


Por mais ou menos um ano, os funcionrios do Abrigo de Idosos Getsemani, que fica em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, buscam informaes que podem levar a parentes e amigos do idoso Abrao Jos dos Santos Ferraz. O senhor Abrao quase no fala; quando se comunica, fala em tom bem baixo, quase sem som. Ele no se lembra de informaes sobre a famlia, nem sabe sua idade, que estimada em 80 anos.
"Ele chegou por meio de uma ligao de um posto de sade. O que sabemos que ele vivia na rua, h algum tempo, em Tingu, bairro que fica entre Capivari e Xerm. Uma mulher que mora na regio o ajudava e chegou a lev-lo para sua casa. Mas estava difcil para ela, que tem trs filhos pequenos”, conta Natilde Firmino Lourenço da Silva, diretora do abrigo.
"At que ele ficou doente e ela o levou a um posto de sade. Depois disso, ele no pode mais voltar para a casa dessa mulher. Ento funcionrios entraram em contato conosco e ele veio para c”, completou.
Uma associao que faz um trabalho voluntrio no abrigo, a Plo Prximo, que leva animais para alegrarem os abrigados do local, se sensibilizou com a histria e a situao de Abrao e resolveu divulgar uma foto nas redes sociais. Apesar de a foto ter sido compartilhada mais de 22 mil vezes desde o dia 7 de maio, quando foi postada, a ao ainda no deu resultados positivos.
Dessa forma, enquanto aguardam o resultado, os funcionrios do abrigo tentam dar uma vida digna ao idoso. "Ele no anda mais, tem dificuldades para falar e fala baixinho, pouquinho, como se tivesse tido um grande desgosto”, conta Natilde, que luta por um sorriso no rosto de Abrao.
"Ele gosta de doce, no tem diabetes, sempre que posso, trago um docinho para ele, ele fica todo contente”, comenta com carinho.
Alm de Abrao, o local atende atualmente 35 idosos. Desse total, cerca de 15 esto em situao semelhante a de Abrao: sem lembranas e sem contato com a famlia.
"Alguns deles tm problemas de memria, s vezes nos passam informaes de 20 anos atrs, por exemplo. As informaes no batem, por isso no conseguimos encontrar os familiares deles”, comenta Natilde que assumiu a diretoria do abrigo h cerca de cinco anos, aps trabalhar um perodo como visitante.
Pelo alto nmero de assistidos, o abrigo Getsemani est reformando a sede para se adequar com as especificaes da Anvisa (Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria) e aceita doaes. "Material de construo uma das nossas prioridades no momento”, diz Natilde. O abrigo fica na Avenida Marqus de Barbacena, em Capivari, no Rio de Janeiro. O telefone para contato (21) 2773-9777.
Fonte: http://www.caxiasdigital.com.
A Associao Brasileira de Busca e Defesa a Crianas Desaparecidas, conhecida como Mes da S, protestou na tarde de hoje (31) contra a falta de polticas pblicas para solucionar o desaparecimento de pessoas no pas. Com cartazes e fotos dos jovens que procuram, os parentes ocuparam as escadarias da Catedral da S, centro de So Paulo.
Maria de Lurdes Ramalho levou a foto de Carlos Alberto, que desapareceu quando tinha 6 anos em Mairipor (SP). H quase 20 anos, o menino estava em frente de casa para esperar o pai chegar do trabalho, quando desapareceu. "Quando fomos procurar, j no estava mais. Desapareceu, ningum viu, ningum sabe", relatou a me.
O presidente da Fundao Criana, Ariel de Castro Alves, explicou que um dos principais problemas nestes casos a falta de um cadastro nacional de crianas desaparecidas. "Existe uma expectativa em relao ao funcionamento efetivo do cadastro nacional, que apesar de ter sido criado por lei em dezembro de 2009, acaba no funcionando efetivamente".
Segundo ele, o primeiro passo para que o registro nacional funcione a criao de cadastros estaduais que tenham foto e as informaes bsicas da pessoa procurada. "O mais importante seria integrar as polcias estaduais com o governo federal por meio do Ministrio da Justia". De acordo com ele, somente no estado de So Paulo cerca de 9 mil crianas e adolescentes esto desaparecidos.
Alves tambm reclamou que ainda h resistncia da polcia em colocar em prtica a lei que determina o registro imediato dos desaparecimentos. "Ainda hoje muito comum que a polcia impea esse registro imediato, no aceite que seja registrado imediatamente, manda esperar 24 ou 48 horas e ns sabemos que esses momentos iniciais sos os mais importantes para tentar localizar a pessoa desaparecida”.
Semana de Busca e Defesa da Criana Desaparecida comea segunda. Objetivo orientar pais e mdicos - cartazes sero afixados em postos.
A partir da prxima segunda-feira (26), o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) inicia a Semana de Busca e Defesa da Criana Desaparecida. O evento comea na Praa da Repblica, no centro do Recife, onde ser lanada uma lei que prev a emisso de certido de nascimento nas maternidades. A campanha chama ateno da sociedade e dos mdicos para o problema do desaparecimento dos menores.
Representantes das secretarias Estaduais de Sade, Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos e de Educao estaro presentes, acompanhando o evento. A semana faz parte de uma campanha nacional que pede o engajamento 370 mil mdicos do pas na luta em busca de crianas desaparecidas. Sero afixados cartazes nos postos de sade com orientaes para profissionais e pais.
Segundo orientao do conselho, os mdicos devem ficar atentos documentao das crianas e dos acompanhantes, verificar se h sinais de agresso, se o menor apresenta atitudes estranhas, pois um desaparecido pode ser um dos pacientes. Divulgar a "Lei da busca imediata", que prev a procura imediata pela criana a partir da ocorrncia policial, tambm objetivo da campanha.
Outras informaes podem ser obtidas pelos site da campanha.
"No desistam, sigam em frente que um dia a gente consegue", disse Maria de Ftima Paz às mes de crianas e adolescentes desaparecidos presentes no evento de inaugurao da I Exposio Fotogrfica Itinerante de Crianas e Adolescentes Desaparecidos, no Paço Municipal de So Bernardo, nesta segunda (12/3). Maria de Ftima teve seu neto Vinicius da Paz de Almeida de volta, depois de desaparecer por mais de um ano, sequestrado pelo pai. A foto do garoto uma das 34 que fazem parte da mostra promovida pela Fundao Criana e que pode ser vista no andar trreo do Paço at o prximo dia 26.
O evento contou tambm com a participao do vice-prefeito Frank Aguiar; deputada estadual Ana do Carmo; representante do deputado estadual, Donizete Braga; vereador Luizinho; secretrio municipal de Obras, Jos Cloves da Silva; representantes das secretarias municipais de Sade e Educao; do diretor-presidente da Fundao Criana, Ariel de Castro Alves; da presidente da organizao no governamental Mes da S, Ivanise Espiridio da Silva; do delegado, Mitiaki Yamamoto da Seccional de So Bernardo do Campo e So Caetano do Sul. O diretor-presidente da Fundao Criana, Ariel de Castro Alves, destacou a importante parceria com a Polcia Civil no trabalho de busca de crianas e adolescentes desaparecidos no municpio, lembrando que dos casos registrados (um total de 1086), desde 2006, apenas 9 situaes (menos de 1% ) ainda no foram solucionadas.
Ariel ressaltou tambm a importncia da luta das Mes da S, organizao que rene mes de crianas desaparecidas e que surgiu h 16 anos, o mesmo tempo que faz que a filha da presidente da ONG, Ivanise Espiridio da Silva, sumiu a 120 metros de casa, sem nenhuma informao de seu paradeiro.
Para Ivanise, muitas coisas mudaram nestes 16 anos, como a lei que obriga o registro imediato do desaparecimento de crianas e adolescentes, sem a necessidade de se esperar 24 horas. "Mas ainda h muito que mudar", disse ela, como, por exemplo, a necessidade de um Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, e no somente de crianas e adolescentes, que funcione efetivamente.
Ariel lembrou que a Assembleia Legislativa de So Paulo aprovou no final do ano passado projeto de lei, de autoria do deputado Hamilton Pereira, que cria uma Poltica Estadual de Busca a Pessoas Desaparecidas no Estado, mas que at agora no foi sancionado pelo governador Alckmin. "Temos que pressionar e pedir explicaes. Ser que essa questo no prioridade para So Paulo", questionou.
Quanto à mostra fotogrfica, Ariel afirmou que o objetivo no chocar as pessoas, mas chamar a ateno da sociedade, do poder pblico, dos meios de comunicao para essa dramtica questo do desaparecimento de pessoas. Para se ter uma idia da importncia de um trabalho integrado na busca de desaparecidos, desde que foi criada, em outubro de 2011, a exposio fotogrfica - e sua repercusso nos veculos de comunicao - j contribuiu para a soluo de dois casos.
Por trs de cada foto, disse o delegado Mitiaki Yamamoto, referindo-se aos familiares dos desaparecidos, h inmeros rostos que trazem consigo a tristeza. "O conforto s ser alcanado quando reencontrarem seus filhos", assegurou, lembrando que o Estado tem que se dedicar neste trabalho de busca junto às mes, pais e familiares.
O vice-prefeito, Frank Aguiar, representando o prefeito Luiz Marinho, encerrou o evento chamando a ateno para os nmeros de pessoas desaparecidas no pas, anualmente, que chegam a 200 mil, destas 40 mil so crianas e adolescentes e 9 mil somente no Estado de So Paulo, sendo que cerca de 10 a 15% dos casos no so solucionados. Lembrando que em So Bernardo o ndice de casos no solucionados no chega a 1%, ele garante, "Vamos zerar esses ndices, e isso possvel se todos abraarmos essa causa", concluiu.
Programa Reencontro
A Fundao Criana de So Bernardo, por meio do Programa reencontro e em parceria com a Polcia Civil, secretarias municipais de Desenvolvimento Social e Cidadania e da Sade, oferece suporte psicossocial e jurdico às famlias que registram boletim de ocorrncia de desaparecimento de crianas e adolescentes nas delegacias do municpio.
Alm disso, oferece apoio na divulgao de cartazes em comrcios e rgos pblicos, em sites da Rede Nacional de Identificao e Localizao de Crianas e Adolescentes Desaparecidos e de entidades que contribuem com o processo de busca. Bem como, mantm em seu site (www.fundacaocrianca.org.br) um Cadastro Municipal de Crianas e Adolescentes Desaparecidos.
Mais informaes pelos telefones 4344-2100 e 4344-2148 ou pelo e-mail: desaparecidos@fundacaocrianca.org.br
FCSBC: Ana Valim
Jornal Municpio de Sorocaba vai trazer fotos e dados de pessoas que esto sendo procuradas.
Quem tem parentes ou conhecidos desaparecidos em Sorocaba agora vai contar com uma nova ajuda. O prefeito Vitor Lippi (PSDB) sancionou ontem a lei que determina a publicao no jornal Municpio de Sorocaba - rgo oficial da prefeitura - de fotos de dados das pessoas desaparecidas.
Havia uma expectativa se Lippi iria ou no sancionar a lei. A princpio ele era contra porque a lei que criou a imprensa oficial coloca que s devem ser publicados atos relacionados ao Executivo e Legislativo.
Material/ A proposta foi apresentada pelo vereador Joo Donizeti Silvestre (PSDB). Segundo ele o material para divulgao seja encaminhado por rgos governamentais e entidades no governamentais que atuam na rea de assistncia social, direitos humanos e defesa dos direitos da criana e do adolescente, respeitando-se os critrios do rgo responsvel pela publicao.
Drama/ No dia 20 de fevereiro o BOM DIA publicou o drama da famlia da aposentada Maria Jos Rodrigues, 82 anos. A idosa desapareceu no dia 6 de fevereiro e desde ento ningum tem pistas de seu paradeiro.
A sobrinha da idosa
Sandra Aparecida Lopes Jacob disse que a famlia procurou nos PAs (Prontos Atendimento), no IML (Instituto Mdico Legal), na polcia e no h notcias at o momento sobre ela.
Casos/ De acordo com a Polcia Civil em 2011 foram registrados 451 casos em Sorocaba. Esse nmero representa 113 a mais do que em 2010 onde ocorreram 338 desaparecimentos na cidade.
Publicao toda sexta-feira
O jornal Municpio de Sorocaba publicado todas as sexta-feiras. Quando existe algum feriado na sexta-feira ou prolongado ele antecipado para quinta ou quarta-feira.
10 mil exemplares so rodados em mdia. Se houver algum motivo esse nmero pode aumentar
Distribuio e tambm na internet
A Prefeitura de Sorocaba distribui o jornal nas bancas de jornais da cidade. So 192 pontos. A populao tambm pode acessar o contedo pela internet no site www.sorocaba.sp.gov.br
Fonte: http://www.diariosp.com.br/
A Polcia Civil da Bahia inaugura nesta quinta-feira (1), em Salvador, a Delegacia de Proteo Pessoa (DPP), que vai concentrar todas as investigaes envolvendo pessoas desaparecidas na capital baiana. A atribuio era, at ento, acumulada pela Coordenao de Polcia Interestadual (Polinter), que ficar livre desta responsabilidade. A DPP ficar instalada no quarto andar do edifcio-sede do Departamento de Homicdios e Proteo à Pessoa (DHPP), na Rua das Hortnsias, n° 247, no bairro da Pituba. O telefone para contactar a delegacia o (71) 3116-0000.
A titular da DPP ser a delegada Juceli Rodrigues, que est desde 1995 no quadro da Polcia Civil. Ps-graduada em Direito Penal e Processual pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro, ela j passou por diversas delegacias do Estado, entre elas a de Candeias e Lauro de Freitas. Segundo ela, a delegacia atuar exclusivamente em Salvador, recebendo e investigando denncias sobre desaparecidos, mas a unidade tambm vai apoiar na investigao de casos ocorridos na Regio Metropolitana ou interior da Bahia. Estes devero ser registrados nas delegacias locais.
"Ns estaremos presentes naqueles casos que forem informados à DPP, investigando se a pessoa desaparecida em alguma cidade do interior veio para a Capital”, ressalta Juceli. Ela destacou ainda, que no necessrio aguardar 24 horas para informar à polcia sobre um desaparecimento.
Ao comparecer à delegacia para registrar uma queixa importante levar uma foto recente da pessoa procurada e tambm um documento de identificao. Casos envolvendo crianas e adolescentes devem ser comunicados à polcia o quanto antes, j que, segundo a delegada, "as primeiras horas so cruciais para a elucidao de um desparecimento”.
ESTATSTICAS - Segundo a Polinter, em 2011 houve registro de 750 casos de desaparecimentos na Bahia e 86% foram solucionados. Apenas em janeiro deste ano, em Salvadora, houve 30 ocorrncias deste tipo, das quais 28 foram elucidadas.
Com informaes da Polcia Civil da Bahia
A 1ª Exposio Fotogrfica Itinerante de Crianas e Adolescentes Desaparecidos, promovida pela Fundao Criana de So Bernardo, estar at o dia 10 de fevereiro no saguo da Cmara Municipal.
O objetivo da mostra chamar a ateno da sociedade para o desaparecimento de crianas e adolescentes e mobilizar os meios de comunicao para a divulgao das imagens, com o intuito aumentar as chances de identificao e localizao dos desaparecidos.
A exposio composta por 34 fotos de crianas e adolescentes desaparecidos da regio metropolitana de So Paulo. Destes, nove so de So Bernardo e constam do cadastro municipal do Programa Reencontro - Servio de Enfrentamento ao Desaparecimento de Crianas e Adolescentes da Fundao Criana.
Nesta quarta-feira (1/2), s 9h, o presidente da Fundao Criana, Ariel de Castro Alves, far uma breve apresentao sobre a mostra na Cmara Municipal, durante a primeira sesso ordinria de 2012, no Paço Municipal (Praa Samuel Sabatini, 50, Centro). Tambm participaro do evento familiares dos desaparecidos.
Serviço - A Fundao Criana de So Bernardo do Campo oferece suporte psicossocial e jurdico à famlia e apoio na divulgao de cartazes em comrcios e rgos pblicos, em sites da Rede Nacional de Identificao e Localizao de Crianas e Adolescentes Desaparecidos e de entidades que contribuem com o processo de busca.
De 2006 at maio de 2011, foram registrados 900 Boletins de Ocorrncia de desaparecimentos de crianas nas delegacias do municpio. Do total de casos, 95% so resolvidos de imediato, alguns em menos de uma semana. Mais informaes pelos telefones 4344-2100 e 4344-2148 ou pelo e-mail desaparecidos@fundacaocrianca.org.br.
Fonte: http://www.saobernardo.sp.gov.br/comuns/pqt_container_r01.asp?srcpg=noticia_completa&ref=8840&qt1=0
O Estado no compartilha a dor das famlias de desaparecidos no Brasil. Ao menos essa a impresso que as autoridades passam ao no tratar com seriedade um tema que afeta milhares de lares brasileiros todos os anos. Cerca de 200 mil crianas, adolescentes e adultos somem anualmente - na maioria dos casos sem deixar vestgios -, segundo o relatrio final da CPI dos Desaparecidos, aberta no Congresso em 2009.
Uma ferramenta criada para dar agilidade às investigaes sobre desaparecimentos o retrato do descaso do Estado. O Cadastro Nacional de Crianas e Adolescentes Desaparecidos, lanado pelo Ministrio da Justia na internet em 2002, jamais recebeu atualizao. A listagem tem apenas 1.203 casos registrados desde que a contagem passou a ser feita, em 2000. Destes, 559 foram solucionados e 644 ainda esto em aberto. A estimativa da CPI que 40% do total de desaparecidos por ano, ou seja, 80 mil so menores de idade.
Outra lista - o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, que deveria reunir casos de indviduos com mais de 18 anos - foi lanada no dia 26 de fevereiro de 2010, mas, quase dois anos depois, nem sequer entrou no ar. Isso em um pas onde as estatsticas revelam que espantosos 20% dos desaparecidos jamais retornam para casa - vivos ou mortos -, para a angstia da famlia, que convive com uma dvida eterna.
"Os cadastros so um primeiro passo, pois permitem que se trace um perfil dos desaparecidos, como idade, sexo e classe social. A partir disso possvel no apenas aprimorar a busca, mas tambm trabalhar na preveno. No entanto, no basta criar o cadastro, preciso mant-lo atualizado, levar essa poltica a srio, saber que atrs desses nmeros h vidas”, afirma a vice-presidente da Comisso da Criana e do Adolescente da seo paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil, Mayta Lobo dos Santos.
