentos comerciais próximos de onde moram.

"Se você conscientizar o seu filho dos perigos que corre, ele não desaparece. São coisas simples como ensinar o número do telefone e o endereço de casa, o nome do pai e da mãe, ensinar a não dar informações para qualquer pessoa estranha que se aproxime dele oferecendo uma bala ou um brinquedo", disse Ivanise.

Mãe de uma menina desaparecida há 13 anos, ela estima que o número de pessoas desaparecidas pode ser ainda maior, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde existem famílias que não procuram uma delegacia para registrar o desaparecimento de um parente. "Outro dia, recebi uma mãe cujo filho estava desaparecido há 30 dias e ela não tinha feito o boletim de ocorrência. Ela começou a procurar o filho pelos hospitais e ruas mas não sabia que tinha que ir à delegacia. É raro, mas ainda acontece", disse Ivanise.

De acordo com a presidente da ABCD, as autoridades brasileiras deixam de cumprir o que é previsto em lei para casos de desaparecimento. Pelo Lei 11.259/06, a cada novo caso registrado, a delegacia é obrigada a iniciar uma busca e acionar aeroportos, portos e terminais rodoviários, mas Ivanise disse que isso raramente acontece. "Nossa Constituição é bem clara quando diz que a criança e o adolescente são responsabilidade da família, do Estado e da sociedade. Há um descaso e um abandono muito grande", afirmou.

Segundo Ivanise, o desaparecimento de uma pessoa não pode ser enquadrado como crime, mas há relatos de crianças e adolescentes desaparecidos ligados ao tráfico de órgãos, de pessoas, de drogas e também à adoção ilegal e à exploração sexual. A primeira providência a ser tomada, caso um menor desaparecido seja identificado, é entrar em contato com o serviço de Disque-Denúncia local ou mesmo com o 190. Não é necessária a identificação do denunciante.

* Com informações da Agência Brasil.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3608846-EI306,00-Maes+da+Se+protestam+em+SP+desaparecidos+sao+mil+por+ano.html
CONAR se antecipou às demandas da sociedade em relação à publicidade para crianças
27/02/2009
De volta ao noticiário nas últimas semanas, a discussão sobre os limites para a publicidade de produtos e serviços dirigidos às crianças confirma o acerto das medidas anunciadas pelo Conar em 6 de junho de 2006.

Desde então, dado o rigor das normas éticas postas em prática mais o monitoramento minucioso pela equipe do Conar das peças publicitárias do gênero associado às denúncias de consumidores e autoridades, houve crescimento significativo no número de representações abertas e liminares concedidas. Desde meados de dezembro, por exemplo, o Conar sustou, liminarmente, dez anúncios dirigidos a crianças e adolescentes.

A revisão das normas éticas que regem a publicidade de alimentos e refrigerantese outras bebidas não alcoólicas (categorias de produtos em grande parte destinadas ao público infanto-juvenil), foi iniciada em 19 de abril de 2004, quando foi formado um grupo de trabalho do qual participaram a ABA com apoio técnico da Abia, Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação e da a Abir, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes, em permanente interlocução com os associados do Conar e com autoridades. Nos meses seguintes, a discussão passou a abranger também outros produtos e serviços.

Os esforços do Conar que precederam a atualização do Código contaram com contribuições de organismos internacionais dedicados à autorregulamentação publicitária, como a Easa – European Advertising Standards Alliance, de quem o Conar é sócio correspondente, e também com pareceres de renomados juristas.

Assim, desde 2006, a autorregulamentação adota novos limites éticos para a publicidade de produtos e serviços destinados à criança. Alguns desses limites estão sendo agora incorporados publicamente ao ideário de alguns dos maiores anunciantes brasileiros. A despeito do fato de a autorregulamentação publicitária pressupor adoção voluntária, dada a forma de atuação do Conar, as empresas anunciantes já estavam adaptando suas campanhas.

A reforma do Código atendeu ao propósito de manter elevados os padrões éticos da comunicação e, principalmente, dar respostas apropriadas às justas preocupações da sociedade com a formação da suas crianças e adolescentes, integrando-se aos esforços para a formação de cidadãos responsáveis e consumidores conscientes e na difusão de hábitos de vida saudável, secundando o insubstituível papel dos pais, professores e das autoridades.

Desde então, não são veiculadas peças publicitárias que contenham apelos imperativos de consumo dirigidos às crianças e adolescentes (por exemplo, “peça à mamãe comprar... ou “não fique fora dessa...”), conforme recomendação expressa da Seção 11 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, e o anúncios que vulneram esse princípio estão sendo sistematicamente reprovados pelo Conselho de Ética do Conar.

Confira outras recomendações contidas nessa Seção e em outras partes do Código:

   - crianças e adolescentes não devem ser usados como modelos para vocalizar apelo direto, recomendação ou sugestão de uso ou consumo por outros menores [”Faça como eu, use...”].

   - O planejamento de mídia deve refletir as restrições técnica e eticamente pertinentes, buscando-se o máximo de adequação à mídia escolhida.

   - São reprovados anúncios capazes de provocar qualquer tipo de discriminação, a utilização de formato jornalístico e a exploração de situações capazes de infundir medo às crianças.

