DESAPARECIDOS COM FOTOS DESAPARECIDOS SEM FOTO LOCALIZADOS INFORME DESAPARECIDOS LINKS DE INTERESSE NOTÍCIAS NA IMPRENSA VÍDEOS HOME FALE CONOSCO
 

Luciano Ferreira procura família biológica


Autorizada a publicação da foto
para possível reconhecimento

 Luciano Ferreira, natural do Estado do Rio de Janeiro, 26 anos, trabalha com crianças carentes e é voluntário e missionário no Estado de Alagoas.

       A história de Luciano
       "Com poucos anos de idade fui abandonado por um homem, amigo de meu pai, no banco de uma praça no centro do Rio de Janeiro. Tinhamos acabado de sair da praia e esse rapaz falou pra mim assim: Vou ali trocar de roupa e já volto pra te apanhar.

       Fiquei ali esperando por muito tempo até que uma garota me pegou e levou para a sua casa. Ao chegarmos a mãe dela  não deixou ela ficar comigo e disse que não tinha condições de criar duas crianças.

       Me levaram para uma delegacia bem próxima e da delegacia fui para um orfanato que se eu não me engano se chamava FEEM, não me lembro muito bem.
       Já passei por tres orfanatos. Um eu me lembro que fica na baixada fluminense em Nova Iguaçu e se chama Platonato (INSTITUIÇÃO FILANTRÓPICA DE NOVA IGUAÇU).

       Entre 1989 e 2005 eu saí desse orfanato por maus tratos e tentativa de abuso.
       Saindo do platonato São Vicente, fui para uma CASA DE ABRIGO em frente a Prefeitura de Nova Iguaçu onde fiquei oito meses.

       Saindo do abrigo fui para a Casa do Menor onde estou até hoje.

       Só fui registrado na Casa do Menor em 1997 e na minha certidão consta que o nome da minha mãe é Ana Ferreira. Como eles podem colocar o nome da minha mãe na certidão se quando me abandonaram não deixaram nenhum documento? Isso é estranho.

       E tudo que estou contando, eu agradeço a Deus por lembrar, porque sem essas lembranças não haveria esperança de encontrar meus pais.
       Eu me lembro de muitas coisas da infância.

       Eu lembro como era o meu pai, só não me lembro da minha mãe. Mas lembro que um dia eu fui visitá-la e ela me deu banho num tanque e eu chorava muito nesse dia.

       Eu e meu pai morávamos num barraco de madeira que não tinha nada a não ser uma cama suja na qual nós dormíamos. A nossa casa ficava do lado de um valão e as nossas necessidades eram feitas atrás da porta e quem nos dava comida era uma senhora, possível ser minha avó que morava numa casinha um pouco melhor que a nossa. Do lado também tinha um borracheiro onde eu ficava quando meu pai queria me bater.

       Meu pai tinha na faixa de 35 a 40 anos, ele era barbudo e ficamos sempre na rua com outros mendigos embaixo de ponte e fazíamos as nossas comidas dentro de uma lata.

       Lembro uma vez, meu pai deixou um homem dormir na nossa casa e a noite esse homem tentou abusar de mim, meu pai viu e brigou com ele. E me lembro também que nós corriamos atrás do rapaz.

       Lembro também da cor do ônibus que passava no local."


       Luciano Ferreira

       Comunicante: Dulce da Costa Lins
       Tel: (82) 9939-5373
       Contato: luciano5fer@hotmail.com

Nota: Segundo o Luciano nos relatou por e-mail, ele não sabe o nome que ele tinha antes de ser registrado na instituição.