Sem um sistema confivel, muitas vezes, quando uma criana no identificada aparece em um abrigo ou na rua, a delegacia e o Conselho Tutelar local nem sequer imaginam que ela pode estar sendo procurada em outro municpio ou estado. Tambm no possvel ter imagens atualizadas de envelhecimento facial digital ou um banco de DNA, promessas antigas de vrios governos.
Revolta
"O que mais revolta saber que o pas tem um cadastro nacional atualizado e eficiente de veculos roubados, mas no h nada em relao s pessoas que desaparecem, ao ser humano", diz a ativista Ivanise Esperidio da Silva, fundadora da Associao Mes da S, que acolhe e auxilia parentes de desaparecidos em So Paulo desde 1996. Ivanise, que no tem notcias da filha Fabiana h 16 anos, conta que articulou a criao do cadastro de adultos junto ao governo e chegou a ver um esboço dele, mas at hoje espera o lanamento.
O Ministrio da Justia alega que o cadastro de crianas no atualizado porque as delegacias responsveis pelos casos nos estados no repassam as informaes e que o de pessoas adultas est em fase de aprimoramento antes de ser aberto para consulta pblica. Argumentos que no convencem Ivanise, que em 15 anos à frente da entidade registrou em So Paulo mais casos de desaparecimento do que o governo em todo o pas - 7 mil contra os 1,2 mil oficiais. "No falta de dinheiro ou de gesto, falta de vontade, de se colocar no lugar do outro. Eles no sentem a dor que ns sentimos”, sentencia.
Carncia
Faltam delegacias especializadas e mais psiclogos
No que diz respeito à investigao de crianas desaparecidas, o Paran citado como exemplo por entidades e profissionais ligados rea. Desde 1995, o estado conta com o Serviço de Investigao de Crianas Desaparecidas (Sicride), nica delegacia especializada em todo o pas.
No entanto, a situao no to confortvel quanto aparenta. No estado, casos de crianas desaparecidas no interior no so tratados com a mesma agilidade e eficincia como os da capital, onde fica o Sicride. Mesmo que a delegacia tenha sido criada para atender a todo o estado, na prtica, h uma srie de dificuldades por causa da falta de recursos humanos e pela distncia geogrfica.
"A estrutura no pode ficar centralizada na capital”, opina o promotor de justia Murillo Jos Digicomo, que defende a criao de mais unidades como o Sicride e de setores especializados dentro das delegacias.
O caso do assassinato de Joseane Moraes, de 9 anos, em Camb (Norte do Paran), no ano passado, um exemplo do despreparo da polcia para lidar com esse tipo de situao. Os pais da menina levaram trs dias para registrar o boletim de ocorrncia e, de acordo com a famlia, as buscas no comearam imediatamente, embora a Lei 11.259/2005 determine investigao imediata. O caso acabou solucionado, mas a menina foi morta. Outras unidades especializadas, segundo o promotor, poderiam inclusive ajudar no trabalho de preveno, por meio de palestras, divulgao de cartazes e atendimento prioritrio.
Psiclogos
Digicomo tambm cita a falta de psiclogos para atender pais de desaparecidos como outro problema estrutural. Esses profissionais so necessrios por vrios motivos: aliviar o sofrimento enquanto duram as buscas; confortar quando a famlia descobre que a criana est morta; atender a prpria criana em casos de abuso; e promover a retomada dos laços afetivos quando ela fugiu de casa devidos a maus-tratos, inclusive para evitar a reincidncia.
O Sicride conta com apenas um psiclogo, que atende às famlias durante as buscas, mas no h acompanhamento aps a soluo dos casos. Porm, o profissional no tem condies de se deslocar para o interior do estado e nem sempre ele a pessoa que ouve a criana no depoimento - no caso do crime de Camb, coube aos investigadores a tarefa de ouvir as crianas da vizinhana, o que no aconselhvel, segundo especialistas.
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1213921&tit=Vitimas-do-descaso
A Biblioteca Pblica do Paran, em Curitiba, abriu suas portas para uma exposio incomum: a de retratos de crianas desaparecidas. Expostas aos pares, as imagens mostram, de um lado, uma foto da criana na poca em que ela desapareceu. E ao lado, outra foto, envelhecida digitalmente, de como ela seria quando adulta. A exposio atende a dois objetivos. O primeiro divulgar as imagens de crianas que desapareceram das vistas de seus pais e cujas buscas continuam sendo feitas h anos pela Polcia Civil do Paran. Segundo os responsveis pelas investigaes, o retorno de aes como essa sempre bastante positivo.
Crianas desaparecidas
Guilherme Carams Tiburtius "Todas as vezes que divulgamos um novo cartaz 'antes' e 'depois' com fotos de crianas desaparecidas ficamos impressionados com a quantidade de pessoas que nos procuram para dar informaes", disse reportagem do UOL Notcias a delegada titular do Sicride (Servio de Investigao de Crianas Desaparecidas), Ana Claudia Machado.O processo de progresso e envelhecimento digital feito a partir da reunio de todas as fotografias disponveis da criana desaparecida. Depois so includas imagens dos pais, em diversas idades. Em seguida traado um estudo do perfil da cabea. ento elaborada a evoluo do rosto at a data ou idade pretendida.O segundo objetivo da exposio orientar sobre como evitar novas ocorrncias desse crime e o que fazer quando ele acontece. Os visitantes recebem um exemplar do gibi "Turminha da Segurana", cujos personagens "Joo Esperto, Bia Sabida, Kara Atento e Z Prudente" do dicas de segurana ao pblico infanto-juvenil. O gibi contm adesivos com telefones de emergncia e denncia.
No ao esquecimento
"O envelhecimento digital , hoje, a nica forma de termos uma fisionomia atualizada da criana desaparecida", afirmou Arlete Ivone Carams (57), me de Guilherme Carams Tiburtius, cujo desaparecimento est fazendo 20 anos.Guilherme sumiu em 17 de junho de 1991, quando andava de bicicleta em frente de casa, em Curitiba. O menino tinha oito anos. Desde ento Arlete tem vivido em razo de encontrar o filho.Ela fundou uma ONG e entrou para a poltica. Cumpriu mandato como vereadora de Curitiba (2000 a 2002) e como deputada estadual (2003 a 2006). Chegou a ser acusada de usar o caso do filho para se promover eleitoralmente.Arlete diz no se importar com isso. As famlias no devem desistir nunca, precisam se empenhar e cobrar das autoridades o que for possvel para as buscas no pararem, disse. Caso contrrio, o caso cai no esquecimento.
A exposio fica aberta at 15 de maro, de segunda a sexta, das 8h s 20h, no hall da Biblioteca Pblica do Paran (Rua Cndido Lopes, 133, centro de Curitiba). A entrada gratuita.
A esposa do engenheiro civil Renato Moreira Brando, que est desaparecido desde a manhã do dia 13 de setembro, Mirian Isabel Weiss Brando, esteve na Cmara de Curitiba, nesta tera-feira (13), para solicitar a ajuda dos vereadores. Em espaço cedido na tribuna pelo primeiro vice-presidente em exerccio, Tico Kuzma (PSB), integrante da Comisso de Segurana Pblica da Casa, Mirian explicou que o marido saiu da casa da famlia, na Rua Colombo, bairro Ah, para caminhar, e no deu mais notcias desde ento. Emocionada ao falar do marido, ela disse que "o engenheiro no tinha o costume de caminhar todos os dias. Porm, ele deve ter sado para andar, relaxar e acabou acontecendo alguma coisa”, afirma. Renato, de 54 anos, autônomo, trabalhava em casa e filho do renomado mdico Hlio Brando, que se encontra enfermo em casa, necessitando de cuidados especiais. Pertence a uma das famlias mais tradicionais da cidade, conforme a vereadora Julieta Reis (DEM). Paulo Salamuni (PV), que estudou com o engenheiro no Colgio Medianeira, comentou sobre o trabalho que o seu grupo escoteiro est realizando para ajudar nas buscas. Os vereadores Tito Zeglin (PDT), Jair Czar (PSDB) e Nely Almeida (PSDB), o lder do prefeito, Joo do Suco (PSDB), e Tico Kuzma (PSB) se solidarizaram com Mirian Brando, comprometendo-se a ajudar na divulgao das fotos. Os que so comunicadores tambm pretendem colaborar na busca de alguma informao importante que possa ajudar a desvendar o caso. As informaes podem ser repassadas à Delegacia de Vigilncia e Capturas pelo telefone (41) 3219-9700, que atua no caso.
Fonte: http://www.cmc.pr.gov.br/ass_det.php?not=18114#Policiais da Delegacia de Vigilncia e Capturas (DVC) divulgou na quarta-feira (23) simulaes de fotos do engenheiro Renato Moreira Brando, de 54 anos, desaparecido desde o dia 13 de setembro deste ano. As imagens so para mostrar como ele estaria hoje e ajudar na identificao.
Brando saiu de casa no bairro Ah, em Curitiba, para andar de bicicleta por volta das 7 horas e no retornou mais. A bicicleta foi localizada dez dias depois na serra da Estrada da Graciosa com a correia arrebentada. De acordo com as investigaes, o engenheiro no tinha problemas financeiros, mas estava emocionalmente abalado por conta de problemas de sade em sua famlia.
Quem tiver informaes sobre o paradeiro de Brando pode ligar para a DVC no nmero (41) 3219-9700 e (41) 3219-9700.
Fonte: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--1282-20111124&tit=policia+simula+atual+aparencia+de+engenheiro+desaparecido
Ivanise Esperidio da Silva Santos completa 50 anos nesta sexta-feira (4/11). H quase 16, sua vida uma peregrinao constante: a busca pela sua filha desaparecida. "Nunca mais comemorei Natal, porque ela desapareceu perto dessa data, nem ano novo, pois o aniversrio dela em janeiro”, conta. Fabiana saiu de casa em 23 de dezembro de 1995 e no voltou mais. Tinha 13 anos. "Atualmente, j est com 29”, diz a mãe.
Hoje, Ivanise referncia de luta e trabalho pela busca de desaparecidos. Junto com Vera Lcia Gonalves, que tambm tem uma filha desaparecida h 19 anos, criou a Associao Brasileira de Busca e Defesa à Criana Desaparecida, a Mes da S. Presidenta da ONG, Ivanise descobriu que no est sozinha. "Fui aprendendo a dividir minha dor e me fortalecendo. Aprendi a brigar por mim e por elas”, fala emocionada.
At 31 de março de 2011, quando completou 15 anos, a organizao j havia cadastrado 9322 pessoas desaparecidas. Destas, 2563 foram encontradas vivas - pouco mais de 27% do total - e 209 estavam mortas. "So mes de praticamente todo o territrio nacional que procuram seus filhos e pedem ajuda aqui.”
"No encontrei ainda a minha filha, mas j dei respostas para muitas mes. Em alguns casos, no foi uma resposta positiva, mas a busca chega ao fim. Vejo a Fabiana em cada uma dessas pessoas encontradas”, afirma.
Ivanise abdicou de parte de sua vida para viver em funo de uma causa. "Passei a me dedicar quase que exclusivamente a isso. Durante os trs primeiros anos, nos reunamos na minha casa”. Atualmente, a sede da Mes da S est localizada na Rua So Bento, no centro de So Paulo (SP). A ONG tem se mantido por meio de doaçoes de pessoas que se identificam com o trabalho.
A organizao
Em mdia, de 20 a 25 mes procuram a ONG por ms, no escritrio da Mes da S. Alm disso, Ivanise atende casos tambm por e-mail e telefone. "Agora mesmo me ligou um advogado falando que desapareceu uma pessoa de uma famlia conhecida dele. Queria saber de que forma ele poderia ajudar”, conta.
Quando Ivanise começou, o objetivo era trabalhar com crianas e adolescentes desaparecidos. Mas, desde o primeiro encontro chegaram mes que falavam dos seus filhos adultos. "Eu no podia falar no para elas. No porque o filho adulto que a dor da me menor do que aquela que tem um filho beb", diz.
O volume de desaparecidos maiores de idade foi aumentando e hoje a Mes da S atende mais esse pblico do que o infanto-juvenil. Cerca de 80% dos cadastrados tm mais de 18 anos.
No Brasil, estima-se que a populao desaparecida chegue a 200 mil, sendo que 40 mil so menores de idade - s no estado de So Paulo, so mais de 9 mil, anualmente. Em geral, 15% jamais so encontradas. No caso dos adultos cadastrados na ONG, cerca de 60% so homens. J entre os adolescentes, existem mais meninas desaparecidas do que meninos.
No dia-a-dia
Cpia do boletim de ocorrncia, do documento do desaparecido e uma foto so solicitados para fazer o cadastro do desaparecido, quando uma mãe chega ao escritrio. A famlia assina um termo de autorizao para veiculao da imagem e, ento, comea o trabalho de divulgao da foto no site da Mes da S e nas embalagens de produtos de empresas parceiras.
O Jornal Agora estampa quatro fotos de crianas desaparecidas às segundas-feiras em sua pginas. Alm disso, oito empresas de concesso rodoviaria fazem as imagens circularem para at alm de So Paulo, quando entregam aos motoristas comprovantes de pagamento de pedgios. Atrs, esto as fotos dos desaparecidos.
Outro serviço prestado pela ONG o apoio psicolgico. A mãe pode frequentar um grupo de terapia coletiva, reunido uma vez por semana. O atendimento resultado da iniciativa do Ncleo de Sade Coletiva e Direitos Humanos do Mackenzie.
J na rea do direito, a advogada Clo Dumas faz a assessoria das mes, "porque o desaparecimento torna-se um problema jurdico. Um adulto que desaparece e estava trabalhando, no pode ser demitido por abandono de emprego. H necessidade da famlia entrar com um processo de declarao de ausncia”, exemplifica Ivanise.
Desaparecimento da filha
Ivanise criou a Mes da S aproximadamente trs meses depois que sua filha desapareceu. Por volta das 21h da ante vspera do Natal de 1995, Fabiana foi vista pela ltima vez. Ela retornava da casa da colega Damaris, com outra amiga, Luciana, que morava nas proximidades. Em determinado ponto do trajeto, cada uma seguiu em direo sua casa. "Foi em um supermercado que elas se despediram. H 120 metros de distncia de onde morvamos”, conta Ivanise.
"Quando cheguei em casa, perguntei da Fabiana e minha filha mais nova disse que ela voltava logo. Em seguida, começou a cair uma chuva muito forte, ento deduzi que ela estava esperando passar para voltar". Quando amenizou o temporal, a mãe começou a busca pela filha. Casa da Luciana, da Damaris, das amigas prximas at 2h, quando resolveu ir à delegacia.
Ivanise morava com a famlia na regio de Pirituba, na zona oeste da cidade de So Paulo (SP). O 87 Distrito Policial atende a regio. Ela ouviu do delegado de planto que deveria completar 24h para considerar um caso de desaparecimento. "Comecei a procurar nos hospitais da regio. Nas delegacias para ver se tinha algum BO de atropelamento ou violncia sexual. E assim o dia foi amanhecendo, quando voltei para casa j eram 6h.”
Aps conseguir o boletim de ocorrncia de desaparecimento, Ivanise foi informada de que a partir daquele momento teria de procurar a Delegacia de Pessoas Desaparecidas, que estava fechada no dia do Natal. No dia 26, j tinha percorrido quase todos os hospitais da regio metropolitana da cidade.
"A partir da começou uma peregrinao muito grande. Fui me desgastando fisicamente e psicologicamente. Parei de trabalhar para procurar minha filha”. Ivanise era operadora de caixa, mas no podia mais prosseguir. Ficou 53 dias em estado de choque.
"Quando perdi minha filha, perdi junto com ela a vontade de viver. Planejava que Fabiana estudasse, fizesse uma faculdade, casasse, me desse netos. Todos aqueles sonhos acabaram. No aceitava viver sem ela. Cheguei no limite da loucura.”
Ivanise foi internada. Um psiquiatra que a atendeu teve uma conversa muito sria: "Olha mãe, a nica pessoa que pode te ajudar voc”, lembra ela das palavras rgidas do mdico. J no se alimentava e no sentia sono.
Aps cinco dias, quando saiu do hospital, estava determinada "a juntar todos os caquinhos que tinham se quebrado”, como ela mesma define. Passada uma semana, soube do Centro Brasileiro em Defesa dos Direitos da Criana e do Adolescente, onde Ivanise cadastrou seu caso.
Por meio desse contato, foi chamada para participar da novela Explode Corao, da Rede Globo. A cada captulo, depoimentos de mes que tinham os filhos desaparecidos iam ao ar. "Com a divulgao, criei uma expectativa muito grande de encontr-la.”
Nos bastidores, conheceu outras mes que estavam na mesma situao. "Tinham 72 naquele dia. Me chamou ateno a organizao delas, ali emanadas pelo mesmo objetivo, pela mesma dor”. Ivanise quis saber como se articulavam. Quando a informaram do trabalho feito nas escadarias da Cinelndia, no Rio de Janeiro (RJ), onde as mes se reuniam com cartazes com fotos de seus filhos, na forma de um protestos silencioso.
Nas escadarias da S
O depoimento de Ivanise foi ao ar numa quinta-feira. Na sexta, duas reprteres de grandes jornais a entrevistaram. "Pude falar sobre o desaparecimento da minha filha, a revolta que sentia, o abandono do Estado. No ltimo paragrafo, fiz um convite para que me ligassem as mes que estivessem passando pelo mesmo drama e deixei meu telefone.”
"No dia seguinte, acordei por volta das 8h com o telefone tocando e no parou mais at hoje”. Naquele momento, as mes queriam saber quando e onde poderiam encontra com Ivanise. Ento, teve a ideia de juntar todas elas em um nico lugar.
"Sempre vi a Praa da S como palco de grandes atos de reivindicaes da sociedade civil. Marquei com elas l, no prximo domingo”. Era 31 de março de 1996, dia em que as escadarias ficaram repletas de mes com cartazes de seus filhos desaparecidos. A organizao, ento, nasceu dessa espontaneidade. J ali, a imprensa começou a cham-las de Mes da S.
Passados 15 anos, as mes continuam indo ao mesmo local. A cada duas semanas, aos domingos, das 10h às 12h, elas espalham as fotos dos desaparecidos nas escadarias e vestem as camisetas com fotos de seus filhos. A divulgao funciona. As pessoas, inicalmente pegas pela curiosidade, param para olhar.