Já eram recomendações do Código, anteriores à reforma de 2006:

   - respeitar a dignidade, ingenuidade, credulidade, inexperiência e o sentimento de lealdade do público-alvo.

   - Dar atenção às características psicológicas do público-alvo e seu discernimento limitado.

   - Evitar eventuais distorções psicológicas nos modelos publicitários e no público-alvo.

   - Peças publicitárias não devem associar crianças e adolescentes a situações ilegais, perigosas ou socialmente condenáveis,

   - impor a noção de que o consumo proporcione superioridade ou inferioridade e

   - provocar situações de constrangimento com o propósito de impingir o consumo.

Especificamente na publicidade de alimentos e bebidas destinadas a crianças e adolescentes, as peças não devem:

   - encorajar consumo excessivo,

   - menosprezar a importância da alimentação saudável,

   - apresentar os produtos como substitutos das refeições,

   - empregar apelos de consumo ligados a status, êxito social e sexual,

   - desmerecer o papel dos pais e educadores como orientadores de hábitos alimentares saudáveis e

   - gerar confusão quanto à sua qualidade, valor calórico, se natural ou artificial.

   - Os anúncios devem valorizar a prática de atividades físicas.

   - Na publicidade que se utiliza de personagens do universo infantil ou de apresentadores de programas dirigidos a este público-alvo, recomenda-se que as veiculações ocorram apenas nos intervalos comerciais, de modo a evitar a confusão entre conteúdo editorial e espaço publicitário e que não haja estímulos imperativos, especialmente se apresentados por pais e professores, salvo em campanhas educativas.

Fonte: http://www.conar.org.br/
Pais podem garantir a segurança dos filhos com dicas importantes
26/02/2009
Além de se preocuparem com rematrícula, uniforme e material escolar na volta às aulas, os pais também priorizam, cada dia mais, a segurança dos filhos durante o ano letivo, enquanto permanecem fora de casa.

Segundo o Ministério da Educação, somente na cidade de São Paulo, há cerca de 350 mil estudantes, considerando os ensinos fundamental e médio. Estas crianças e adolescentes que circulam no perímetro escolar, local de grande movimentação, são alvos fáceis e acabam se tornando constantes vítimas de assaltos e sequestros.

No Brasil, não existem dados oficiais que determinem a quantidade de crianças e adolescentes que desaparecem todos os anos. Contudo, segundo estimativas da Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos - Redesap, aproximadamente 40 mil crianças e adolescentes desaparecem por ano no País e, deste total, cerca de 10% a 15% permanecem com paradeiro desconhecido por muito tempo ou nem são encontrados.

Atualmente, a maioria das escolas particulares investe na segurança privada para controlar a entrada e saída de alunos na portaria e até na vigilância especializada, com sistemas eletrônicos de monitoramento perimetral. Em certos casos, alguns pais contratam serviços de vigilância patrimonial para assegurar que os filhos estejam protegidos na ida e volta do colégio. No caso das escolas estaduais e municipais, o cenário pode ser considerado trágico, pois a maioria dos estudantes não dispõe de recursos para contratar estes serviços.

Para auxiliar os alunos e, principalmente, seus responsáveis nestes aspectos, o GRUPO GR, uma das maiores empresas de soluções de segurança e serviços do Brasil, oferece dicas especiais para proteção das crianças e adolescentes na volta às aulas:

Antes de sair de casa

Principalmente no caso dos pais que levam as crianças ao colégio no período da manhã, observar se não há ninguém suspeito nas proximidades da residência, pois os criminosos aproveitam o momento de distração para praticar os assaltos;

Evite mexer em bolsas ou carteiras para entregar dinheiro às crianças, seja na saída de casa, no trânsito ou nas proximidades da escola, pois os assaltantes estão sempre esperando uma oportunidade. Opte por entregar o dinheiro para a criança antes de sair de casa;

Oriente seus filhos a utilizarem com discrição celulares, notebooks e demais equipamentos eletrônicos (MP3, MP4, câmeras digitais etc.), pois as crianças são vítimas potenciais dos bandidos, principalmente por não oferecerem maior resistência;

Ensine a criança para que ela aprenda o próprio endereço, telefone, nome dos pais, nome dos responsáveis, e que procure um policial caso se sinta perdida, assustada ou ameaçada;

A criança também deve ser orientada a evitar contato com pessoas estranhas, aceitar caronas, alimentos ou presentes, pois podem ser sequestradas;

Caso a criança vá sozinha a pé para a escola, deve optar por andar em grupo no trajeto das escolas ou em longas caminhadas. Se possível, combine com vizinhos ou colegas de classe que façam o mesmo caminho para irem juntos à escola;

A criança precisa também ser orientada para se afastar de situações perigosas, tais como: acidentes, aglomerações e discussões;

Os adultos também devem orientar seus filhos a não comentarem com outras pessoas sobre suas vidas, bens que possuem, horários, profissão dos pais etc;

Quando utilizar ônibus

É recomendável sentar-se sempre próximo ao motorista ou cobrador;