A busca continua
Apesar de grande repercusso na mdia, nunca surgiram notcias contundentes sobre Fabiana. "Infelizmente, apareceram trotes. Todas as informaes que recebia eu fui checar, mas nada”, afirma a mãe.
Ivanise j enfrentou situaes perigosas atrs da filha. Esteve em morros no Rio de Janeiro, prostbulos no interior paulistano, em favelas no bairro Jardim ngela. "Uma vez na favela, o carro foi cercado pelos traficantes e pedi ajuda à eles para entrar. Com a foto da minha filha na mo e o BO na outra. E assim tem sido minha vida.”
Ela conta que no perdeu apenas sua filha. "Com o desaparecimento da Fabiana, veio a separao. Comecei a ter problemas de sade”. Ela toma remdios para presso e corao. Tem dia que no tem vontade de voltar para casa. "S volto, porque tenho outra filha l”, diz em meio as lgrimas. Ivanise mora na Freguesia do , em So Paulo (SP), com a caçula Fagna, de 28 anos.
"Mas, aprendi que cada dia uma nova esperana. Tenho um carinho e respeito muito grande por essas mes que esto comigo. Se eu estivesse continuado minha busca sozinha, provavelmente no estaria aqui.”
A Fundao Criana de So Bernardo do Campo (SP) realiza, entre 11 e 31 de outubro, uma exposio com fotos de crianas e adolescentes desaparecidos. O objetivo divulgar imagens para potencializar um possvel encontro dos jovens. As imagens que contemplam pessoas que sumiram na regio do ABC paulista e na capital estaro expostas na sede da entidade - rua Francisco Visentainer, 804, bairro Assuno.
As fotos so acompanhadas de frases das mes sobre o desaparecimento de seus filhos. A exposio vai percorrer ainda vrios rgos pblicos, faculdades, escolas e organizaes que atuam na rea social na regio.
Segundo a fundao, no Brasil, por ano, desaparecem 40 mil crianas e adolescentes. S no Estado de So Paulo, so mais de 9 mil. Em geral, 15% no so encontradas. De 2006 at maio de 2011, foram registrados 870 boletins de ocorrncia de desaparecimentos nas delegacias de So Bernardo do Campo. Atualmente, esto em andamento nove situaes de desaparecimento no municpio. Dos casos atendidos pela Fundao Criana, mais de 60% so de crianas e adolescentes do sexo feminino, sendo que mais da metade das situaes so relacionados à fuga do lar e violncia domstica.
Em março de 2011, a Fundao Criana passou a manter no seu site institucional (www.fundacaocrianca.org.br) um cadastro de crianas e adolescentes desaparecidos. Todos os interessados em ajudar a divulgar as fotografias podem acess-lo e imprimir as imagens.
- Divulgar do telefone para informar o desaparecimento - uma vez que muitas pessoas no possuem acesso à internet (disque 100);
- Fixar cartazes em hospitais, hotis e postos de sade, em agncias bancrias e aeroportos, alm de vincul-los em jornais, revistas, emissoras de rdio e TV.
- Fortalecer a fiscalizao nas estradas e aeroportos.
- Divulgar para sociedade formas de preveno.
- Fortalecer o registro no cadastro nacional
Participaram da reunio o presidente do CFM, Roberto d'Avila, o vice, Carlos Vital, o presidente Comisso de Assuntos Sociais do CFM, Henrique Batista, os membros da comisso Andr Longo, Ricardo Paiva, a jornalista J Mazarollo e a assessora do Centro de Estudos Avanados do Cremepe (Ceac), Fernanda Soveral. Estiveram presentes ainda representantes da Infraero, Josefina Gonjito e Rovena Paiva, da ANJ, Fernanda Santos, e do Ministrio da Sade, Kamila Matos.
Da Assessoria de Comunicao do Cremepe
Fonte: http://www.cremepe.org.br/leitorNews.php?cd_noticia=4792
Eles tm algo em comum: sumiram em circunstncias idnticas, no bairro Planalto, entre os anos de 1998 e 2001. At hoje, nenhum foi encontrado.
Os casos so apenas um indcio da fragilidade da rede de investigao de pessoas desaparecidas em todo o pas. No Rio Grande do Norte, os registros dessas pessoas so realizados na Delegacia Especializada de Capturas. (Decap). A investigao feita pelas mesmas equipes de policiais que se desdobram para correr atrs dos criminosos, ou seja, no h um serviço especializado.
No Brasil no h dados oficiais sobre a quantidade de crianas e adolescentes desaparecidos por ano, segundo o site do Ministrio da Justia. E dos casos registrados, de 10% a 15% permanecem sem soluo por um longo perodo de tempo ou jamais so resolvidos.
No caso da Decap, somente a partir de janeiro deste ano os casos comearam a ser compilados. Em 2010 j so 20 os desaparecidos. Destes, nove foram encontrados, nove continuam desaparecidos e trs foram encontrados mortos. Dos que ainda esto sem soluo, quatro so pessoas com algum distrbio mental, e duas so crianas.
Entre os que morreram, dois esto entre os quatro chineses assassinados no ms passado, cujo caso tambm est em investigao."Quando vieram fazer o boletim de ocorrncia do desaparecimento deles, no incluram suas esposas, que acabaram encontradas mortas tambm", diz o delegado da Decap, Maurlio Pinto.
Outra questo que torna ainda mais difcil quantificar os "sumiços" que nem sempre o desaparecimento tem um fundo criminal, mas sim proposital. "Grande parte dos registrados so mulheres que fugiram com o parceiro, que vo para o exterior,e depois voltam para casa por si", diz Maurlio Pinto. "J houve o caso de uma av que queria encontrar os netos, alegando que os pais eram viciados em drogas, mas que no final das contas estavam em casa". Desde agosto de 2009 a Comisso Parlamentar de Inqurito (CPI) do Desaparecimento de Crianas e Adolescentes, da Cmara dos Deputados, percorre o pas tentando encontrar a resposta para tantos casos de desaparecimentos sem soluo.
As crianas desaparecidas no bairro Planalto so o principal alvo dos deputados, entre eles a potiguar Sandra Rosado. Os casos so escolhidos de acordo com os destaques que recebem na mdia local e nacional, mas a medida em que percorrem as cidades, novas histrias que at ento no haviam sido contabilizadas , aparecem. "O Brasil tem cerca de 40 mil desaparecidos, a grande maioria sendo crianas e adolescentes, mas podo haver uma subnotificao. Alm disso, verificamos que h fragilidade nas investigaes para apresentar as autoridades competentes os criminosos", diz Sandra Rosado.
"No podemos esperar 48 horas"
Em vrios estados do Brasil o boletim de ocorrncia que registra um desaparecido s realizado 48 horas depois de constatado o sumiço da pessoa. Maurlio Pinto discorda desse perodo e acha que a agilidade essencial para aumentar a resolutividade dos casos. Desde que assumiu a Decap, em 2009, as buscas so iniciadas de maneira imediata.
"Quando cheguei na Decap, se esperava os dois dias. No sei qual o Cdigo Penal que roga isso, no sei em que se baseiam, no Brasil todo isso. Na lei no existe nada disso", critica. "Quanto mais demora, pior". O procedimento simples: basta ir na Decap e fazer o boletim de ocorrncia para que imediatamente se iniciem as investigaes.
Geralmente so ouvidos primeiro os familiares e pessoas prximas das vtimas. Questionado sobre o nmero de casos de pessoas que poderiam ter sido sequestradas para fins de adoo e retirada de rgos, Maurlio Pinto no se estende. "Nunca houve casos desse tipo confirmados, apenas com suspeitas, mas nada de concreto". Ele admite que preciso se investir em equipes especializadas para melhorar o ndice de casos com final feliz.
"O mesmo pessoal que captura criminosos o que procura as pessoas desaparecidas". Na poca em que se constatou semelhanas na forma como ocorreram os desaparecimentos das crianas do Planalto, Maurlio diz que a possibilidade de se chegar a verdade dos fatos era muito remota pela falta de pistas. "Acredito que se na poca o Governo do Estado tivesse oferecido uma recompensa, teria facilitado a soluo do caso".
Ningum relata ter visto qualquer tipo de movimentao estranha antes dos desaparecimentos. A recompensa financeira s veio anos depois, oferecida por uma mdica que no quis se identificar, mas era tarde. Em março de 2003, o secretrio de Defesa Social, Cludio Santos, confirmou que solicitou ajuda da Polcia Federal para atuar na investigao sobre o paradeiro das crianas.
"Em cinco anos de investigao a polcia estadual no conseguiu nenhuma pista sobre as crianas", publicou a TRIBUNA DO NORTE no mesmo perodo. O secretrio tomou a deciso depois de receber uma comisso de familiares dos menores raptados. E quando o tempo passa e as pessoas no reaparecem, a polcia para de buscar
"Estes casos ficam em stand by. Se surge alguma informao a gente vai investigar", explica Maurlio Pinto. Nesse ponto, impossvel no recordar do caso das crianas do Planalto, cujas manchetes rodaram o pas. As fotos ilustram o link de desaparecidos no Rio Grande do Norte, dentro do site do Ministrio da Justia.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE tentou conversar com as mes dos desaparecidos, mas o caso corre em segredo de justia. Porm, o delegado da Decap claro quanto as poucas chances de solucionar o caso. "No tem surgido nada de novo de informao. Um dia desses apareceu uma mulher achando que tinha visto um deles, mas no era, no tinha nada a ver", lamenta.
Ele cita como exemplo a histria do menino Pedrinho, em Braslia, que se descobriu onde estava 16 anos depois, para demonstrar o quanto difcil. "Uma mulher o sequestrou de dentro do hospital quando nasceu e no deixou pistas. Se no fosse algum da prpria famlia da raptora, at hoje estaria sem soluo".
Cadastro nacional pode ser a sada
Para dar maior visibilidade à problemtica das pessoas desaparecidas no pas, a Secretaria Especial de Direitos Humanos constituiu em 2002 uma rede nacional de identificao e localizao de jovens desaparecidos, a ReDesap. Mais recentemente, em 26 de fevereiro passado, foi institudo pelo Ministrio da Justia, um Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, coordenado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH).
O objetivo concentrar informaes para formar uma rede de investigao e acompanhamento dos casos, pelo acmulo de dados sobre as vtimas. O desaparecimento inserido no cadastro e, posteriormente, ser divulgado para todos os entes de segurana do pas. Mesmo com a implantao do Cadastro, o registro de ocorrncia continua obrigatrio, especialmente em casos de desaparecimento enigmtico.
Para Maurlio Pinto, a ideia do cadastro nacional bem vinda, mas preciso o recurso tecnolgico de envelhecimento dos procurados. "Eles crescem e caso no seja possvel ter essa tecnologia, fica difcil detectar a pessoa depois de certo tempo, principalmente se for uma criana", diz.
Atualmente a ReDesap tem mais de 1.200 cadastros de casos de jovens desaparecidos no pas. Desde a criao foram solucionados 725 casos. Uma das causas mais comuns de desaparecimento a fuga do lar por conflito familiar ,segundo o site. O Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas est integrado na Rede Infoseg, maior rede nacional de informaes de Segurana Pblica e Justia no pas.
O Cadastro vai permitir consultas em tempo real para agentes de Segurana Pblica e Justia e agora para Conselhos Tutelares, Ncleos de Assistncia Social e Entidades Civis Organizadas, possibilitando a localizao de um desaparecido e o intercmbio de informaes entre todos os envolvidos.
CPI do Desaparecimento vai sugerir serviços especializados
Um dos pontos que a CPI do Desaparecimento de Crianas pretende destacar no relatrio, a ausncia do crime tipificado de desaparecimento na legislao brasileira."J pedimos duas prorrogaes para enviar o relatrio final, porque quanto mais nos aprofundamos, surgem mais casos alarmantes sem soluo", disse a deputada federal Sandra Rosado.
"Analisamos os casos que chegam ate à CPI, mas no d para ouvir todos. O Cadastro Nacional um avanço porque, a partir dele, teremos dados mais concretos". tambm fundamental, na opinio da deputada, que a populao busque registrar os casos. "O governo tem a obrigao de fazer o levantamento, e as pessoas devem saber que precisam informar às autoridades policiais que tm os filhos desaparecidos", alerta.
"A sociedade como um todo tem que fazer essa notificao". A CPI pretende ainda mobilizar o poder pblico para que sejam criados serviços especializados na busca por desaparecidos. "Pessoas mais bem capacitadas e com mais apoio na estrutura trabalham com mais condies, possibilitando uma maior agilidade e aprofundamento nos casos. Precisamos ter um aparelho preparado".
O desaparecimento que no solucionado gera uma desiluso na sociedade, na opinio da deputada. "Tem crianas que foram tiradas h 18 anos da famlia, como o caso de um garoto que sumiu da porta de casa, no Paran. Isso gera angstia, desespero, a dor de ter o filho desaparecido e sem nenhuma noo de onde possam estar, para onde foram levados e como vivem", ressalta Sandra.
Fonte: http://www.cpicriancasdesaparecidas.com.br/uncategorized/busca-por-desaparecidos-e-fragil/
Umuarama - Chegou ao fim, na tarde de ontem (20), um dos casos de desaparecimento mais longos registrados no Paran. Numa cerimnia ntima e marcada pela emoo, familiares e amigos puderam velar por algumas horas o corpo do pequeno Leonardo de Mello e Silva, o Lo, 3, que desapareceu h mais de dez anos do Parque 1º de Maio em Umuarama. Em 2006, uma ossada que podia se tratar de Lo foi encontrada, porm, um exame de DNA que tardou seis anos para ser concludo chegou s mos da famlia somente no ms passado, e confirmou que se tratava mesmo do garoto. Com a chegada do laudo, a polcia encerra a investigao do desaparecimento do garoto e inicia agora outra fase ao caso. A pergunta dos investigadores o que teria causado sua morte.
O corpo do menino chegou a uma das capelas do Cemitrio
Municipal por volta das 14h, onde foi velado at 16h. A cerimnia
contou com a presena de familiares e conhecidos que oraram e fizeram
homenagens a Lo. Num culto, um pastor tentou trazer conforto à famlia
e aos amigos que se emocionaram durante um discurso da me de Lo. Em
sua despedida, Leonice Furtado de Mello Silva confessou aos presentes
que estava aliviada, visto que sabia que Lo estava com Deus.
Aps as despedidas, o corpo de Lo foi enterrado na sepultura de sua famlia sob aplausos.
O caso do menino Lo, como ficou conhecido envolto em mistrios e
perguntas ainda no respondidas. Segundo inqurito instaurado pela
polcia h dez anos, o menino saiu de casa cedo para brincar com os
amigos na rua dos Vigilantes no Jardim 1º de Maio. Prximo ao horrio do
almoo, a me foi cham-lo, mas ele j havia desaparecido. Nos dias,
meses e at anos que se seguiram, moradores e amigos da famlia
organizaram mutires para procurar o garoto, mas nunca o encontraram.
Durante as investigaes alguns supostos responsveis pelo
desaparecimento foram detidos, mas nada pde ser comprovado.
As
ltimas informaes obtidas sobre o desaparecimento davam conta de que
Leonardo havia sido visto na regio de fronteira do Brasil com a
Argentina, sequestrado por caminhoneiros que passavam por Umuarama. A
informao tambm no foi confirmada.
O quebra-cabeas do caso
comeou a ser montado quando uma ossada foi encontrada por
trabalhadores rurais em 03 de maio de 2006, num stio na sada para
Maria Helena. Na ocasio, o perito Dimas Castilho confidenciou à
reportagem do Ilustrado que os ossos tinham caractersticas de uma
criana com o porte de Leonardo. "Quando o menino desapareceu, ele
tinha 3 anos e 8 meses. Os ossos encontrados so compatveis ao de uma
criana dessa idade. No entanto, s o exame mitocondrial poder
confirmar tais suspeitas", dizia.
Uma parte do material junto a uma
amostra de sangue da me do menino foi enviada ao Instituto de
Criminalstica, em Curitiba onde permaneceu por um ano. O material
retornou para a 7ª Subdiviso Policial (7ª SDP) devido a incapacidade
do laboratrio em avali-lo. "Eles nos disseram que no poderiam emitir
um pronunciamento preciso sobre as amostras. Ento as enviamos para o
laboratrio da Polcia Federal em Porto Alegre (RS), para tentar buscar
a identidade da vtima e seu sexo", informou Castilho.
As amostras
permaneceram no local durante cinco anos. A espera pelo diagnstico s
fez alimentar as esperanas da famlia e travou o inqurito policial,
que continuou as buscar por um Leonardo vivo.
Investigaes sobre a morte de Lo comeam na 7ª SDP
Durante dez anos, o Servio de Investigao de Crianas Desaparecidas
(SICRIDE) de Curitiba esteve à frente do caso, procurando pelo garoto
vivo. Com a comprovao da morte de Lo, o Sicride deixa o caso e a 7ª
Subdiviso Policial (7ª SDP) de Umuarama deve assumi-lo a procura do
que provocou a morte do garoto.
"O Sicride no investiga
homicdios. A partir do momento que foi encontrada uma ossada e, o
teste de DNA deu positivo o caso passa ser investigado pela delegacia
da cidade", informou o investigador do Sicride, Marcos Grafia em
entrevista por telefone ao Ilustrado na tarde de ontem.
O
delegado-chefe da 7ª SDP, Pedro Lucena revelou estar a par do caso, que
comea a ser investigado nos prximos dias. "Eu tenho conhecimento do
caso e j estamos levantando dados do inqurito que estava no Sicride e
agora vai retornar para a 7ª SDP. Nos prximos dias vamos levantar
esses dados e iniciaremos imediatamente as investigaes", anunciou
Lucena.
O banco de dados de pessoas desaparecidas de Alagoas enfrenta as mesmas dificuldades do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), criado pelo Ministrio da Justia h um ano, que foram mostradas em uma reportagem exibida pelo Fantstico, no ltimo dia 03.
Entre os problemas para a atualizao do sistema, que acessado pela internet, est a falta de interesse da Polcia Civil em repassar as informaes, j que diante de um desaparecimento um dos procedimentos registrar um Boletim de ocorrncia.
A localizao das irms Ccera Beatriz dos Santos, 12, e Samara Oliveira dos Santos, 14, que desapareceram desde a ltima tera-feira, 29, aps sarem de casa em direo ao colgio no qual estudam, em Coruripe poderia ser facilitada, caso o sistema recebesse a devida atualizao. Elas foram vistas entrando em um carro que era conduzido por um homem desconhecido. No sistema possvel trocar informaes como fotos e contatos de parentes.