O transporte escolar é um item de grande relevância e merece toda a atenção dos pais, que além de exigir a apresentação do alvará de circulação, devem avaliar as condições de conservação e segurança do veículo, pedir referências e orientar as crianças para prestarem atenção à conduta do motorista no trânsito. Além disso, é imprescindível ler com cuidado cada item do contrato e das condições de pagamento;

Ao dirigir com as crianças no carro

Durante o trajeto para a escola, o pai ou a mãe deve estar atendo aos arredores, pois os criminosos se aproveitam da algazarra das crianças para furtar bolsas, celulares, relógios e outros pertences do motorista;

A criança deve ter alguns cuidados básicos ao atravessar as ruas:

Não atravessar por trás de árvores, carros, ônibus e bancas de jornais, pois pode não ser vista por um carro que está em alta velocidade;

Procurar ser visto ao atravessar as ruas;

Atravessar sempre na faixa de pedestres;

Sobre o GRUPO GR

Fundado em 1992, o GRUPO GR consolidou sua posição de liderança por sua qualidade e seriedade no desenvolvimento, na implantação e na execução de soluções de segurança e serviços para diversos tipos de clientes. O Grupo oferece prestação de serviços altamente qualificada e com valor agregado nas áreas de segurança e vigilância patrimonial, segurança Vip, portaria, recepção, limpeza, segurança eletrônica, manutenção e atividades afins, por meio de colaboradores bem preparados e treinados. O principal objetivo do GRUPO GR é a customização de soluções integradas que otimizem a produtividade, os custos e, ainda, atinjam as expectativas de seus contratantes. Com centenas de clientes no Brasil, a empresa oferece atendimento personalizado, tecnologia de ponta, equipamentos de última geração e uma equipe de profissionais altamente treinados e qualificados. Atualmente, a organização conta com mais de 7.000 colaboradores e diversos escritórios pelo Brasil.

Fonte: http://www.jornaldevinhedo.com.br/interna.php?idc=8,8,1686
A Campanha da Fraternidade e uma constação:: SOMOS TODOS VIOLENTOS!

26/02/2009
Inicia-se na quarta-feira de cinzas mais uma campanha da fraternidade, este ano com o tema FRATERNIDADE E SEGURANÇA PÚBLICA, e com o lema A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA. Nesse tempo quaresmal, em que se pede a conversão da humanidade - e principalmente a dos cristãos, somos levados a refletir sobre esta cultura de violência em que estamos inseridos, e somos seus mais autênticos e vivazes propagadores.

Algum alienado de plantão deve imaginar que a violência se resume aos assentos estatísticos da criminalidade (assaltos, homicídios, seqüestros), e que somente se desenha nos acontecimentos apurados pelo órgão competente de Polícia. É um engano, malgrado engano!

Somos mais produtores de violência do que se imagina. Historicamente, a sociedade vem sendo forjada e formada na cultura da violência. Na nossa vida familiar e social, no ambiente profissional, no lazer, enfim, em todos os lugares em que se postar um aglomerado humano, aí se detectará um foco de violência.

Às vezes explícita, de lesões aparentes, noutras situações até dissimuladas, invisíveis, registradas somente na mente. Muitos pragmáticos e materialistas pensam que a violência tem apenas a cor do sangue, tem que ser exteriorizada por um soco, uma bala, uma cutilada, uma bomba, ignorando que certas violências agridem mais o estado psicológico e o espírito das pessoas. Paula Oliveira, por exemplo, essa advogada pernambucana, foi vítima de sua própria mente, numa auto-mutilação apenas exteriorizou seus pensamentos violentos.

Não somos propagadores de uma cultura de paz, mas sim, fomentadores potenciais da discórdia, da rivalidade, da disputa ensandecida para ser o melhor em tudo ou de ter mais do que os outros, perpetuando um ambiente conflituoso gerador de violência. Na criação dos nossos filhos, desde cedo instigamos-lhes para a competição. É rotineiro o discurso de que os nossos filhos devem ser os melhores da sala, tirar as melhores notas, pondo-lhes em permanente comparação com alguém. Diz o pai: “Eu não quero que você seja igual a fulaninho de tal, que não quer nada com a vida”, ou, positivamente, “Por quê você não é igual a Sicraninho, um menino espetacular, que só tira dez nas provas?”

Quando filha mulher, a situação é mais ainda complexa pois a mãe quer igualmente realçar na coletividade a beleza filial. Ela, que deveria ser uma educadora exemplar, para obter o destaque e a visualização pública de sua filha, briga com a direção da Escola porque a menina, no seu dizer a mais linda do planeta, não vai ser o pelotão no desfile do dia 7 de Setembro, ou não foi chamada para fazer o papel do anjo na representação da coroação de Nossa Senhora. Por falar nisso, por qual razão as escolas nunca convidam para esse papel exibitivo da escola uma criança negra, desdentada, de reduzida aparência física?

Os pais não estão compromissados com o exemplo que possam dar aos filhos, e nem a Escola tampouco acha-se formadora supletiva da cidadania cristã. Outro dia vi numa prévia carnavalesca escolar, uma criança de uns quatro anos de idade fantasiada de bêbado, tendo a mãe costurado algumas latas de cerveja ao casaco esfarrapado do inocente. As professoras aplaudiam pela criatividade. Nota dez no quesito originalidade, e nota zero para todos no quesito compromisso com a formação moral.