Luiz Antnio Ferreira da Silva, que chefe do Departamento de DNA forense da Universidade Federal de Alagoas, onde o banco de dados de pessoas desaparecidas foi desenvolvido, explicou que h trs anos foi elaborado um projeto piloto que permitiria que o sistema fosse atualizado nacionalmente, mas isso acabou no saindo do papel. Ele lamentou o desinteresse das autoridades em atualizar os dados .
"Na poca me reuni com o secretrio de defesa social, que era o Paulo Rubim, com delegados e conselheiros tutelares para que existisse uma atualizao das informaes das pessoas desaparecidas, mas isso acabou no acontecendo. Iramos oferecer um treinamento nas delegacias para que os agentes e delegados aprendessem como acessar, mas ningum quis. Nosso banco de dados sofisticado e agora est sem utilidade", lembrou.
Ele informou que atualmente o banco de dados possui o cadastro, feito por parentes, de 11 pessoas desaparecidas, lembrando que se algum some em municpios menores, como Jacar dos Homens, um familiar s teria como saber da existncia do banco por terceiros. Segundo Luiz Antnio boa parte das pessoas procuradas est viva e sai de casa devido a brigas com parentes.
" difcil abastecer o banco de dados, porque se algum some e as informaes no ficam guardadas em dois meses o caso ser esquecido. Acontece da pessoa ser encontrada e do cadastro no ser retirado. J fomos procurados por pessoas de outros Estados, como Rondnia. Temos um convnio com a Secretaria de defesa Social e realizamos 32 exames de DNA em cadveres, para comprar com o de supostos parentes. Destes, 17 no batiam, o que significa que so tidos como desaparecidos e a famlia pode nem saber que esto mortos", contou.
Segundo o chefe do Departamento de DNA forense falta interesse de encontrar pessoas que desapareceram em Alagoas. "A maioria pobre, por isso no vemos repercusso na sociedade. Se fosse algum de classe mdia todos estavam loucos procurando. uma questo de cidadania ajudar a encontrar essas pessoas. O problema no falta de conscientizao das autoridades, e sim poltico", lamentou.
Luiz Antnio lembrou que qualquer pessoa pode acessar o banco de dados de forma gratuita e contribuir para a atualizao dos dados. "Diante de uma solicitao mandamos uma senha para que qualquer pessoa abastea, por meio do www.labdnaforense.org/bd. Familiares de pessoas desaparecidas tambm podem nos procurar no Museu de histria natural, onde fica o laboratrio de DND da Ufal, localizado na Avenida Aristeu de Andrade, Farol ou pelo telefone: 3336-6558", explicou..
As Avs da Praa de Maio, grupo argentino de defesa dos direitos humanos, anunciaram hoje que encontraram a neta de nmero 103, nascida durante o cativeiro dos seus pais na ditadura militar na Argentina (1976-1983). Os resultados dos testes de DNA revelaram que a jovem, cuja identidade foi mantida em sigilo, filha de Ricardo Horcio Klotzman e de Cecilia Beatriz Barral, militantes de um grupo guerrilheiro desaparecidos em agosto de 1976, informou a organizao, em comunicado.
Como a jovem no aceitava fazer o teste de DNA, a anlise foi realizada de maneira compulsiva sob ordem judicial. Segundo o grupo, Cecilia Barral estava grvida de nove meses quando foi sequestrada com Klotzman na residncia do casal, em Rosario, provncia de Santa F. O casal foi enviado a um centro clandestino de tortura. Barral foi vista pela ltima vez em 11 de agosto de 1976, poucos dias aps dar à luz uma beb.
A recm-nascida foi dada em adoo ilegal. O grupo no informou a identidade dos pais adotivos da criana. Grupos dos direitos humanos estimam que 30 mil pessoas desapareceram durante a ditadura militar argentina. Muitas mulheres que estavam grvidas deram à luz no cativeiro. Geralmente, os bebs eram entregues a militares, que os registravam com seus sobrenomes.
O grupo Avs da Praa de Maio estima que 500 crianas nasceram no cativeiro ou foram sequestradas com seus pais. Os registros oficiais na Argentina do conta de apenas 13 mil desaparecidos. As informaes so da Associated Press.
REDESAP chama ateno para a importncia do funcionamento do cadastro de Desaparecidos e da efetivao da Lei da Busca Imediata para a proteo de crianas e adolescentes
Ministra Maria do Rosrio escuta relato da me Ivanise Santos, que h 15 anos procura filha desaparecida
por Paula Rosa e Raphael Gomes - Rede ANDI Brasil, Braslia (DF)
A presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criana e do Adolescente (CONANDA), ministra Maria do Rosrio, esteve reunida hoje (25/03) com o comit gestor da Rede Nacional de Identificao e Localizao de Crianas e Adolescentes Desaparecidos (REDESAP). O encontro aconteceu no contexto da Semana de Mobilizao Nacional para Busca e Defesa da Criana Desaparecida (25 a 31 de maro), instituda pela Lei Federal Nº 12.393/2011.
A principal reivindicao da REDESAP o funcionamento efetivo do Cadastro Nacional de Desaparecidos, oficializado na Lei 12.127/2009 e qualificado como porta de entrada para insero de informaes sobre pessoas desaparecidas e seu encaminhamento junto aos rgos competentes. Apesar de ter sido lanado em fevereiro de 2010, o Cadastro, que de responsabilidade do Ministrio da Justia em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidncia da Repblica, ainda no est em pleno funcionamento.
A Ministra assumiu o compromisso de estruturar a parte do Governo Federal, mas enfatizou que, para torn-lo eficiente, o sistema de informaes deve ser alimentado tambm pelos delegados em seus estados. "O desaparecimento de crianas tem que ser enfrentado com a preveno, portanto, todos [famlia, escola, sociedade] devemos agir", destacou a presidente do CONANDA.
Ivanise Esperidio da Silva Santos, fundadora e presidente da Associao Mes da S - So Paulo, afirma que a Semana de Mobilizao uma importante conquista que contribui com o enfrentamento do problema, mas que a efetividade da busca de meninas e meninos desaparecidos depende tambm da atualizao do cadastro nacional, processo ainda realizado de forma insuficiente. A presidente da Associao Mes da S explica que a integrao proporcionada pelo cadastro agiliza a busca na medida em que aciona uma ampla rede nas diversas unidades da federao. "O no funcionamento do cadastro uma frustrao porque eu criei uma expectativa muito grande como me de encontrar no s a minha filha, mas passei essa expectativa tambm para outras mes", lamentou.
Embora os dados sobre desaparecimento de crianas sejam imprecisos, estima-se, que desaparecem no Brasil, por ano, cerca de 40 mil crianas. Desse total, de 10 a 15% nunca mais retornaro aos seus lares. Nesse sentido, os dados do cadastro ajudariam na construo de mecanismos pblicos que auxiliem na diminuio desses casos.
Lei da Busca imediata
Outro apelo do comit gestor da REDESAP o cumprimento da Lei Nº 11.259 de 2005, que determina investigao imediata em caso de desaparecimento de criana ou adolescente, desobrigando a espera de 24 horas para o incio das buscas.
Com quase seis anos de promulgao, o desconhecimento e o descumprimento da lei se tornam variveis que retardam a eficincia das buscas. "A partir das necessidades do ser humano a gente consegue obter uma linha de investigao, fator que contribui fortemente para localizar a criana desaparecida de maneira gil", aponta Adriano Severino, diretor do Departamento de cidadania da Secretaria de Segurana Pblica de Roraima e membro do comit gestor da REDESAP. Ainda na opinio do delegado, a constante atualizao dos agentes que prestam atendimento s famlias durante a ocorrncia fundamental para a sensibilizao da rede de proteo. "No um servio de fornecimento de luz ou gua, ns estamos lidando com a vida humana que, dependendo da forma como tratada - e feita ou no a busca imediata - pode ser ceifada", pondera Adriano.
Para Ivanise Santos, a lei bem clara quando determina que a delegacia que registra a ocorrncia do desaparecimento tem que comear as buscas e acionar a polcia federal, as rodovirias, os aeroportos, os portos e os terminais de nibus interestaduais. "Se isso fosse feito evitaria que a retirada da criana do estado ou pas", acrescenta.
A Ministra Maria do Rosrio concordou com a importncia do cumprimento da Lei. "O inicio imediato das buscas fundamental para que as redes criminosas no sejam mais poderosas que a nossa interveno como Estado brasileiro", finalizou.
Carta de Roraima
A Carta de Roraima um documento elaborado no encontro da REDESAP realizado em novembro de 2010 naquele estado que aponta a necessidade de articulao de atos normativos e atores da rede em prol da localizao e identificao de crianas e adolescentes desaparecidos.
O material elenca vrios encaminhamentos e solicitaes que visam amparar as famlias das crianas desaparecidas e, ao mesmo tempo, dar efetividade no servio pblico a essas famlias.
Clique aqui e obtenha a ntegra da Carta de Roraima.
Portal ter informaes e fotos de pessoas que sumiram em todo o estado
O Disque-Denncia, em parceria com o Ministrio Pblico e a Rede Record, vai criar um site com informaes e fotos de pessoas desaparecidas no Estado do Rio de Janeiro para ajudar a diminuir a angstia de familiares que buscam por notcias de seus parentes.
Segundo o coordenador do Disque-Denncia, Zeca Borges, o
projeto j existia, mas recebeu a colaborao do MP, que tambm tem um
banco de dados com desaparecidos, e o apoio da Rede Record.
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Ns j estvamos construindo o site quando vimos que o Ministrio
Pblico tinha um excelente trabalho nessa rea. Vimos que podamos
unificar os dois trabalhos, cruzando os dois bancos de dados. Eles se
complementam.
O site est em fase de testes e a expectativa que fique pronto at o fim do prximo ms de abril.
Um desafio para famlias e polcia: nos primeiros dois meses de 2011, Bauru registrou 43 boletins de ocorrncia sobre desaparecimentos. Entre os desaparecidos, quase um tero foram crianas e adolescentes entre 9 e 17 anos.
"Dos 13 adolescentes registrados como desaparecidos, as famlias informaram em oito deles que os jovens tm problemas [em casa] ou histrico de drogas, e isso complicado", contou o delegado da DIG (Delegacia de Investigaes Gerais) de Bauru, Cldson luiz do Nascimento.
Responsvel por 19 cidades, o delegado seccional, Benedito Antonio Valencise, comenta: "Temos a sorte de aqui no ter trfico de pessoas e isso reduz o nmero de desaparecimentos, principalmente crianas [menores de 12 anos]", explicou.
A polcia informou que os casos de desaparecimentos de crianas e adolescentes em Bauru ocorrem em bairros mais carentes.
"Geralmente o desaparecimento no dura muito, porque so crianas que se escondem em casas de parentes ou vizinhos por conta de maus-tratos ou adolescentes que vo a festas sem avisar aos pais", retoma Cldson.
Um exemplo / Caso de "desaparecimento-relmpago" foi o de Mrcio (nome fictcio).
Aos 9 anos, ele no retornou da escola em 24 de fevereiro. A me registrou boletim de ocorrncia.
Segundo
informaes da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), que tambm cuida
desses casos, a criana foi encontrada em casa de vizinhos alegando
sofrer maus-tratos de familiares.
Segundo a polcia, a desinformao da populao e dos prprios policiais, nesses casos, pode atrapalhar os trabalhos.
"
importante dizer que no preciso esperar 24h/48h para registrar o
boletim de ocorrncia do desaparecimento. O policial tem obrigao de
fazer o boletim no momento em que os conhecidos forem procurar o
registro do B.O. Alm disto, o B.O pode ser feito pela internet",
explica Valencise.
O nmero de desaparecidos tambm influenciado por conta das
famlias no informarem o reencontro das pessoas. O registro do
reencontro de pessoas desaparecidas pode ser feito em qualquer delegacia
ou pelo 197 da polcia civil.
Em Bauru no h rgos especializados em desaparecimentos de crianas.
O
projeto "Caminhos de Volta", que tinha como parceira a Universidade de
So Paulo, ajudava nesses casos, mas foi extinto o ano passado por
conta do fim do convnio entre o Deinter (Polcia Civil) de Bauru e a
USP.
Uma me e sua busca pela filha
Um parente, um
amigo, um filho... Desaparecidos. o drama de Maria Benedita Almeida
Barbosa, 56 anos, me de Adriana Barbosa - desaparecida desde fevereiro
de 2005.
Seis anos depois do desaparecimento da filha, Maria Benedita ainda
no perdeu a esperana do reencontro. Esperana que beira a inocncia.
"H
trs meses eu ca no conto do vigrio. Um homem disse que minha filha
estava em Ourinhos, na divisa com o Paran. Acabei dando dinheiro para ele ajudar e ele fugiu", lamentou Maria.
Os telefonemas na madrugada tambm tiram o sono de Maria. "Eu recebo
telefonemas com gente gritando, pedindo 50 mil reais para devolver
minha filha", contou.
A me ainda conversa com policiais, que no tm pistas sobre Adriana. Ela tinha 26 anos na poca de seu desaparecimento.
"Ela
no namorava, era uma tima filha, trabalhava. Em casa, sempre fomos
unidos", ressalta a me. Maria tambm foi entrevistada pelo BOM DIA em
2007, quando o DAE (Departamento de Água e Esgoto) passou a divulgar
fotos de pessoas desaparecidas nas contas de gua. Mas no adiantou para
Adriana aparecer.
Hoje, Maria mora no bairro Nova Esperana com outra filha, que casada. Com problemas de presso arteiral, ela prefere no divulgar o seu telefone por medo de trotes.
Comunique casos
Polcia Civil: fone 197
Polcia Militar: fone 190
Associao Brasileira de Busca e Defesa a Crianas Desaparecidas:
(11) 3337-3331
Opinio do BOM DIA
Apurao e inteligncia policial
O
mistrio que cerca casos de desaparecimento s pode ser elucidado por
meio de um trabalho sistemtico de apurao e inteligncia policial.
Para isso, cada vez mais, cabe ao governo dar condies para que a
Polcia Civil desempenhe esse papel de investigao com a certeza da
continuidade.
Porque no h nada pior do que iniciar um caso sem
a convico de que haver um desfecho. As famlias clamam por
respostas. At porque qualquer cidado est sujeito a enfrentar um drama
como esse. Com aparato policial decente, um caso sem soluo pode,
enfim, ser concludo. Isso, no mnimo, devolve um pouco de paz de
esprito para quem apenas fica com a saudade.
Voc pode participar da mobilizao trocando sua foto do perfil pelo selo da semana nas diversas redes sociais
Comea nesta sexta-feira (25) e vai
at o dia 31 de maro, a Semana de Mobilizao Nacional para Busca e
Defesa da Criana Desaparecida. Transformada em Lei Federal
(12.393/2011) no incio de maro pela Presidenta Dilma Rousseff, a Lei
determina que, de 25 a 31 de maro, o Governo Federal realize aes
para promover a busca e a defesa das crianas desaparecidas no
territrio nacional.
Segundo dados da Rede Nacional de
Identificao e Localizao de Crianas e Adolescentes Desaparecidos
(REDESAP), desde 1º de janeiro de 2000 foram registrados 1.237 casos de
Crianas e Adolescentes desaparecidos/as no Brasil.
Neste ano
est prevista a distribuio de uma Edio Especial do Estatuto da
Criana e do Adolescente destacando a Lei 12.393 e a Lei 11. 259/2005
(Lei da Busca Imediata que determina a investigao policial imediata
em caso de desaparecimento de crianas ou adolescentes); a realizao
de curso de Capacitao para os atores da REDESAP, alm da ativao do site www.desaparecidos.mj.gov.br, criado em 2010 em parceria com o Ministrio da Justia e que armazena o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas.
Como a sociedade fundamental na soluo dos casos de desaparecimento,
a REDESAP est convocando todos os internautas a participarem da
Semana de Mobilizao Nacional para Busca e Defesa da Criana
Desaparecida modificando as suas fotos dos perfis nas diversas redes
sociais pelo selo da mobilizao por uma semana.
No fique de fora dessa
mobilizao! Para participar clique aqui, faa o download do selo da
Semana e troque-o pela sua foto no Orkut, Facebook, Twitter, Blogs,
etc. Esse um pequeno ato que pode ajudar a sanar a dor de uma
famlia!
Fonte:
Rede ANDI Brasil - Braslia (DF), com informaes da coordenao da
Rede Nacional de Identificao e Localizao de Crianas e Adolescentes
Desaparecidos (REDESAP) -24/03/2011
H sete anos, Viviane de Arajo Alves saiu de casa para ir à padaria, em So Bernardo de Campo (SP), e nunca mais voltou. Ela tinha 11 anos de idade e reclamava que a me, Telma de Arajo Alves, a prendia muito e que no a deixava dormir na casa das amigas. Na mesma semana do desaparecimento, a filha tinha contado para a me que uma vizinha tinha fugido de casa. Quando percebeu que a filha no voltava para casa, Telma saiu em busca de Viviane. Foi at a padaria, passou por algumas praas e no a encontrou. No dia seguinte, procurou uma delegacia de polcia para fazer o registro do desaparecimento.
"Na poca, no se fazia B.O. [boletim de ocorrncia] no mesmo dia [do desaparecimento]. No outro dia, fiz o B.O., procurei a Mes da S [organizao no governamental Associao Brasileira de Busca e Defesa a Crianas Desaparecidas, criada em 1996 por iniciativa de mes de crianas desaparecidas] e continuei a busca em praas do centro de So Paulo e em todos os lugares onde me diziam que tinham crianas de rua", afirmou. A busca tambm foi feita em hospitais e no Instituto Mdico Legal (IML), tambm sem sucesso.
Procurando por pistas, Telma ouviu o relato de um motorista de nibus que disse ter transportado a filha dela at o centro de So Paulo. "Ele falou que ela entrou no nibus e foi at o Parque D. Pedro. Ela estava com uma menina morena", disse a me. At hoje, Telma continua sem receber notcias da filha. " como se tivesse acontecido agora. uma falta. No se sabe se ela est viva ou morta, se est comendo, se est na rua, se tem uma famlia. S que, hoje, acho que Deus confortou mais meu corao e me deu sabedoria para lidar com essa situao. Foi um desespero grande logo no comeo", disse ela, que tem mais dois filhos.