Aliás, a Escola, a quem foi conferido o importante dever de formadora de valores morais, nem mesmo se reconhece como tal. São hoje empresas comerciais caça-níqueis numa arraigada disputa comercial por novos alunos. Na briga com sua concorrência, põe-se a uma criteriosa e bem orquestrada campanha publicitária da excelência não do seu ensino, mas do potencial alheio: o dos alunos. Os exemplos negativos são evidentes: algumas delas, para formarem equipes destaques em competições esportivas, concedem bolsas de estudo a alunos prodígios, dispensando mensalidades e concedendo privilégios apenas para manter a disputa contra as suas rivais. Outras delas, exploradoras do Ensino Médio, a cada resultado do concurso vestibular enchem a cidade e as páginas dos jornais com fotografias dos alunos com a proclamação dos seus resultados, distinguindo pessoas, incensando e inflando egos, “educando-os” para a humilhação dos “inferiores”. Sou do tempo em que os aprovados em primeiro lugar no vestibular passavam incógnitos pela sociedade e no próprio ambiente acadêmico.

No esporte, torcemos fanaticamente buscando sempre atingir os torcedores dos times adversários, em passado recente com vaias, jogando copos ou latas, e no presente com bombas, pedras e tiros. Na política, além do jogo de palavras e das promessas vãs, a competição saiu do campo das idéias para o da agressão verbal e física. Em Municípios do interior, muitas pessoas são assassinadas por motivos políticos. Assome-se a isto o sentimento de ódio que toma a sociedade civil pela impunidade face a roubalheira institucionalizada como modelo nas gestões públicas. A apropriação indébita, o comissionamento nas obras e o desvio de dinheiro por quadrilheiros estilizados nos deixam estimulados para a agressividade. Fico no exemplo mais trivial do uso indevido dos bens públicos: é comum o prefeito, o secretário ou o simples diretor de um órgão público utilizar os veículos das suas repartições para compras pessoais, deixar filhos na escola, resolver problemas nos bancos etc. Numa situação dessas, quem não pensou em pelo menos atirar um ovo podre nesse administrador?

Nas profissões, a luta é titânica, calcada no desrespeito, na agressividade, na concorrência desleal e na propagação de mentiras. O companheiro de profissão, pelas leis do mercado, é tido sempre como um adversário. Aeticamente, os profissionais pensam ser títeres dentro de um coliseu, digladiando entre si com a previsão de apenas um vitorioso final. Nessa disputa real, se atua mais para a “plateia” (a clientela) do que para a realização da ética e da moral coletiva.

A religião, instituída como refúgio do espírito e elemento imaterial para a consecução do objetivo da paz, também fracassou. Dividida em várias facções e tendências, a religião também produz guerra. E como produz! A faixa de Gaza e os países islâmicos são provas evidentes do contra-senso da fé. Mas nem só eles. Católicos e evangélicos na Irlanda e na Inglaterra, ou mesmo aqui no Brasil, já deram provas de suas intolerâncias religiosas. Unidade na diversidade, ou ecumenismo, como pensam teólogos cristãos, não passa de ufanismo retórico.

Nesse quadro desolador, restaria pensar na Justiça como única solução. Ela seria o mais seguro agente da paz. Porém, se a paz é fruto da justiça, como dizia o Profeta Isaías, que Poder Judiciário o Estado oferece? Desaparelhado, fisiológico, com a cúpula em parte corrompida, parcial, compromissado com o poder político, instituidor de algumas preferências... Pela sua falta de efetividade, o Poder Judiciário gera ainda mais violência.

Penso também na indiferença que produz violência. Aquela injustiça que é praticada, que visualizo, e não quero denunciar por medo de me comprometer. Essa omissão violenta a cidadania. Isso me faz lembrar de um dos versos de Bertold Brecht: “Um irmão é maltratado e vocês olham para o outro lado? Grita de dor o ferido e vocês ficam calados? A violência faz a ronda e escolhe a vítima, e vocês dizem: "a mim ela está poupando, vamos fingir que não estamos olhando". Mas que cidade? Que espécie de gente é essa? Quando campeia em uma cidade a injustiça, é necessário que alguém se levante. Não havendo quem se levante, é preferível que em um grande incêndio, toda cidade desapareça, antes que a noite desça.”

Por essas circunstâncias e constatações, cabe perguntar: qual o verdadeiro desiderato humano? Para quem trabalhamos: para a vida ou para a morte? Qual a nossa cultura: de paz ou de violência? Por isto, ainda que sem a repercussão temporal necessária (a discussão temática só dura quarenta dias), nesse tempo de quaresma, somos chamados a voltar a face para o Cristo, verdadeiro príncipe da paz, rogando a Ele que nos dê força e alento para prosseguirmos com fé nessa caminhada humana, inexplicavelmente constituída mais pelo ódio e pela guerra, do que pela harmonia e concórdia.

Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este é ainda um mundo maravilhoso e a salvação dele está no que a humanidade se empenhar. No Evangelho de João, consta a passagem de que Tomé, o apóstolo “incrédulo”, havia perguntado a Jesus: “Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?” Esta pergunta é respondida por Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” , e Ele acrescenta de maneira provocadora: “ninguém vem ao Pai senão por mim” . Portanto, aceitar o modelo do Cristo é cumprir o mandamento do amor maior prescrito pelo Deus Pai, criador de um plano único para o homem: “Quanto a vós, sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e dominai-a". Domínio é o que Deus nos pede. Não devemos ser dominados pela violência, ao contrário, dominando-a, encontraremos a paz.

Autor: Marcos Araújo
Advogado
25/02/2009
Fonte: http://www.empauta.net/artigos/ler_noticia.php?cat=artigos&id=179

Filha de chineses desaparece em feira nordestina no Rio de Janeiro

16/02/2009
RIO DE JANEIRO – Uma menina de 10 anos, filha de um casal de comerciantes chineses, desapareceu neste domingo na Feira Nordestina de São Cristóvão, zona norte do Rio. Mariana Zeng foi vista pela última vez saindo do local com um rapaz moreno que seria um catador de latas.

Os pais da criança possuem uma barraca na feira que vende lembrancinhas do local. Segundo a polícia, a menina desapareceu por volta das 16h30. Ao notar o sumiço de Mariana, o pai dela acionou o sistema de alto-falante da feira, mas não obteve resultado.

O casal de chineses mora há dez anos no Brasil, no entanto não fala português. O caso foi registrado na 17ª DP (São Cristóvão) e policiais fazem rondas nas ruas de São Cristóvão em busca da menina.

Uma pessoa que viu Mariana deixando a feira acompanhada irá ajudar na elaboração do retrato-falado do suposto catador de latinhas. Cinco pessoas que trabalham na região recolhendo latas já prestaram depoimento e foram liberadas.

A polícia investiga se a Feira Nordestina de São Cristóvão possui alguma câmera que possa ter gravado cenas da menina desaparecida deixando o local. As pessoas que tiverem mais informações sobre o caso podem ligar para o S.O.S Crianças Desaparecidas no número (21) 2286-8337.

Fonte: Último Segundo

Sistema da Celepar vai auxiliar IML na busca de desaparecidos
16/02/2009
Projeto será implantado inicialmente em Curitiba
Informações confiáveis sobre os dados da população civil e relatórios atualizados de exames. Estas são algumas das características do novo sistema de controle de laudos do Instituto Médico Legal (IML). Desenvolvido pela Companhia de Informática do Paraná (Celepar), o sistema é uma importante ferramenta de auxílio à busca de pessoas desaparecidas.

Entre outras informações importantes, os investigadores têm à sua disposição dados completos sobre as características físicas, como cor dos olhos, idade presumida, roupas e outros detalhes sobre as pessoas desaparecidas.

O novo sistema permite o controle de todos os laudos da Clínica Médica Legal, necrotérios e dos exames laboratoriais realizados no IML. O rastreamento das atividades dos usuários no sistema é outra importante vantagem. Desenvolvido em software livre com tecnologia web (linguagem PHP e banco de dados Postegre), o sistema de laudos é integrado com o de identificação civil, utilizado para a confecção das carteiras de identidade que possui todos os dados de registro da população civil do Estado.

O projeto também prevê a integração com o Boletim de Ocorrências Unificado (BOU) da Polícia Civil, o que facilita a requisição de exames e a geração automática da declaração de óbito para a Secretaria de Estado da Saúde. “Isto agiliza o atendimento às famílias que necessitam da documentação das pessoas falecidas para os encaminhamentos legais”, explica a analista da Celepar Débora Ruedell.

O sistema está instalado inicialmente no IML de Curitiba e em breve será estendido para as demais unidades do interior do Estado. Isto possibilitará a integração das informações numa única base de dados e uma melhor espacialização das informações para a geração de estatísticas para o Instituto.

Publicado por Débora Iankilevich
16-Fev-2009 19:26
Fonte: http://jornale.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=17716&Itemid=53
Avós da Praça de Maio recuperam 97ª neta roubada durante ditadura
16/02/2009
 A organização humanitária Avós da Praça de Maio identificou mais uma filha de desaparecidos, roubada ao nascer por agentes da ditadura argentina (1976-83), o que elevou a 97 o número de netos seqüestrados que recuperaram sua verdadeira identidade, anunciou nesta sexta-feira a presidente Cristina Kirchner.
"Hoje, acabamos de descobrir a identidade de mais uma neta (...). Permitam-me fazer o anúncio neste local, onde nasceram muitas destas crianças que ainda não conhecemos", disse Kirchner, durante um ato na Escola de Mecânica da Armada (ESMA), emblemático centro de torturas da ditadura, onde funcionou uma maternidade clandestina.

O anúncio foi feito após a assinatura de um acordo entre a presidente e o diretor da Unesco, Koichiro Matsura, para a crição do primeiro centro internacional para a promoção dos direitos humanos, no prédio onde funcionava a ESMA.