Enquanto alimenta a esperana de abraar a filha novamente, Telma recorreu à tecnologia e envelhecimento digital. Por meio de uma parceria entre a Fundao Criana, de So Bernardo do Campo, e o Servio de Investigao de Crianas Desaparecidas (Sicride) da Polcia Civil do Paran, vrias fotos de Viviane, dos pais e dos irmos dela resultaram em uma imagem de como seria a fisionomia da menina nos dias de hoje. A tcnica de envelhecimento digital feita pelo Sicride de Curitiba (PR) desde 1996.
"So necessrias fotografias da criana, principalmente as que so focadas no rosto, fotos dos pais e dos irmos em vrias fases da vida. feita toda uma medio, um estudo da fisionomia da criana. So medidas as distncias entre os olhos, entre as orelhas e o queixo, entre a boca e os olhos. Com o estudo da progresso da idade, se consegue fazer um desenho-imagem bem aproximado de como estaria a criana nos dias de hoje", explicou Ana Claudia Machado, delegada chefe do Sicride.
Segundo a delegada, o trabalho minucioso desenvolvido por um artista forense e leva, no mnimo, 30 dias para ser concludo. Para esse tipo de trabalho, o artista tambm conta com um banco de dados de imagens, com fotos de pessoas que foram à delegacia fazer documentos de identidade. "Ele [o artista forense] tem olhos, narizes e bocas em nmero bem grande para poder ajud-lo a fazer esse estudo da progresso da idade".
De acordo com a delegada, uma das importncias dessa tcnica do envelhecimento digital de crianas e adolescentes desaparecidos seu carter preventivo. "Quando as pessoas veem divulgado esse trabalho, passam a ver que os desaparecimentos de fato acontecem e comeam a orientar melhor seus filhos". Alm disso, ela destaca que a tcnica ajuda a formar uma imagem mais atual do desaparecido. "A gente sabe que as transformaes so muito grandes com o passar dos anos". Segundo ela, a orientao para que essas imagens sejam refeitas a cada oito anos, perodo de tempo onde acontecem as transformaes mais significativas na fisionomia das pessoas.
Mas nem sempre a tcnica pode ser utilizada. Segundo a delegada, h muitos casos em que os pais ou familiares tem poucas fotos (ou nenhuma) da criana desaparecida, ou as fotos tm pouca qualidade. Ocorrem ainda casos que os irmos no so filhos do mesmo pai ou da mesma me, fatores que dificultam o trabalho.
Com o envelhecimento digital, Telma agora tem uma foto de Viviane envelhecida em mos e vrias dessas imagens esto sendo divulgadas por ONGs e na internet. "Ela era to menininha e agora j uma mulher", disse a me, sobre a imagem envelhecida da filha.
Alm da foto de Viviane, a Fundao Criana encaminhou a foto de outra criana à polcia do Paran para que tambm seja feito o procedimento de envelhecimento digital. Segundo o presidente da entidade, Ariel de Castro Alves, o objetivo adotar a mesma tcnica para tentar solucionar cinco casos de crianas desaparecidas que esto sendo investigados pela fundao.
No Paran, h um projeto de lei que prope que os rgos pblicos sejam obrigados a acessar a pgina do Sicride na internet e imprimir o cartaz com as fotos das crianas desaparecidas, para que possa ser fixado em local visvel. Parcerias com a iniciativa privada para expor as fotos das crianas desaparecidas em elevadores, praas de pedgio e at em mensagens de telefones celulares tambm esto em estudo. O Sicride mantm, em seu endereo na internet, um banco de imagens com fotos envelhecidas de crianas e adolescentes que desapareceram no Paran h muito tempo.
A presidente Dilma Rousseff sancionou, na semana passada, o PLC 108/10 , do ex-deputado Roberto Alves (PTB-SP), que institui a Semana de Mobilizao Nacional para Busca e Defesa da Criana Desaparecida, a ser realizada de 25 a 31 de maro. De acordo com a proposta, durante a semana, "sero desenvolvidas atividades que visem promover a busca e defesa das crianas desaparecidas no territrio nacional".
A presidente da Repblica tambm sancionou o PLC 180/10, do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que declara 2011 o Ano da Holanda no Brasil. De acordo com a proposta, a homenagem ser realizada por ocasio da comemorao, em abril deste ano, do centenrio da chegada de imigrantes holandeses ao municpio paranaense de Carambe.
Outros dois projetos sancionados na semana passada foram o PLC 215/09 , do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que confere ao municpio de So Leopoldo, no Rio Grande do Sul, o ttulo de Bero da Colonizao Alem no Brasil; e o PLC 36/10 , do deputado Luiz Alberto (PT-BA), que inscreve no Livro dos Heris da Ptria os nomes de Joo de Deus do Nascimento, Lucas Dantas de Amorim Torres, Manuel Faustino Santos Lira e Lus Gonzaga das Virgens e Veiga, heris da Revolta dos Bzios, ocorrida em 1798 na capital baiana.
Os quatro projetos foram aprovados na Comisso de Educao, Cultura e Esporte (CE) do Senado em 14 de dezembro. As sanes foram publicadas em edio extra do Dirio Oficial da Unio da ltima sexta-feira (4).
Autor: Da Redao / Agncia Senado
Projeto de Lei de autoria do vereador Danilo Segundo (PSB). Exibio das fotos deve ocorrer durante os trailers dos filmes.
Em busca de
amenizar o sofrimento de familiares e amigos por motivo de
desaparecimento de entes queridos, o vereador Danilo Segundo (PSB)
criou o Projeto de Lei que prev a obrigatoriedade dos cinemas de
Aracaju projetar nas telas, antes das sessões, as fotos de pessoas
desaparecidas. A exibio ser feita durante os trailers, com os
devidos contatos de cada desaparecido.
Segundo Danilo, uma dos
principais funes dos vereadores ajudar a resolver os problemas que
afligem à populao. "Procuro o mximo cumprir o meu papel. Ajudar a
populao aracajuana o meu dever", enfatizou o parlamentar.
Fonte: http://www.infonet.com.br/politica/ler.asp?id=109112&titulo=politicaeeconomia
Mais de 50 mil crianas e adolescentes desaparecem no Brasil todos os anos. A maioria (de 70 a 80%) dos casos, por problemas familiares. Do total de desaparecidos, 15% permanecem longos perodos sem serem localizados ou, simplesmente, no so encontrados. Os nmeros constam do relatrio final da CPI sobre o Desaparecimento de Crianas e Adolescentes da Cmara Federal, aprovado por unanimidade pela comisso no ltimo dia 9. A relatora da CPI, deputada federal Andrea Zito (PSDB-RJ), e a presidente da ONG Portal Kids - Mes do Brasil, Val Ferro, falaram esta semana, com exclusividade, ao programa Alerj Debate, da TV Alerj, sobre o tema, as dificuldades de se chegar aos nmeros reais de desaparecidos e propostas para reduzir o que ambas classificaram como "triste estatstica". A entrevista vai ao ar neste sbado (27/11), s 20h30, e na segunda (29/11), s 16h, no canal 12 da NET (no Rio), pela parablica (Brasilsat 4) e pela internet, no site www.tvalerj.tv.
Andrea Zito revela ao programa que a maior dificuldade encontrada por ela e pelos demais membros da CPI ao longo das investigaes, feitas em vrios estados brasileiros, foi justamente a falta de informaes sobre os desaparecidos. Segundo a deputada, no h um nmero real e unificado de registros, e as campanhas de esclarecimento ainda esto muito aqum do necessrio para a localizao das vtimas. "Pedimos dados estatsticos aos estados e no recebemos. No tivemos apoio suficiente para o levantamento dos dados, o que conseguimos foi a partir de levantamentos das Ongs que tratam do tema", disse a deputada ao programa, relatando a ausncia de uma ao conjunta e unificada entre poder pblico e sociedade, alm de uma campanha mais forte de conscientizao com apoio da mdia.
De acordo com a presidente da Mes do Brasil, Val Ferro, quando os casos de desaparecidos so relatados atravs dos meios de comunicao, seja em campanhas de conscientizao, ou at mesmo no noticirio, fica mais fcil localizar as crianas. "J tivemos uma novela que divulgou o drama das mes da Cinelndia e, somente naquele perodo, foram localizadas mil crianas desaparecidas", revela Val, que presta assistncia s famlias de desaparecidos h 12 anos, no Rio de Janeiro. Ela contou à apresentadora que as prprias mes, muitas vezes, se colocam no papel das autoridades e passam a buscar pistas que levem a seus filhos e parentes desaparecidos. "As redes sociais, como blogs e o Orkut, ajudam muito, mas preciso um servio mais amplo de informao", destaca, lembrando o assassinato da menina Camila Evangelista, 9 anos, aps cinco dias de seu desaparecimento no Rio.
Os casos das crianas desaparecidas chamaram a ateno da deputada Andrea Zito quando ela ainda exercia o primeiro mandato de deputada estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), entre 1999 e 2002. "Percebi a gravidade do problema quando muitas mes da Baixada Fluminense iam bater na minha casa, em Duque de Caxias, pedindo uma soluo", conta a parlamentar, que ao assumir o cargo de deputada federal props a criao da CPI, instalada h um ano e dois meses. O relatrio final, de 201 pginas, foi aprovado por unanimidade pelo colegiado no dia 9 de novembro. No documento, Andrea apresenta uma srie de propostas a serem implementadas pelo poder pblico e instituies. Entre elas, a criao de delegacias especializadas no atendimento de parentes de desaparecidos, capacitao de profissionais, principalmente das unidades policiais, e a criao de um banco de dados dos desaparecidos, a exemplo do Alerta Amber, existente nos Estados Unidos. A obrigatoriedade de registros de nascimentos nas maternidades pblicas em todo o Pas tambm faz parte do relatrio. "O mais importante unirmos foras para reduzir as estatsticas de desaparecimentos", finaliza.
Criao de delegacias especializadas so propostas na Alerj
A inexistncia de uma delegacia especializada neste tipo de ocorrncia - apontada pelo relatrio de Andra Zito como um dos maiores obstculos à reduo dos desaparecimentos - poder ser solucionada a partir da aprovao do projeto de lei 2.643/09, em tramitao na Alerj. Assinado pelo deputado Jorge Picciani (PMDB), o texto cria a Delegacia Especial da Criana e do Adolescente Desaparecidos, que ser incumbida do registro, investigao, abertura de inqurito e todos os demais procedimentos policiais necessrios para a localizao da criana e do adolescente desaparecidos no estado. Para isso, ela ter em seus quadros assistentes sociais treinados para o atendimento s famlias e todos os meios para recebimento de informaes, inclusive linhas telefnicas 0800 e canais via internet. "Apesar de existir o Setor de Desaparecidos na estrutura das quatro delegacias de Homicdios, a realidade que a tarefa de encontrar suas crianas e adolescentes, em geral, acaba ficando a cargo das prprias famlias, segundo relato de pais e mes que vivem esse drama", argumenta o parlamentar.
Fonte: http://www.andreiazito.com.br/blog/andreia-zito-na-tv-alerj/
Rio - A tecnologia ser aliada dos pais nas praias cariocas. Um sistema que envia imagens de crianas perdidas nas areias para teles ser implantado nos 309 quiosques administrados pela concessionria Orla Rio. Enquanto o mecanismo no entra em funcionamento, os postos de salvamento vo ajudar os menores desaparecidos a encontrar suas famlias. O projeto comea nas praias do Arpoador, Ipanema e Leblon j neste vero.
Na 1ª etapa, os postos de salvamento, cada um com bandeira de
uma cor, vo distribuir gratuitamente pulseiras impermeveis, da mesma
colorao, com nome e telefone dos pais. Se a famlia perder a criana, quem a achar encaminhar o menor ao posto certo para que os pais a localizem.
"A gente est trazendo para o Rio o modelo que j utilizado nas
praias do Nordeste e do Sul do Pas. O projeto comea em carter
experimental no fim de dezembro, nos cinco postos entre Arpoador e Leblon, do 7 ao 12", explica Joo Marcelo Barreto, vice-presidente da Orla Rio.
309 monitores
Na ltima etapa, os quiosques tambm ajudaro na tarefa de encontrar a
famlia da criana. Se o menor se perder, deve procurar um quiosque
para que seja fotografado. As 309 unidades da Orla Rio sero equipadas
com monitores e rede Wi-Fi - sistema j implantado entre as praias do
Leme e Leblon -, que transmitiro a imagem da criana, alertando a
famlia.
Nenhuma tecnologia substitui o olhar atento dos pais a cada
passo dos menores na praia, alerta a Fundao para a Infncia e
Adolescncia.
Pessoal deve ser capacitado
Gerente do programa SOS Criana Desaparecida, da Fundao para a
Infncia e Adolescncia, Luiz Henrique Oliveira aprovou o programa. Ele
abriu as portas para possvel parceria entre a concessionria e o
projeto que coordena. "Estamos sempre abertos para parcerias e prontos
para colaborar no que for possvel", disse.
Segundo ele,
importante que os funcionrios que lidaro com as crianas perdidas
sejam capacitados. Ele conta que o programa j promoveu aes na praia
para mostrar a importncia da identificao no pulso das crianas, e
que necessrio saber lidar com os imprevistos.
"J aconteceram casos em que o responsvel no procurou a
criana at o final da tarde. preciso saber o que fazer nessas
horas", afirma Luiz Henrique.
Mudanas
As obras de modernizao em quiosques administrados pela Orla Rio esto
em andamento. A mudana dos postos de salvamento ainda depende de
licenas das secretarias de Urbanismo e de Meio Ambiente.
QUIOSQUES
Os antigos esto sendo substitudos gradativamente pelos com novo
design. Atualmente, oito unidades de Copacabana passam por obras. Os de
Ipanema e do mirante da Av. Niemeyer tambm sero trocados.
POSTOS
O 1º a ser reformado ser o 9 de Ipanema. Obra deveria terminar at o vero, mas depende de licenas para comear.
ADAPTAO
Em 11 de dezembro, das 9h s 14h
dos sbados, comea no Posto 3 da Barra oferta de infraestrutura para
deficientes irem praia.
Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/11/criancas_serao_monitoradas_na_orla_125777.html
Relatrio da deputada Andreia Zito, aprovado nesta tera-feira, tambm sugere projeto de lei exigindo carteira de identidade para crianas a partir dos 6 anos.
A CPI do Desaparecimento de Crianas e Adolescentes aprovou, nesta tera-feira, o relatrio final da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ). A principal proposta do texto a criao, pelos governos federal e estaduais, de delegacias especializadas na investigao do desaparecimento de crianas e adolescentes.
De acordo com a deputada, essas delegacias devem ter equipes multidisciplinares capacitadas para lidar com os desaparecimentos, integradas por policiais, assistentes sociais, psiclogos, mdicos, advogados e educadores. Andreia Zito cita o exemplo do Servio de Investigao de Crianas Desaparecidas (Sicride), vinculado à Polcia Civil do Paran, que consegue resolver 99% dos casos que chegam at o rgo. "A experincia e o know how do Sicride devem ser levados a todo o Brasil, notadamente dado o seu sucesso", afirmou. Para ela, com delegacias dedicadas somente aos desaparecimentos de crianas e adolescentes, a possibilidade de avano muito maior.
Por sugesto da presidente da CPI, deputada Bel Mesquita (PMDB-PA), foi includa no relatrio uma indicao Presidncia da Repblica para a criao da Secretaria da Criana e do Adolescente. Na avaliao de Bel Mesquita, essa secretaria coordenaria aes com as reas de educao e segurana pblica. "Assim poderamos ter os recursos mais concentrados e com aes que tenham maior retorno para a criana e o adolescente, e principalmente para a famlia", ressaltou.
Identificao precoce
O relatrio prope tambm a elaborao de um projeto de lei obrigando a
identificao precoce das crianas, que dever ser feita por meio de
certido de nascimento feita em cartrio na maternidade, antes da alta
da criana.
Outra medida do projeto ser exigir a emisso de carteira de identidade a partir dos 6 anos de idade. O objetivo dificultar a subtrao das crianas e acelerar sua localizao.
Alm disso, a CPI apresentar projeto condicionando o recebimento de benefcios como o Bolsa-Famlia ao cumprimento da norma de identificao de crianas maiores de 6 anos.
No relatrio, a deputada Andreia Zito destaca tambm a falta de estatsticas confiveis sobre os casos de desaparecimento e de retorno ao lar. Segundo ela, isso torna "falsos e imprestveis" os nmeros de que o Poder Pblico dispe.
Embora no existam dados confiveis, Andreia Zito afirma que autoridades e mes que criam ONGs por causa do desaparecimento de seus filhos concordam que a maioria dos casos - 70% a 80% - ocorre em razo de problemas familiares. Apenas 20% a 30% so considerados desaparecimentos enigmticos, ou seja, que ocorrem sem que se saiba a causa.
Alertas em TV e rdio
A CPI tambm apresentar indicao aos ministrios da Justia e das
Comunicaes para que criem mecanismos semelhantes ao Alerta Amber, dos
Estados Unidos. Com o alerta, so divulgados dados das crianas e
adolescentes em cadeia de rdio e TV assim que o desaparecimento
comunicado.
A deputada Andreia Zito lembra que as emissoras recebem concesses de servio pblico e faz parte de sua obrigao servir aos interesses da sociedade. Ela sugere que no Brasil o alerta seja chamado Deca (Desaparecimento de Crianas e Adolescentes).
Aplicao de recursos
Aps pedido de deputados da base aliada, a relatora retirou do texto o
pargrafo no qual afirmava que o governo federal no tem tratado com
seriedade o combate ao desaparecimento de crianas e adolescentes.
A deputada reclamou da baixa aplicao de recursos na rea. Citando dados do Sistema Integrado de Administrao Financeira do Governo Federal (Siafi), ela afirmou que, ao final de 2009, dos R$ 39.170.377 empenhados pelo Fundo Nacional para a Criana e o Adolescente, apenas R$ 6.740.989 foram executados (17,2% do total), e, neste ano, de uma dotao inicial de R$ 20.349.100, foram executados apenas R$ 4.249.350 (20,9%) at outubro.
Andreia Zito tambm acatou sugesto dos integrantes da comisso para criao de uma rubrica especfica no Oramento da Unio destinada ao combate ao desaparecimento de crianas e adolescentes.