A ESMA foi o maior centro clandestino de detenção da ditadura, e por ali passaram cerca de 5.000 pessoas, das quais aproximadamente cem sobreviveram.

Durante a inauguração do centro pró-diretos humanos na ESMA, Estela de Carlotto, presidente das Avós da Praça de Maio, disse à imprensa que a neta recuperada "é a conquista número 97". Hoje, contou, ela é uma mulher de 32 anos, cuja identificação aconteceu graças a "uma investigação iniciada em 2008 pela justiça depois de uma demanda nossa". Seu nome não foi revelado.

Centenas de mulheres grávidas, seqüestradas e presas durante os anos da ditadura, deram à luz em maternidades clandestinas como a da ESMA, antes de desaparecer nas mãos dos agentes, enquanto seus bebês eram entregues a repressores e seus cúmplices.

As Avós da Praça de Maio estimam que 500 bebês nasceram em cativeiro, dos quais 97 foram identificados desde que a organização iniciou sua missão em busca dos netos roubados pela ditadura, em 1977.

Fonte: Último Segundo
APM se alia às Mães da Sé na busca e defesa a crianças desaparecidas

16/02/2009
Em ato que marcará as comemorações do Dia Internacional da Mulher, Associação Paulista de Medicina mobiliza a sociedade para combater drama que afeta centenas de milhares de famílias brasileiras. Só em São Paulo, em 2008, foram registrados cerca de 1.500 casos novos

A Associação Paulista de Medicina, por intermédio de seu Departamento de Ações Comunitárias, comemorará o Dia Internacional da Mulher de 2009 encorpando uma luta de enorme importância social. Em ato nas escadarias da Praça da Sé, em São Paulo, no dia 2 de março, às 16h30, destacará o trabalho da Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas, a ABCD/ Mães da Sé.

A meta da APM é mobilizar o maior número de cidadãos e instituições para reforçar a cruzada das Mães da Sé. São mulheres que tiveram seus filhos desaparecidos e organizaram-se na ABCD para denunciar esse grave problema que afeta hoje centenas de milhares de famílias em todo o Brasil. Empunhando fotos de suas crianças, realizam manifestações silenciosas todos os segundos domingos de cada mês na Praça da Sé para alertar a população e arregimentar mais apoio à causa.

Em 2 de março, abrindo a Mês Internacional da Mulher, a APM, os médicos de São Paulo e as Mães da Sé estarão juntos no protesto silencioso com vistas a sensibilizar as autoridades dos diversos escalões governamentais e cobrar providências. Também haverá a celebração de missa em homenagem a todas as mulheres que enfrentam esse drama.

A partir dessa data, a Associação Paulista de Medicina disponibilizará no portal www.apm.org.br um link para o site das ABCD/Mães da Sé – www.maesdase.org.br, para que profissionais de medicina e população tenham acesso às fotos das crianças desaparecidas, podendo ajudar na busca e localização. Para ter uma idéia da relevância dessa questão, anualmente, apenas em São Paulo, são registrados cerca de 1,5 a 2 mil desaparecimentos.

A ação em prol das Mães da Sé, diga-se de passagem, é uma parceria com o movimento Mulheres da Verdade, que reúne 40 entidades de diferentes setores da sociedade para discutir questões relacionadas à ética, cidadania, ações sociais e combate à corrupção. Tem o apoio da OAB – SP, Associação Comercial do Estado de São Paulo, Associação Comercial de Pinheiros e do Clube Paineiras do Morumbi.

PROGRAMAÇÃO

16h30 – REUNIÃO DAS MÃES DA SÉ NA ESCADARIA DA CATEDRAL
COM AS FOTOS DAS CRIANÇAS

17h – CAMINHADA SILENCIOSA NO EM TORNO DA CATEDRAL

17h45 - ENTRADA DAS MÃES NA CATEDRAL
PRONUNCIAMENTOS

18h – CELEBRAÇÃO DA MISSA

19h30 - ENCERRAMENTO


Realização
ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA
ASSOCIAÇÃO MOVIMENTO MULHERES DA VERDADE II

Apoio
OAB – SP
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE PINHEIROS
CLUBE PAINEIRAS DO MORUMBI

Acontece Comunicação e Notícias
www.acontecenoticias.com.br

Fonte: http://www.farolcomunitario.com.br/sp_004_0119.htm
Reprodução de texto autorizado por Pedro Reis - editor
Mônica. Quem é esta menina?

RESUMO DOS FATOS

Menina é encontrada em uma praça, em 17 de Abril de 1970, na cidade da Lapa, Estado do Paraná. Ela estava vestida com roupas de menino, cabelos curtos, aparentando maios ou menos 5 anos de idade. Não falava, estava muito confusa e sem memória.

Foi levada para um Educandário (São Vicente de Paulo) na mesma cidade e entregue aos religiosos. Falava uma mistura de Portugues e ucraniano com sotaque gaúcho, isso após alguns dias. Tinha facilidade com aparelhos eletrodomésticos, com televisão, rádio, ar condicionado, algo incomum para pessoas de baixo poder aquisitvo na época. Portava-se como um damazinha e com educação refinada.

Quando indagada sobre que era, apenas repetia: "Quebrou o rádio, quebrou a cadeira, fez buraco no assoalho e enterrou mamãe".

Seu nome passou a ser Mônica . Ele foi dado pelas amiguinhas do Educandário, pois quando ali chegou repetia muitas vezes "mom,mom mom".

Foram feitas diversas investigações no Paraná e Santa Catarina e o caso foi divulgado nos principais jornais desses estados. Alem destes também no programa de TV do Flávio Cavalcanti na TV Tupi e nas revistas "O Cruzeiro" e "Manchete" no ano de 1971.

Em Janeiro de 1971 apareceu uma moça de nome Salete Camargo Heber dizendo que Mônica chamava-se Sarita Aparecida Heber, era sua prima e era da cidade de Araucária. Nada foi comprovado e a família de Salete a internou num hospital psiquiátrico alegando que a mesma tinha problemas mentais. Esse fato ficou sem explicação pois o que Salete falava, às vezes fazia sentido.. Alguns fatos aconteceram, mas nada que provasse que tinha relação com o caso da Mônica.

Mas depis disso Mônica passou a achar que a história contada por Salete era sua história e seu caso parou.

As irmãs do Educandário passaram a receber ameaças por telefone dizendo que suas vidas e a de Mônica estavam em perigo e que não era para mexer mais no assunto.

As pessoas envolvidas ficaram apavoradas, pois alguns sentiam que estavam sendo seguidos e ninguém mais queria falar sobre o assunto.

Temos que lembrar que nesta época vivíamos sob o regime militar e tudo era motivo para as pessoas se assustarem.

O caso foi caindo no esquecimento e durante algum tempo ainda apareciam curiosos para conhecer Mônica no Educandário.

Mônica cresceu sadia, como qualquer criança, mas ficaram algumas sequelas: sua memória não voltou e sofria de pânico diante de várias situações. Saiu do Educandário com 21 anos e foi morar em Santa Catarina. Tentou diversas vezes tratamento com psicólogos psiquiatras sem sucesso. Casou-se aos 28 anos e tem uma filha e também por causa desta filha, continua ainda hoje encontrar sua família primeira.

Informações pelos e-mails: meimonica00@ig.com.br ou nilcemazieri@ig.com.br

Fonte:http://br.geocities.com/dschli/

Das 18 mil pessoas desaparecidas por ano em SP, 3.600 nunca são encontradas

MARINA NOVAES
da Folha Online

Cerca de 18 mil pessoas desaparecem todos os anos no Estado de São Paulo. Destas, a ABCD (Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas), entidade popularmente conhecida como Mães da Sé, estima que ao menos 20% nunca serão reencontradas.

Um pouco mais otimista, porém não menos alarmante, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, da Presidência da República, calcula que entre 10% a 15% dos casos de desaparecimento no Brasil fiquem sem solução por um longo período, ou nunca sejam solucionados.

"Todos os anos, muitos filhos de alguém não voltam para suas casas. São mães, famílias, que nunca vão ver seus entes queridos novamente. Nós não vivemos, nós sobrevivemos", diz Ivanise Esperidião da Silva, que há 14 anos procura sua filha Fabiana, que desapareceu a caminho de uma padaria, aos 13 anos.

Divulgação
Divulgação de fotos, mesmo que antigas, é uma das ferramentas mais importantes para o reencontro dos desaparecidos no país

Ivanise é uma das fundadoras da ABCD, ONG (organização não-governamental) que procura pessoas desaparecidas --crianças e adultos-- no Brasil. Segundo a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, não é possível precisar quantas pessoas desaparecem por ano no país, já que não existe um banco de dados nacional que una as informações.

Entretanto, a associação estima que mais de 200 mil pessoas desapareçam anualmente no país. Deste total, cerca de 40 mil são crianças e adolescentes, ainda segundo a ONG.

"Tem cadastro nacional de carros roubados, mas não tem um cadastro de desaparecidos? É uma situação alarmante", diz Silva.

Dificuldades
Para preencher a lacuna, a secretaria de Direitos Humanos criou, em 2002, a Redesap, uma rede nacional que abrange dados de mais de 40 organizações e entidades não-governamentais envolvidas na causa. No site, é possível encontrar fotos e dados sobre o desaparecimento de crianças e adolescentes em cada Estado.

Porém, as informações são limitadas e, muitas vezes, desatualizadas. O fato de a maioria das fotos ser antiga dificulta o reconhecimento dos desaparecidos. E são poucos os locais no Brasil que contam com um sistema de envelhecimento das fotos.

O Paraná é um dos poucos Estados que conta com o serviço, vinculado ao Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas). O Estado foi pioneiro na iniciativa, criada em 1990. Com o projeto, o Sicride tenta solucionar casos como o de Guilherme Caramês Tiburtius, que desapareceu em 1991 aos oito anos, em Curitiba (PR).

Divulgação
Guilherme Caramês Tiburtius, desapareceu aos 8 anos de idade em Curitiba (PR), em 1991, e como seria sua aparência aos 19 anos

Como o caso é antigo, ele teve sua foto envelhecida em dois momentos, uma simulando a idade de 13 anos e outra, a mais recente, aos 19. O caso ainda não foi solucionado.