Fonte: http://www2.camara.gov.br/
"Wal, eu te amo! Amo a Valria, amo o Gilberto! Eu amo as Mes do Brasil, amo a humanidade!", gritou feliz Maria do Socorro Reis Sampaio depois de conversar com a filha e a me que ela no via h mais de 30 anos. Assim que entrou para o movimento Mes do Brasil, h seis anos, um dos primeiros desejos de Socorro foi o re-encontrar a famlia, que ela deixou no Maranho ao imigrar para o Rio de Janeiro, em busca de uma vida melhor. Aqui, encontrou muitas dificuldades e acabou perdendo o contato com a famlia.
Por anos, tentamos localizar a me e a filha de Socorro, sem xito. At que no ltimo dia 1º de novembro a filha de Socorro fez contato com Valria Magalhes, diretora executiva do Portal Kids e psicloga das Mes do Brasil, atravs do Orkut. Nossa busca e a da famlia de Socorro chegavam ao fim. Na mesma noite a famlia, que est em Braslia, conversou com Socorro pelo telefone.
Estamos em festa, em estado de pura emoo. Cada vez que uma vitria assim acontece, para as Mes do Brasil, uma parte de seus filhos volta para casa.
Feliz com mais essa vitria, a deputada Andreia Zito, nossa amiga e parceira, resolveu viabilizar o re-encontro de Socorro com a famlia. Andreia, que relatora da CPI da Criana Desaparecida e h dois anos acompanha os trabalhos do Portal Kids, doou a passagem de avio. Socorro viaja para Braslia na prxima sexta, 12. Sua filha a estar esperando no aeroporto.
Parabns Socorro! Voc merece! Ns tambm te amamos muito!
Muito obrigada deputada Andreia Zito.
Mes do Brasil e equipe do Portal Kids
Fonte: http://www.blogdasmaesdobrasil.blogspot.com/

Raquel Gonalves, tia de Larissa Gonalves Santos, sequestrada de dentro de casa no Rio de Janeiro em 31 de janeiro de 2008, postou essa frase hoje em sua pgina no Orkut. Raquel me em dobro. Sempre cuidou da sobrinha, principalmente depois do falecimento de sua irm, a me de Larissa.
Onde est voc Larissa, flor arrancada do nosso jardim?

Hoje dia em que acordamos com a costumeira dor no peito ainda mais forte.
Com os olhos cheios de lgrimas.
A saudade ainda mais dilacerante.
E o vazio... Como pode o vazio de nossa vida estar ainda maior?
Mas foi preciso levantar, fazer caf.
E fingir que hoje um dia normal, que os olhos de nossos outros filhos no esto tristes.
No notar a piedade e o desconforto dos que j cruzaram ou cruzaro por ns neste dia to feliz.
Foi preciso dar o brinquedo que os filhos que ficaram merecem.
Mas que foi to doloroso entrar na loja e comprar.
Pois o filho que nos foi tirado no est para receber.
Hoje dia de fingir sorrisos e chorar escondido o nosso amor amputado.
Mes do Brasil
No Brasil, estima-se que 40 mil crianas e adolescentes somem todos os anos
O Paran possui inmeros casos de crianas desaparecidas que at hoje esto sem soluo. E o diagnstico o mesmo h anos - as primeiras horas so decisivas para o encontro da criana. Uma poltica de preveno e maior agilidade nos casos esto sendo discutidos na Cmara dos Deputados. Tramita um projeto de lei que pretende criar um sistema de divulgao nos meios de comunicao que possibilite encontrar e resgatar com segurana crianas desaparecidas.
O deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR), autor do projeto, argumenta que preciso acelerar o processo de investigao. "A cada hora que passa aumenta a chance de o seqüestrador se afastar do local", disse. Na argumentao do seu projeto, o deputado Alfredo Kaefer diz que "o destino destas crianas quase sempre trgico, podendo ser vtimas de trfico de rgos, explorao sexual, adoes ilegais, etc., mas na maioria os casos terminam com violncia sexual e homicdio". Por isso mesmo, "uma rpida divulgao do desaparecimento nas redes de televiso e rdio vai aumentar muito a possibilidade de sucesso em resgatar essas vidas", enfatiza.
No Brasil, estima-se que 40 mil crianas e adolescentes desapaream todos os anos. Cerca de 10 a 15% desses casos no so resolvidos de imediato essas pessoas permanecem desaparecidas por longos perodos ou jamais so encontrados.
O projeto de lei 2893/2008 no Congresso Nacional, chamado "Alerta Amber", proposta pelo deputado se baseia em sistema implantado nos Estados Unidos, onde 800 mil crianas e adolescentes desaparecem todos os anos. O Alerta AMBER uma homenagem a uma garotinha de Arlington, Texas, seqüestrada e morta em 1996. Ela tinha 9 anos à poca e estava passeando de bicicleta perto de sua casa quando foi raptada por um homem com uma caminhonete. Seu corpo foi encontrado quatro dias depois em um canal a 6 km de sua casa. O crime jamais foi esclarecido.
Pelo projeto, os veculos de comunicao eletrônicos (rdio e televiso) ficam obrigados a veicular alertas com nome,descrio e imagens de crianas desaparecidas nas primeiras horas do ocorrido, desde que comprovada a situao por autoridade policial. "Temos estatsticas mostrando que esse tipo de alerta tem ajudado na recuperao de crianas e adolescentes seqüestrados nos Estados Unidos, onde o sistema existe h alguns anos", diz Kaefer.
Desaparecidos
Casos no resolvidos de crianas desaparecidas no Paran j tiveram muita repercusso nacional, como o do menino Ewerton de Lima Gonalves, raptado quando brincava prximo à sua casa em Curitiba em 23 de dezembro de 1988 - h quase 21 anos.
Outro desaparecimento sem soluo do garoto Everton Picagna, de Corblia - regio Oeste do estado. Ele foi visto pela ltima vez no dia 10 de outubro de 1994 - h 16 anos - quando saiu de bicicleta para jogar bola em um ginsio prximo de casa. Tinha apenas 13 anos.
Talvez o caso mais emblemtico seja o do garoto Guilherme Carams Tiburtius, sequestrado em frente de sua casa em um bairro de classe mdia de Curitiba no dia 17 de junho de 1991. Guilherme tinha 8 anos de idade e nunca mais foi visto.

Tudo começou numa ensolarada segunda-feira de 13 de julho de 2009. Meu irmo Arthur havia sado para dar a costumeira caminhada com nosso irmo Joo Batista, atualmente com 44 anos, portador de deficincia mental. Arthur chegou em casa desesperado, anunciando que Joo havia desaparecido diante de uma loja de biscoitos da Avenida Princesa Isabel, em Copacabana (Zona Sul do Rio). Sempre costumvamos comprar biscoitos neste local para oferecer a Joo durante a caminhada. Arthur entrou para comprar o biscoito, Joo ficou na entrada da loja como sempre fazia. Quando Arthur voltou minutos depois, no encontrou mais Joo.
Comeava ali a nossa saga. Percorremos a p todas as ruas dos bairros do Leme e Copacabana - nunca pensei que esses bairros fossem to grandes. Procurei uma cabine da Polcia Militar que fica na nossa rua na esperana de que o policial de planto fosse conhecido. No era. Ele disse que nada poderia fazer para me ajudar. Avistei uma patrulha da PM, me dirigi aos soldados que estavam dentro do veculo e expliquei o que havia acontecido. Dei uma descrio do meu irmo, a roupa que ele vestia (camiseta de malha azul, bermuda branca com listas azuis e tnis azul marinho), que portava a carteira de identidade no bolso traseiro da bermuda, deixei meu telefone. Os policiais disseram que iriam passar um rdio para as outras cabines e patrulhas do Leme e de Copacabana. Segui em frente, falei com porteiros, comerciantes, jornaleiros, a cada patrulha ou cabine da PM fazia o mesmo e eles sempre diziam que iriam passar um rdio para as demais cabines e patrulhas. No acredito que isso tenha sido feito. Se tivesse acontecido, meu irmo hoje poderia estar em casa. Apelei tambm para guardas municipais e salva vidas que fazem a segurana das orlas das praias do Leme e Copacabana. Minha mãe percorreu os bairros de txi. No fim da tarde fomos a diversos hospitais e nada.
Por volta das 23 horas fomos a 12ª DP da Rua Hilrio de Gouveia. Hilrio mesmo foi a forma que fomos atendidas pelos policiais de planto. Alm de se recusarem a fazer o boletim de ocorrncia, o policial ainda perguntou a minha mãe, uma senhora de 70 anos, bastante cansada pela procura de um dia inteiro de um filho doente desaparecido, se ela tinha certeza de que meu irmo no queria desaparecer.
O registro de ocorrncia s foi feito no dia seguinte, na 10ª DP de Botafogo, que no entanto nos encaminhou mais uma vez para a 12ª DP, por ser a delegacia responsvel por aquela regio. Nunca vi uma delegacia to despreparada. Parecia que eu e minha famlia ramos os bandidos.
No segundo dia percorremos os abrigos municipais e estaduais, IML (Instituto Mdico Legal), Polinter e com o passar dos dias fomos em todos os hospitais da cidade, clnicas conveniadas ao SUS (Sistema nico de Sade), bombeiros. Por diversas vezes percorremos a cidade com a equipe da prefeitura que recolhe o pessoal da rua. Por incrvel que parea encontramos a maior solidariedade entres os moradores de rua. Eles nos informam onde eles comem, tomam banho, se renem, do indicaes onde podemos procurar.
Continuamos na busca por meu querido irmo e tenho certeza que iremos encontr-lo, mas temos que procurar modificar algumas coisas para facilitar a busca dessas pessoas, principalmente de crianas, pessoas portadoras de deficincia e/ou distrbios psquicos e de pessoas idosas, pois da forma que acontece atualmente fica difcil.
Alice Mattos, irmã de Joo e a mais nova integrante do movimento Mes do Brasil.
Dia 23 de setembro, às 19h30, no auditrio 333, ser realizado o evento "Memria e Verdade: o direito à denncia do terrorismo de Estado no espaço pblico".
As representantes das Abuelas e das Madres de Plaza de Mayo, de Buenos Aires, Argentina, integrantes do Conselho de Gesto do Parque da Memria e Monumento às Vtimas do Terrorismo do Estado, estaro na PUC-SP para falar de suas lutas pelo direito à denncia do terrorismo de Estado, perpetrado pelas ditaduras na Amrica Latina, particularmente na Argentina.
Ser tratada a preservao desta memria destacando a experincia na ocupao de espaços pblicos, onde monumentos cumprem a funo de rememorar o quanto tais barbries ceifaram vidas. Alguns familiares de vtimas da ditadura brasileira vo expor a atual conjuntura das lutas pelo direito à memria, à verdade e à justia, bem como o quanto a ausncia de uma justia de transio tem infludo na ao cotidiana do Estado, especialmente no que diz respeito à violao dos direitos humanos das populaes pobres e perifricas.
Convidamos a todos para participarem desta iniciativa, divulgando o evento e comparecendo ao debate que ser aberto aps a exposio inicial das integrantes da mesa.
Abertura do evento: Vdeo do Parque da Memria.
Mesa: Memria e Verdade: o direito à denncia do terrorismo de Estado no espaço pblico.
- Integrantes do Conselho de Gesto do Parque da Memria e Monumento às vitimas do Terrorismo de Estado.
* Estela Carlotto - presidente de Abuelas de Plaza de Mayo.
* Lita Boitano - presidente de Familiares de Desaparecidos y Detenidos por Razones Polticas.
* Carmen Lapaco - Madres de Plaza de Mayo - Lnea Fundadora.
* Vera Jarach - Madres de Plaza de Mayo - Lnea Fundadora.
- Pelas comissões em luta pelo reconhecimento do terrorismo de Estado pela ditadura no Brasil.
* Angela Mendes de Almeida - do Observatrio das Violncias Policiais-SP.
* Laura Petit - da Comisso de Familiares de Mortos e Desaparecidos.
Data: 23 de setembro - 19h30.
Local: Auditrio 333 - Prdio Novo - PUC-SP - Rua Monte Alegre, 984, Perdizes.
Fone: 36708511. E-mail: histpos@pucsp.br
Coordenao:
Ncleo de Estudos de Histria: trabalho, ideologia e poder (NEH:TIPO)
Centro de Estudos da Amrica Latina (CEHAL)
Ncleo de Estudos de Histria Social da Cidade (NEHSC)
APOIO:
APROPUC
AFAPUC
Comisso de Familiares de Mortos e Desaparecidos
Ncleo de Estudos e Pesquisas sobre Seguridade e Assistncia Social (NEPSAS)
Revista Caros Amigos
Fonte: http://rogeliocasado.blogspot.com/2010/09/memoria-e-verdade-o-direito-denuncia-do.html
Atualmente, h pelo menos 79 pessoas internadas em hospitais do Estado de So Paulo sem identificao e sem a companhia de um familiar ou amigo. Do total, 45 esto em hospitais da capital, quatro em Guarulhos, quatro em Santo Andr, seis em Mogi das Cruzes, uma em Aruj, uma em Santa Rita do Passa Quatro, uma em Campinas, uma em Osasco, uma em Botucatu, uma em Diadema, 11 em Ribeiro Preto, uma em Santos, uma na Praia Grande e uma em Vrzea Paulista.
A Secretaria Estadual da Sade disponibiliza em seu site (www.saude.sp.gov.br) um serviço para que os pacientes sem identificao possam ser encontrados por seus familiares. As fotos e dados desses pacientes so disponibilizados pelos hospitais. O serviço gratuito e aberto para qualquer hospital, pblico ou particular.
Para colocar a foto de pacientes "esquecidos" no site, os hospitais precisam encaminhar um e-mail para naoidentificado@saude.sp.gov.br com os seguintes dados: nome do hospital, endereço do hospital, telefone do setor responsvel, e-mail do setor responsvel, nome completo do responsvel, R.G. e C.P.F. do responsvel, caractersticas fsicas do paciente (sexo, cor da pele, dos cabelos, dos olhos, altura e peso), alm da foto do paciente. As informaes tambm podem ser enviadas à Secretaria pelo correio.
Lei 13.494 foi publicada no Dirio Oficial do Estado
O Dirio Oficial do Estado desta segunda-feira (26.07), publicou a Lei n 13.494, de 2010, determinando que as estaes rodovirias no RS disponham de lugar especfico e de boa visibilidade, para a fixao de cartazes com fotos de crianas e adolescentes desaparecidas.
Para o autor da proposta, deputado Gerson Burmann (PDT), a fixao do cartaz em local visvel, de preferncia prximo ao guich de venda de passagens, poder auxiliar na identificao de alguma criana desaparecida e, assim, ser informado às autoridades. Na prxima semana, Burmann vai buscar o apoio da Secretaria da Segurana, no sentido de viabilizar a confeco dos cartazes com dados oficiais sobre os casos de desaparecimento.
Fonte: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2299365/lei-obriga-fixacao-de-cartazes-de-criancas-desaparecidas-nas-rodoviariasDeciso judicial sobre um caso que se arrasta h anos pode finalmente expor mais uma vez o carter criminoso da ditadura na Argentina e as relaes entre mdia e militares. Por definio da Cmara Nacional de Cassao Penal, os dois filhos adotivos da diretora do jornal argentino El Clarn, Ernestina Herrera de Noble, devero comparar seu DNA com uma base de dados genticos de pessoas desaparecidas durante a ditadura. Uma das fundadoras do movimento Avs da Praa de Maio, Chicha Mariani, suspeita que a filha de Ernestina Herrera seja, na verdade, sua neta, Clara Anah, cujos pais foram seqüestrados por militares em sua casa, em novembro de 1976.
Segundo a agncia de notcias argentina Tlam, a Corte Suprema de Justia da Argentina rejeitou na ltima quarta-feira (19/5) um recurso dos herdeiros do conglomerado de comunicao que solicitava a suspenso da investigao de suas verdadeiras identidades. Com a deciso da Justia, sero obrigados a fazer um exame de DNA. Se for comprovado que Felipe e Marcela so crianas sequestradas, Ernestina Herrera de Noble pode ser presa.
O Tribunal rejeitou todas as queixas e solicitaes de Ernestina, como, por exemplo, a acusao de que as escovas de dente de seus filhos haviam sido furtadas, para que o exame fosse feito sem consentimento. Ela pedia tambm a atuao de dois advogados em sua defesa, mas o nome de ambos est envolvido em processos na Argentina por crimes cometidos durante a ditadura. A lei determina que o exame seja feito no Hospital Durand e que as amostras sejam comparadas com todas as demais que esto no Banco Nacional de Dados Genticos de desaparecidos. Os Noble solicitavam que o exame fosse feito pelo Corpo Mdico Forense da Corte, hospital da Justia, e contrastado apenas com duas amostras, de famlias que suspeitam ter parentesco com Felipe e Marcela.
Disputa judicial
A suspeita de que os dois foram adotados ilegalmente por Ernestina no recente. Em dezembro do ano passado, o jornal Pagina 12 publicou matria onde afirmava que a Cmara Federal de San Martin teria mandado o juiz Conrado Bergesio realizar "de forma imediata e sem mais postergaes" os exames de DNA dos filhos adotivos da dona do grupo Clarn, e "submeter (as amostras genticas) às comparaes necessrias" para conhecer sua identidade. Os juzes Hugo Gurruchaga e Alberto Criscuolo destacaram que Bergesio se enreda em discussões que no levam a lugar algum" e, sete anos depois de ter herdado a causa, "no realiza a medida bsica, essencial e impostergvel" de cruzar os DNAs de Marcela e Felipe Noble com os das 22 famlias que buscam crianas desaparecidas antes de suas adoes. "A resoluo nos permite recuperar a expectativa de que a causa seja resolvida e tambm acreditar que efetivamente existe o princpio de igualdade ante a lei", disse Alan Iud, advogado das Avs da Praa de Maio, na poca.
Segundo o documento de adoo, no dia 13 de maio de 1976, Ernestina de Noble se apresentou diante da juza Oflia Hejt, de San Isidro, com um beb a quem chamou Marcela. Ela disse que havia encontrado o beb onze dias antes em uma caixa abandonada na porta de sua casa, em Lomas de San Isidro, e ofereceu como testemunhas uma vizinha e o caseiro da vizinha. Em 2001, Roberto Antonio Garcia, de 85 anos, declarou ao juiz Robertto Marquevich que nunca foi caseiro na casa em questo. Seu trabalho, durante quarenta anos, foi como chofer da famlia Noble. Garca disse ainda que Noble nunca viveu na casa declarada por Ernestina, dado que o juiz confirmou em registros oficiais. Tampouco a suposta vizinha vivia ali, segundo declarou sua neta e confirmou a polcia. As datas apresentadas pela dona do Clarn tambm se revelaram falsas.