"É uma ferramenta muito importante. Quanto mais tempo passa, mais difícil é para encontrar a criança. Porque se você divulgar só aquela foto de 10 anos atrás, como é que alguém vai poder reconhecê-lo?", questiona Silva.

De acordo com a ABCD, desde sua criação --há 12 anos--, dos cerca de 7.320 casos de pessoas desaparecidas registrados no banco de dados da entidade (que faz parte da Redesap), apenas 1.826 foram solucionados, segundo levantamento feito pela organização em março deste ano.

Segundo a Secretaria de Direitos Humanos, desde 2002, dos 1.247 casos cadastrados em todo o país, 725 foram solucionados.

São Paulo

Em 2007, a Delegacia de Pessoas Desaparecidas do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) solucionou 18.169 casos de 21.893 registrados no Estado de São Paulo --incluindo crianças e adultos.

No entanto, Ivanise reconhece que é muito difícil saber quantos casos foram solucionados ao certo, já que a maioria das pessoas não informa às entidades quanto seus filhos ou familiares desaparecidos são localizados.

Aos pais, resta a esperança de um dia reencontrar seus filhos. Porém, Ivanise destaca o papel da sociedade nesta causa. "É preciso divulgar essas fotos e prestar atenção nessas fotos. Não queremos piedade, queremos que divulguem as fotos", diz Silva.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u484562.shtml

Estado lança novo cartaz de crianças desaparecidas

JB Online
RIO - A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), através da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), lança nesta quinta-feira 40 mil novos cartazes de crianças e adolescentes desaparecidos. A iniciativa é uma parceria com a Rede Nacional de Identificação de Crianças e Adolescentes (ReDESAP), Defensoria Pública e Obra Social do Rio de Janeiro (RIOSOLIDÁRIO).

Neste novo formato, incluí-se o DISQUE 100 (Central de Denúncias). O cartaz divulgará também a frase “Não espere 48h! Registre o desaparecimento imediatamente na Delegacia, Lei Federal Nº. 11259/2005″, que determina registro imediato da ocorrência policial e a busca imediata. O novo cartaz é composto de 86 fotos, ressaltando que foram incluídas fotos de desaparecidos de outros Estados, pois o fenômeno do desaparecimento de crianças e adolescentes ultrapassa fronteiras.

Os novos cartazes estarão expostos e disponíveis para distribuição em escolas, delegacias, aeroportos, rodoviárias, juizados, hospitais e empresas privadas de todo o país. Podem ser solicitados e retirados na sede na FIA.

O Programa SOS Crianças Desaparecidas funciona há 13 anos, já cadastrou 2762 e localizou 2330 crianças, alcançando um índice de 84,40% de localização. Mas ainda existem 119 menores cadastrados desaparecidos. Este ano, 100 casos foram cadastrados sendo que 79 foram localizados, com um saldo de 21crianças ainda desaparecidas.

FIA fica na Rua Voluntários da Pátria, 120, em Botafogo.

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/10/30/e301017023.html

Carolayne: Sequestrada em 27/01/2009 em Realengo/RJ
Carolayne Rodrigues de Oliveira Caldas, 11 anos, é o 15º caso de menina sequestrada sem pedido de resgate que chega a nossa instituição em 10 anos. Há um ano Larissa Gonçalves Santos, também de 11 anos era retirada de dentro de sua casa na Barreira do Vasco em São Cristovão por um desconhecido. O suspeito, identificado por nós, foi detido em 07 de fevereiro de 2008 e posto em liberdade cinco dias depois. Até o momento 11 testemunhas que não conheciam o suspeito afirmam que ele levou Larissa e mais duas meninas procuradas por nossa instituição: Michele Santana de Araújo e Thaís de Lima Barros, sequestradas em 2002, ambas com nove anos. Testemunhas que conheciam o suspeito garantem o seu álibe no dia dos sequestros das três meninas. Até o momento não houve confrontação do depoimento destas testemunhas e nem foram realizados diversos procedimentos solicitados por nós ao secretário de Segurança Pública Dr. José Mariano Beltrame. Carolayne, assim como Michele e Thaís, foi levada por um desconhecido que lhe ofereceu uma cesta básica como recompensa. Entregamos a 33o. DP informações que podem levar a um suspeito do sequestro de Carolayne. Estamos agendando uma nova reunião com o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro que há um ano, por ocasião da entrega de um dossiê contendo todas as investigações realizadas pelo Portal Kids e as Mães do Brasil durante esses 10 anos, nos disse que, se a Polícia Civil não fosse capaz de resolver o caso, ele seria o primeiro a reconhecer. Um ano se passou, mais uma menina foi sequestrada. Hoje o programa Comando Geral, da Rede Record, apresentado por Wagner Montes, exibe uma reportagem sobre o caso. Informações sobre Carolayne que foi sequestrada em 27 de janeiro de 2009 em Realengo ou sobre seu sequestrador podem ser encaminhadas para o e-mail: maesdobrasil@portalkids.org.br ou pelo telefone 0800 2829996

Fonte: Mães do Brasil
http://blogdasmaesdobrasil.blogspot.com/

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