O expediente de adoo de Felipe sustenta que a suposta mãe, Carmem Luisa Delta o apresentou à juza Hejt, em 7 de julho de 1976. No mesmo dia, sem determinar as circunstncias do nascimento, a juza concedeu a segunda guarda a Noble. Mais tarde, o juiz Marquevich determinou que a senhora Delta nunca existiu. Segundo texto apresentado pelas Avs da Praa de Maio, em julho de 2008, o dado falso sobre a casa em San Isidro e outras informaes incorretas foram "decisivas para determinar a competncia do tribunal". Hejt, j falecida, a mesma juza que, em abril de 1977 - sem procurar localizar os pais, apesar das evidncias de que tinham sido seqüestrados - autorizou a adoo de Andrs La Blunda, de trs meses, que acabou recuperando sua verdadeira identidade em 1984.
Com Pgina 12 e Opera Mundi
Fonte: http://www.sul21.com.br/index.php/permalink/secundaria_destaque/213
Uma palestra sobre o tema "A Importncia do Banco de Dados de Pessoas Desaparecidas no Estado de Alagoas para a Promoo da Cidadania", proferida pelo chefe do Laboratrio de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luiz Antônio Ferreira, marcou nesta segunda-feira (31) o lanamento de uma campanha de divulgao do banco de dados de desaparecidos no Estado. A palestra foi realizada no auditrio da Associao dos Delegados de Polcia (Adepol-AL), no bairro de Jacarecica, em Macei.
O secretrio de Defesa Social, Paulo Rubim, revelou que o projeto pioneiro no Brasil e deve servir de referncia para outros estados. "Autoridades de Pernambuco j se mostraram interessadas em levar o modelo aqui implantado como forma de ampliar esse banco de dados", afirmou.
Rubim informou que outra ferramenta para registrar o desaparecimento de pessoas tambm est em funcionamento no Estado, atravs da Rede Infoseg, da Secretaria Nacional de Segurana Pblica (Senasp). Uma campanha de divulgao desse instrumento ser realizada nos prximos dias, principalmente entre as delegacias de polcia.
A diretora do Centro de Percias Forenses (CPFor), Ana Mrcia Nunes, revelou que o projeto de implantao do Banco de Dados de Pessoas Desaparecidas resulta de um convnio entre o governo estadual, por meio da Secretaria de Defesa Social, e a Universidade Federal de Alagoas, assinado no ltimo ms de março.
Ela informou que, ainda este ano, delegados, escrives e agentes de polcia recebero treinamento em todo o Estado para que possam operar com eficincia o programa. "S sabe a angstia de ter um ente querido desaparecido quem passou por esta experincia. Esse projeto vai oferecer dignidade às famlias dos desaparecidos", afirmou.
O defensor pblico Otoniel Pinheiro Neto elogiou a iniciativa e assegurou que a Defensoria Pblica de Alagoas ser uma parceira nesse trabalho. Aqui estamos inaugurando uma nova etapa de defesa dos direitos humanos no Estado, completou.
O palestrante Luiz Antônio Ferreira lembrou que a instalao do Banco de Dados uma meta que ele persegue h mais de dez anos e que agora est sendo concretizado.
Diversos rgos e entidades devero estar envolvidos com o projeto, entre eles, as polcias Civil e Militar, Ministrio Pblico, Justia Estadual e Federal, Conselho Tutelares, IMLs, Institutos de Criminalstica e de Identificao, Centros Sociais Comunitrios, Ordem dos Advogados do Brasil, CAV-Crime, Prefeituras e parlamentares.
Estiveram presentes ainda à solenidade: a diretora da Apocal, Simone Marques; o presidente da Adepol-AL, Antônio Carlos Lessa; os ex-secretrios de Defesa Social, Robervaldo Davino e Joo Mendes, e a representante do CAV-Crime, Kessiane Xavier Lopes.
Banco de Dados de DNA
O Banco de Dados de DNA de Pessoas Desaparecidas - BDPD - um projeto sem fins lucrativos, concebido e desenvolvido pelo Laboratrio de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas - Ufal. Este projeto conta com a participao e colaborao de vrios pesquisadores, profissionais de outras reas e membros da comunidade que tem como objetivo minorar o sofrimento das famlias que tem um parente desaparecido e que necessitam de apoio nesta busca.
O BDPD auxilia na busca de pessoas desaparecidas, integrando as informaes nacionalmente. Atualmente o BDPD permite que se faa a busca de pessoas desaparecidas e j cadastradas por seus familiares no Banco, utilizando caractersticas fsicas como cor dos olhos, tamanho, peso, cor da pele e outras. Pessoas fsicas e entidades pblicas ou privadas podem cadastrar no BDPD o desaparecimento.
O Banco pblico e de livre acesso atravs da internet. O sistema composto por dois bancos de dados, um pblico de informaes sobre pessoas desaparecidas e outro para identificao de cadveres e restos mortais atravs do estudo do DNA. (A identificao de cadveres e restos mortais somente est disponvel para o estado de Alagoas).
O BDPD uma ferramenta computacional, sistema servidor-cliente, que permite que informaes genticas e no genticas sobre pessoas desaparecidas e/ou no identificadas e seus familiares sejam centralizadas e compartilhadas num Banco de Dados.
A parte no pblica do BDPD composta de informaes genticas e no genticas de familiares de desaparecidos, de desaparecidos e de cadveres e/ou restos mortais no identificados.
As informaes genticas so obtidas atravs do estudo do DNA com marcadores microssatlites autossomos e ligados ao cromossomo Y. A comparao do DNA efetuada utilizando software especialmente desenvolvido para este fim pelo Laboratrio de DNA Forense da UFAL. Atualmente esta funo de identificao atravs do estudo do DNA somente est disponvel no estado de Alagoas.
Todos os serviços prestados pelo BDPD so gratuitos, inclusive os estudos comparativos do DNA.
Fonte: PC/AL

En 1976, durante la ltima dictadura cvico-militar, desapareci con slo 3 meses de vida. Su abuela "Chicha" Chorobik de Mariani la recrea en una exposicin audiovisual y documental en Mar del Plata.
La muestra audiovisual y documental sobre la lucha de la abuela Mara Isabel "Chicha" Chorobik de Mariani por recuperar a su nieta Clara Anah, desaparecida por el terrorismo de Estado durante la ltima dictadura cvico-militar el 24 de noviembre de 1976 con 3 meses de vida, ser inaugurada al pblico hoy en el Teatro Auditorium de Mar del Plata.
Luego de un exitoso paso por el pasaje Dardo Rocha, en La Plata, y por canal 7, los ciudadanos de "la feliz" podrn acceder durante un mes a visitarla. La exposicin tiene como objetivo promover la defensa de los Derechos Humanos y la bsqueda de datos que permitan la recuperacin de los niños y niñas desparecidos en manos de genocidas.
Luego, el prximo martes a las 13.30 en el Auditorium, se har la presentacin oficial, que contar con la presidenta de la comisin de Derechos Humanos de la Cmara baja, Marta Mdici; la secretaria de Derechos Humanos de Buenos Aires, Sara Derotier de Cobacho; y la fundadora de Abuelas de Plaza de Mayo, Chicha Mariani.
La exposicin es organizada por la comisin de Derechos Humanos de la Cmara de Diputados bonaerense, juntamente con la Asociacin Anah, la Secretara de Derechos Humanos de la Provincia y el Instituto Espacio para la Memoria.
Una vez que finalice su estada en la ciudad balnearia, la documentacin ser expuesta en la provincia de La Pampa.
Pmela Nazareth da Silva, 10 anos, brincava com outras crianas no bairro Boqueiro, Saquarema, RJ, quando foi abordada por um homem em uma moto preta. Pmela subiu na garupa e ao passar diante de sua casa, apontou, como pedindo ao desconhecido que parasse. O motoqueiro seguiu em frente levando Pmela que at hoje se encontra desaparecida. Voc pode ajudar a localizar Pmela. Divulgue essa mensagem em seu twitter, blog, Orkut , e-mail e/ou MSN. Para voltar para casa, Pmela s precisa que voc espalhe essa idia.
Informaes: atendimento@portalkids.org.br ou (55 22) 2651 74 62
Nota à imprensa
Na semana passada, o governo lanou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, numa tentativa de dar respostas à sociedade que clama por aes efetivas nessa rea.
Paralelamente, a CPI do Desaparecimento de Crianas e Adolescentes, que h seis meses investiga causas, responsabilidades e destinos dos desaparecidos no pas, vem buscando atravs das autoridades federais e estaduais formas que solucionem os casos de desaparecimentos, considerando, principalmente, as diversas realidades brasileiras.
O Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, elaborado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidncia da Repblica, em conjunto com o Ministrio da Justia, uma ferramenta arcaica, nada mais que uma maquiagem sobre um Cadastro que j existia h mais de 10 anos, e que registrou, em 2009, apenas 117 crianas e adolescentes desaparecidos no pas inteiro, enquanto as Organizaes Sociais que lidam solitariamente com o problema j falavam em 40 mil desaparecimentos POR ANO!
Falar que o Cadastro foi criado para se tornar uma Rede Nacional de Investigao uma falcia. Que ferramentas ele apresenta para auxiliar nas investigaes? Nenhuma. O Cadastro ser alimentado pelo Sistema de Informao das Secretarias de Segurana Pblica dos Estados - INFOSEG- que dizem que funciona on-line, num pas em que muitas delegacias no possuem sequer computadores, onde os boletins so feitos ainda em mquinas de escrever da dcada de 70.
Que credibilidade tem um Cadastro, cujas principais fontes de informao - as Secretarias de Segurana Pblica - no so obrigadas a repassarem as informaes dos desaparecimentos e das apuraes nos estados? O repasse apenas opcional, assim como o tratamento que muitas delegacias do aos registros de sumiços de pessoas.
Que rede de investigao esta, se o Cadastro servir apenas de cartaz "on line" de exposio das carinhas dos que foram subtrados dos seus lares?
O tratamento que o tema "pessoas desaparecidas” tem recebido nesse pas vergonhoso. A polcia est despreparada para lidar com o assunto, no h capacitao profissional, no h delegacias especializadas, no h estratgia de busca. No h nada. um assunto de terceira ou quarta categoria, num pas em que at um cadastro de veculos roubados funciona mais efetivamente que o de seres humanos. A nica exceo o Estado do Paran, que conta com um serviço muito eficiente, denominado SiCRIDE (Serviço de Investigao de crianas Desaparecidas ).
Nesses meses todos em que a CPI est investigando o assunto, chegamos a diversas conclusões. Uma delas de que o cadastro de pessoas desaparecidas no pode misturar crianas e adultos. So duas realidades diferentes. O adulto desaparece, na maioria das vezes, por vontade prpria. A criana, no. Em sua inocncia, ela subtrada, retirada, roubada, levada contra sua vontade ou enganada por algum.
No encontro com o atual Ministro da Justia, Luiz Paulo Barreto, ele teve a sensibilidade de pedir para que a CPI, com todo o conhecimento que acumulou nesses meses de investigao, auxilie no aperfeiçoamento do Cadastro Nacional de Desaparecidos. Algo que seu antecessor no fez, desperdiando tempo e dinheiro na criao de uma ferramenta intil. Tempo que significou novas perdas, mais desaparecimentos.
Quem sabe agora, as autoridades federais possam entender que o problema do desaparecimento no pas no uma questo matemtica apenas. um assunto que exige um conjunto de aes governamentais efetivas e eficientes.
Deputada Andria Zito (PSDB-RJ)
Relatora da CPI da Criana e da Adolescente Desaparecidos
Fonte: http://www.cpicriancasdesaparecidas.com.br/noticia_box_01/nota-a-imprensa/
Rio - O lanamento do Projeto Sou da Vez, do Movimento Helaiz, formado por mes em luta pela preveno ao sequestro e ao desaparecimento de crianas acontecer nesta quarta-feira, entre 14h e 17h, no auditrio do Centro de Artes Calouste Gulbekian, na Rua Benedito Hiplito, 125, Praa Onze, Centro do Rio.
Haver teatro com as crianas da Casa das Artes - Mangueira, debate com autoridades de Direitos Humanos e de Infncia e Juventude, lanche e o lanamento oficial do projeto, com uma apresentao das mes do Helaiz, que fundaram o movimento depois de ter as suas filhas sequestradas.
O projeto envolve, em uma primeira etapa, a realizao de uma campanha para tentar sensibilizar a populao sobre a necessidade de se manter as crianas sob permanente cuidado de adultos. A Fiocruz doou os primeiros mil cartazes que sero distribudos em comunidades, escolas, postos de sade, bares, entre outros espaços de circulao de adultos. A arte do cartaz, assinada por Diego Novaes, ser apresentada no ato de lanamento do projeto.
Enquanto cobra do Estado polticas pblicas de proteo à vida das crianas e adolescentes, o Movimento Helaiz tambm acredita na importncia de promover, por meio do Projeto Sou da Vez, o resgate da solidariedade comunitria no cuidado das crianas, para que nenhuma fique sozinha na rua ou em casa, sem a observao de um responsvel.
O sequestro de crianas e adolescentes ocorre no Rio, principalmente, com meninas, de 9 a 14 anos, moradoras de favelas ou comunidades pobres. Elas so levadas por estranhos quando ficam em casa ou na rua porque os pais saem para trabalhar e no tm dinheiro para pagar babs, sem a alternativa de creches para essa faixa etria. H notcia de que tenham ocorrido pelo menos quatro sequestros de meninas neste ano no Rio.
Araatuba - A menina Bruna Cristina da Silva Moço foi vista pela ltima vez h oito anos, descala e vestida com uniforme escolar, um short azul e camiseta branca da Emef (Escola Municipal de Educao Infantil) Dirce Spnola, de Birigui. Isso foi no dia 19 de setembro do ano 2000. Ela tinha seis anos quando saiu de casa, por volta das 16h, para comprar ovos a pedido da mãe, e nunca mais foi vista. A garota morava no bairro Toselar e at hoje est na lista das dezenas de milhares de crianas desaparecidas no Pas.
O Conselho Tutelar de Birigui informou, nesta sexta-feira, que ainda mantm a ficha de Bruna em primeiro plano nas aes de trabalho, mas remota a chance de ela ainda estar na regio.
Mas o drama da mãe da Bruna, Leandra Leite da Silva, est longe de terminar. Hoje ela mora em Bauru e espera diariamente que a criana seja encontrada.
A polcia da regio enviou, na poca, comunicado para as centrais de todo o Pas, mas no existe no Brasil uma lista oficial que possa ser consultada pela polcia com agilidade. Se Bruna for encontrada em outro Estado, o contato com sua famlia pode ser prejudicado.
Mas um projeto de lei, que est em tramitao no Congresso Nacional, pode ajudar na localizao de Bruna e outras crianas desaparecidas.
O Cadastro Nacional de Crianas e Adolescentes Desaparecidos (Projeto de Lei 1.842 de 2007), apresentado pela deputada Bel Mesquita, do PMDB do Par, j foi aprovado pelos deputados. Espera, agora, aprovao no Senado. No h prazo para que o projeto seja apreciado.
A proposta tem por objetivo facilitar o acesso a informaes que permitam a identificao desses desaparecidos, agilizando o trabalho da polcia na busca e localizao e evitando que as crianas e adolescentes sejam submetidos a abusos. O cadastro dever conter caractersticas fsicas e os dados pessoais dos menores cujo desaparecimento tenha sido registrado.
A delegada titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Araatuba, Luciana Pistori Frascino, diz que o cadastro por ajudar muito o trabalho da polcia. 'Se a gente tiver acesso a essa lista, por meio do computador, podemos trocar informaes com maior agilidade e as chances de xito so muito maiores', afirma Luciana.
REA DE BUSCA
Ela explica que, quanto mais rpido forem iniciadas as buscas em uma regio geogrfica maior, as chances de encontrar um menor raptado, por exemplo, proporcionalmente superior.
A base de dados do cadastro vai ser mantida com recursos do Fundo Nacional de Segurana Pblica. A Unio dever firmar convnio com estados e com o Distrito Federal para definir a forma de acesso às informaes e o processo de atualizao dos dados.
A deputada Bel Mesquita defendeu, no texto de justificativa do projeto, que o cadastro, com consulta pblica, vai permitir que uma criana desaparecida em um estado seja mais facilmente localizada em outra parte do Pas. Segundo a autora do projeto, j existem cadastros em diversos estados, mas no h uma integrao entre eles.
Para delegada, cuidados precisam ser redobrados
A delegada titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Araatuba, Luciana Pistori Frascino, diz que em casos em que a criana no encontrada na vizinhana ou casa de amigos, a polcia tem de ser acionada imediatamente. Os pais ou responsveis podem ligar para o 190 ou 197. 'Todo cuidado pouco quando se trata de uma criana. No se deve descuidar em nenhum momento', afirma.
Luciana diz que a maioria dos casos de desaparecimento ocorre no porto ou nas proximidades da casa. Ela enfatiza que os crimes so cometidos, geralmente, por pessoas do crculo de convivncia da criana, pois quando registrado um rapto, por exemplo, os pais e vizinhos no ouvem gritos. "Às vezes os pais deixam a criana ter contato com muita gente e at com estranhos em bares, por exemplo. O raptor pode aproveitar para ficar sempre prximo e um dia aproveita a distrao dos responsveis para levar a criana", explica a delegada.
Ela ensina que os pais devem fazer a criana decorar o endereço em que mora e um telefone em que parentes possam ser encontrados, para que possa pedir ajuda caso esteja perdida.
O desaparecimento de Bruna Cristina da Silva Moço, de seis anos, em setembro de 2000, o nico em andamento na regio. Os demais, explica a delegada, foram casos em que os menores chegaram at a ir para outros Estados depois de um desentendimento em casa, mas foram encontrados.
ESTATSTICA
Segundo a ABDC (Associao Brasileira de Busca e Defesa das Crianas Desaparecidas), cerca de 40 mil crianas e adolescentes desaparecem por ano no Brasil, por motivos variados, que vo de brigas em casa a sequestros. J.O.
Os brasileiros que procuram filhos ou descendentes desaparecidos passam a contar, a partir desta semana, com um banco de DNA que ir ajudar a identificar crianas perdidas. O Projeto Caminho de Volta, lanado pelo Departamento de Medicina Legal, tica Mdica e Medicina Social e do Trabalho da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), montou um laboratrio com um seqüenciador automtico de DNA (cido Desoxiribonucleico), que rene os elementos genticos que identificam cada ser humano.
Avaliado em R$ 1 milho, o equipamento permitir analisar duas mil amostras de material gentico por semana. Ele ser primordialmente usado para anlise gentica de jovens que vivem em abrigos pblicos ou foram encontrados pela polcia.
Gilka Figaro Gatts, professora da FMUSP e coordenadora do trabalho, explica que a localizao das crianas normalmente acontece quando algum da populao as identifica por fotos. "S que, muitas vezes, essas crianas envelhecem, mudam de fisionomia ou esto desaparecidas h mais de dez anos e o reconhecimento fica muito difcil”, diz. A genotipagem otimizar o atual sistema de busca, registro de dados e troca de informaes.
A coordenadora explica o novo processo: "A anlise do DNA extrado gera um perfil que inserido em um banco de dados. O perfil dos pais arquivado em um banco e o dos filhos em outro. Toda vez que uma criana sem filiao encontrada, essas informaes genticas so cruzadas. Se no for encontrada nenhuma compatibilidade, o DNA fica arquivado no banco de dados. Sempre que entra no sistema um pai, ou uma criana, automaticamente os bancos so cruzados”.
Gilka acredita que o material gentico um instrumento de busca eficaz, porque imutvel. "O perfil de DNA fica para o resto da vida”, diz. Para ela, isso se torna til, por exemplo, para evitar o constrangimento das famlias, que precisam identificar diversas crianas ao longo de todo o processo. "Imagine uma mãe que est procurando um filho h anos. Ela constantemente chamada para reconhecer se a criana encontrada seu filho ou no, muitas vezes em outros estados. Precisa passar por essa situao quinze, vinte vezes. Com o DNA isso no precisa acontecer. s cruzar a informao biolgica e ver se compatvel, se existe ligao ou no”.
Um dos grandes diferenciais do projeto aliar biologia molecular, psicologia, informtica e telemedicina. Alm da coleta do DNA e do cruzamento das informaes, o grupo ir fornecer atendimento psicolgico às famlias - desde o incio do processo de busca, com a realizao do boletim de ocorrncia, at a criana ser encontrada e reintegrada à famlia. Tambm ir capacitar os integrantes de outros estados e das delegacias conveniadas pelo ensino à distncia, criar uma rede para o compartilhamento das informaes entre todas as instituies participantes e far um levantamento dos fatores de risco do desaparecimento das crianas.
Cerca de 8 mil crianas desaparecem por ano no Estado de So Paulo, segundo dados da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, ligada ao Departamento de Homicdios e Proteo à Pessoa (DHPP). Acredita-se que, na maioria dos casos, a causa do desaparecimento esteja ligada à negligncia, violncia domstica, abuso sexual ou misria. "Esse levantamento nunca foi feito, por isso no podemos afirmar nada. Pretendemos avaliar essas famlias do ponto de vista emocional, estrutural e scio-econômico para, no futuro, podermos estabelecer medidas de preveno”, conta Gilka. O Projeto Caminho de Volta montou uma sala dentro do DHPP, para atender imediatamente às famlias que forem fazer queixa de desaparecimento na delegacia. Elas entram automaticamente no projeto.
O seqüenciador foi pago pela iniciativa privada. Os materiais necessrios para realizar o exame e os custos do processo sero bancados pelo governo do Estado de So Paulo. A coordenadora acredita que em breve o sistema ser adotado em outros estados do pas.
Texto da Agncia Brasil
A Comisso de Constituio e Justia e de Cidadania aprovou nesta quinta-feira (26), em carter conclusivo, a proposta de criao do Cadastro Nacional de Crianas e Adolescentes Desaparecidos. O Projeto de Lei 1842/07, da deputada Bel Mesquita (PMDB-PA), recebeu parecer favorvel do relator, deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). A matria segue agora para anlise do Senado.
A proposta j havia sido aprovada nas comissões de Segurana Pblica e Combate ao Crime Organizado; e de Seguridade Social e Famlia. Nesta ltima, houve a incluso dos adolescentes no cadastro originalmente sugerido para incluir apenas as crianas.
O cadastro dever conter as caractersticas fsicas e os dados pessoais das crianas e adolescentes cujo desaparecimento tenha sido registrado em rgo de segurana pblica federal ou estadual.
A base de dados ser mantida com recursos do Fundo Nacional de Segurana Pblica, e a Unio firmar convnio com estados e com o Distrito Federal para definir a forma de acesso às informaes e o processo de atualizao e validao dos dados.
Localizao
A proposta tem por objetivo facilitar o acesso a informaes que permitam a identificao desses desaparecidos, agilizando o trabalho da polcia na busca e localizao e evitando que as crianas e adolescentes sejam submetidos a abusos.
Para a deputada Bel Mesquita, o cadastro, com consulta pblica, vai permitir que uma criana desaparecida em um estado seja mais facilmente localizada em outra parte do Pas. Segundo a autora do projeto, j existem cadastros em diversos estados, mas no h uma integrao entre eles. "Muitas vezes, fica difcil para os pais localizar os seus filhos; e aqueles que esto com as crianas, como os conselhos tutelares, no sabem onde esto os pais", observa.
Segundo dados da Associao Brasileira de Busca e Defesa das Crianas Desaparecidas (ABCD), desaparecem cerca de 40 mil crianas e adolescentes por ano no Brasil. Desse total, de 10% a 15% jamais retornam para seus lares. Segundo a instituio, contudo, os nmeros no so confiveis, porque muitas famlias no registram o desaparecimento.
Entre as causas para os desaparecimentos esto os conflitos familiares, o desacordo entre mes e pais separados, a negligncia dos responsveis, o sequestro e o trfico para explorao sexual.
Agncia Cmara
http://www.clicabrasilia.com.br/portal/noticia.php?IdNoticia=93199
Apontado como principal suspeito de ter assassinado o menino Dudu, como era chamado Luis Eduardo Gonalves, 10, desaparecido em 22 de dezembro de 2007, o ex-padrasto Jos Aparecido Bispo da Silva, 51, apontado como mentor do crime. Seo Cido estaria numa cidade do interior, segundo informaes apuradas pelo Midiamax. Os parentes dele no sabem do paradeiro. Ele no teria aceito o fim do relacionamento com a mãe do Dudu, Eliane, e inclusive, teria ameaado-a de vingana.
Trs adolescentes que cresceram junto com Dudu no bairro Jardim das Hortnsia teriam sido as peas-chave para que a polcia se aproximasse de mais uma pista sobre o misterioso desaparecimento. Uma ossada de criana foi encontrada h uma semana na regio, que seria a do Museu Jos Antonio Pereira.
O pai de Dudu, Roberto Gonalves, 60, acompanhou o Midiamax at o lugar suspeito. Segundo ele, em 2007 ainda, logo aps o desaparecimento do filho j havia a informao de que bem ali o menino estava enterrado. "A policial Maria Campos estava ajudando a gente, mas depois ela foi proibida de investigar. Ela j tinha falado que podia estar por aqui”, lamenta.
Somente um ano depois, em dezembro de 2008 que a investigao teria sido priorizada e a responsabilidade dada para a Deaij (Delegacia Especializada no Atendimento à Infncia e Juventude).
Neste momento, os pais de Dudu sentiram o apoio policial. Eles souberam que dois irmos, usurios de drogas, conhecidos da famlia tinham sido apreendidos por conta de assalto. Os adolescentes foram levados para a Unei Dom Bosco, na BR-262. Em seguida, outro menino, vizinho da casa de Dudu, foi levado pela polcia por tentar assaltar ônibus do transporte coletivo.
Pea-chave
Os irmos encontram na Unei o outro menino do bairro. L, teriam o ameaado de morte e ele acabado por ser transferido para a Unidade Educacional de Internao no Bairro Los Angeles.
Teria sido a partir da que informaes parte de dentro das Uneis que levam a nova frente de investigao at a ossada. Hoje, os resqucios humanos passam por exame de DNA no Instituto de Criminalstica.
As informaes sobre o caso no so confirmadas pela Deaij. A delegada Maria de Lourdes Cano apenas confirmou que o crime est muito perto de ser desvendado.
"Ns confiamos muito nessa delegada e sabemos que agora o Cido (ex-padrasto) ser preso”, diz Seo Roberto. "Esses meninos que fizeram isso com meu filho eram daqui de casa, comiam salgado aqui com a gente”, lamenta a mãe.
Amigos, Seo Roberto e dona Eliane tiram foras para viver dos outros dois filhos adolescentes e tambm do apoio que recebem da populao. Sobre os meninos conhecidos da famlia e tambm a respeito de Cido, o pai no esconde a dor da revolta. "Depois que for feita a priso eu no quero olhar pra eles porque d vontade de fazer uma besteira. Eu sou pai, eu no posso perder a cabea”, diz o pai.
Familiares dos trs adolescentes suspeitos de envolvimento na morte de Dudu estariam j acompanhando o caso. Os dois irmos que estariam na Unei Dom Bosco tm irmãs e o pai seria taxista. O outro, vizinho, a mãe j teria dito para dona Eliane que o filho nada teria a ver com o caso.
No bairro, os adolescentes no eram vistos com o padrasto de Dudu. H informaes extraoficiais de que os meninos eram recrutados para cometerem assaltos e sustentar assim, a dependncia das drogas. "Depois que o Dudu sumiu um deles passou debochando dizendo: Seo Roberto me arruma R$ 1 que eu mostro onde o Dudu est", diz com revolta o pai.
Saudade
| Alessandra Carvalho |
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| Seo Roberto percorre rea onde ossada teria sido enterrada; lembrana do filho d foras aos pais |
Enquanto o caso no est elucidado, Seo Roberto e dona Eliane j admitem o pior e sentem a presena do filho no dia-a-dia. "O Dudu era meu companheiro, dormia junto de mim. Tinha o p de caju ali e ele apanhava caju para todo mundo que pedisse. Se ele tivesse com pacote de bolacha nas mos, bala, ele gostava muito de doce, o nenm dividia um por um que estivesse aqui”, diz saudoso o pai.
No ptio da casa h dois cachorrinhos com sarna que a famlia cuida. " por causa do Dudu. Ele no podia ver cachorrinho na rua que trazia pra casa pra cuidar”, relembra a mãe.
Casca: Brigada Militar de Passo Fundo apoia operao para tentar encontrar adolescente de 16 anos que desapareceu durante o carnaval
A adolescente Terezinha Camargo de Morais, 16 anos, desapareceu no municpio de Casca na noite desse domingo. Segundo informaes, o fato teria ocorrido durante uma festa de carnaval. De acordo com as informaes, a jovem teria passado boa parte da noite trabalhando em um restaurante e em nenhuma noite teria sado para ir a bailes de carnaval. Testemunhas garantem que Terezinha foi at a avenida principal da cidade, que estava fechada para a realizao do carnaval de rua. A ltima notcia da jovem foi um telefonema para uma amiga, instantes antes de deixar o trabalho. A mãe de Terezinha afirmou à polcia no conhecer nenhum motivo para a filha sair de casa.
Buscas
Desde que o desaparecimento foi registrado na Polcia Civil, buscas esto sendo realizadas. A Brigada Militar de Casca vistoriou casas de parentes e amigos da adolescente, mas sem xito. Ontem, o tenente-coronel Joo Darci Gonalves da Rosa, comandante do 3 Regimento de Polcia Montada de Passo Fundo, enviou reforço policial para o municpio a fim de intensificar as buscas.
Por volta do meio-dia, um telefonema para o 190 informou que a jovem poderia estar morta em uma casa abandonada no interior do municpio. Apesar do trabalho intenso, o comandante Gonalves afirmou ter dificuldades nas buscas. "O municpio grande e a informao de que ela poderia estar em uma casa abandonada muito vaga. Temos que fazer buscas em vrios locais. No existe nenhum local especfico apontado na denncia", afirmou. O comandante afirmou ainda que at o meio da tarde a notcia no havia sido confirmada e que buscas continuavam sendo feitas no interior.
Terezinha Camargo de Morais tem pele clara, cabelos castanhos e quando desapareceu estava usando bermuda jeans, blusa branca, bon e culos. Quem tiver alguma informao que possa colaborar com as investigaes pode ligar para o 190.
Fonte: http://www.onacional.com.br/printversion.asp?ID=23098(Foto: Divulgao)
Terezinha Camargo de Morais
Em ato que marcar as comemoraes do Dia Internacional da Mulher, Associao Paulista de Medicina mobiliza a sociedade para combater drama que afeta centenas de milhares de famlias brasileiras. S em So Paulo, em 2008, foram registrados cerca de 1.500 casos novos
A Associao Paulista de Medicina, por intermdio de seu Departamento de Aes Comunitrias, comemorar o Dia Internacional da Mulher de 2009 encorpando uma luta de enorme importncia social. Em ato nas escadarias da Praa da S, em So Paulo, no dia 2 de março, às 16h30, destacar o trabalho da Associao Brasileira de Busca e Defesa a Crianas Desaparecidas, a ABCD/ Mes da S.
A meta da APM mobilizar o maior nmero de cidados e instituies para reforar a cruzada das Mes da S. So mulheres que tiveram seus filhos desaparecidos e organizaram-se na ABCD para denunciar esse grave problema que afeta hoje centenas de milhares de famlias em todo o Brasil. Empunhando fotos de suas crianas, realizam manifestaes silenciosas todos os segundos domingos de cada ms na Praa da S para alertar a populao e arregimentar mais apoio à causa.
Em 2 de maro, abrindo o Ms Internacional da Mulher, a APM, os mdicos de So Paulo e as Mes da S estaro juntos no protesto silencioso com vistas a sensibilizar as autoridades dos diversos escalões governamentais e cobrar providncias. Tambm haver a celebrao de missa em homenagem a todas as mulheres que enfrentam esse drama.
A partir dessa data, a Associao Paulista de Medicina disponibilizar no portal www.apm.org.br um link para o site das ABCD/Mes da S - www.maesdase.org.br, para que profissionais de medicina e populao tenham acesso às fotos das crianas desaparecidas, podendo ajudar na busca e localizao. Para ter uma idia da relevncia dessa questo, anualmente, apenas em So Paulo, so registrados cerca de 1,5 a 2 mil desaparecimentos.
A ao em prol das Mes da S, diga-se de passagem, uma parceria com o movimento Mulheres da Verdade, que rene 40 entidades de diferentes setores da sociedade para discutir questões relacionadas à tica, cidadania, aes sociais e combate à corrupo. Tem o apoio da OAB - SP, Associao Comercial do Estado de So Paulo, Associao Comercial de Pinheiros e do Clube Paineiras do Morumbi.
PROGRAMAO
16h30 - REUNIO DAS MES DA S NA ESCADARIA DA CATEDRAL
COM AS FOTOS DAS CRIANAS
17h00 - CAMINHADA SILENCIOSA NO EM TORNO DA CATEDRAL
17h45 - ENTRADA DAS MES NA CATEDRAL
PRONUNCIAMENTOS
18h00 - CELEBRAO DA MISSA
19h30 - ENCERRAMENTO
Realizao
ASSOCIAO PAULISTA DE MEDICINA
ASSOCIAO MOVIMENTO MULHERES DA VERDADE II
Apoio
OAB - SP
ASSOCIAO COMERCIAL DO ESTADO DE SO PAULO
ASSOCIAO COMERCIAL DE PINHEIROS
CLUBE PAINEIRAS DO MORUMBI
Acontece Comunicao e Notcias
www.acontecenoticias.com.br
Reproduo de texto autorizado por Pedro Reis - editor
RESUMO DOS FATOS
Menina encontrada em uma praa, em 17 de Abril de 1970, na cidade da Lapa, Estado do Paran. Ela estava vestida com roupas de menino, cabelos curtos, aparentando maios ou menos 5 anos de idade. No falava, estava muito confusa e sem memria.
Foi levada para um Educandrio (So Vicente de Paulo) na mesma cidade e entregue aos religiosos. Falava uma mistura de Portugues e ucraniano com sotaque gacho, isso aps alguns dias. Tinha facilidade com aparelhos eletrodomsticos, com televiso, rdio, ar condicionado, algo incomum para pessoas de baixo poder aquisitvo na poca. Portava-se como um damazinha e com educao refinada.
Quando indagada sobre que era, apenas repetia: "Quebrou o rdio, quebrou a cadeira, fez buraco no assoalho e enterrou mame".
Seu nome passou a ser Mnica. Ele foi dado pelas amiguinhas do Educandrio, pois quando ali chegou repetia muitas vezes "mom,mom mom".
Foram feitas diversas investigaes no Paran e Santa Catarina e o caso foi divulgado nos principais jornais desses estados. Alm destes tambm no programa de TV do Flvio Cavalcanti na TV Tupi e nas revistas "O Cruzeiro" e "Manchete" no ano de 1971.
Em Janeiro de 1971 apareceu uma moa de nome Salete Camargo Heber dizendo que Mnica chamava-se Sarita Aparecida Heber, era sua prima e era da cidade de Araucria. Nada foi comprovado e a famlia de Salete a internou num hospital psiquitrico alegando que a mesma tinha problemas mentais. Esse fato ficou sem explicao pois o que Salete falava, s vezes fazia sentido. Alguns fatos aconteceram, mas nada que provasse que tinha relao com o caso da Mnica.
Mas depois disso Mnica passou a achar que a histria contada por Salete era sua histria e seu caso parou.
As irms do Educandrio passaram a receber ameaas por telefone dizendo que suas vidas e a de Mnica estavam em perigo e que no era para mexer mais no assunto.
As pessoas envolvidas ficaram apavoradas, pois alguns sentiam que estavam sendo seguidos e ningum mais queria falar sobre o assunto.
Temos que lembrar que nesta poca vivamos sob o regime militar e tudo era motivo para as pessoas se assustarem.
O caso foi caindo no esquecimento e durante algum tempo ainda apareciam curiosos para conhecer Mnica no Educandrio.
Mnica cresceu sadia, como qualquer criana, mas ficaram algumas sequelas: sua memria no voltou e sofria de pnico diante de vrias situaes. Saiu do Educandrio com 21 anos e foi morar em Santa Catarina. Tentou diversas vezes tratamento com psiclogos psiquiatras sem sucesso. Casou-se aos 28 anos e tem uma filha e tambm por causa desta filha, continua ainda hoje encontrar sua famlia primeira.
Informaes pelos e-mails: meimonica00@ig.com.br ou nilcemazieri@ig.com.br
Carolayne: Sequestrada em 27/01/2009 em Realengo/RJ